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Latinidades Afro-ameríndias

Próximo COCAAL discute intersecções latinas com culturas africanas e ameríndias. Na foto, a pensadora brasileira Lélia González uma das referências

Tema do Cocaal 2023

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O que está em jogo quando se designa a América Latina, seja para reivindicá-la ou  recusá-la? A América Latina é uma fantasia ou um fantasma: não existe como presença plena ou projeto acabado, como identidade dada e território unificado; e é mais de uma, nos múltiplos tempos em que se desdobra, sem conjunção possível, como identidade fugidia ou terra dispersa, alheia a toda territorialização, isto é, a toda tentativa de apropriação e de instauração de um domínio unitário. América, em geral, e  América Latina, em particular, se inscreveram na imaginação política global – naquilo que Walter Mignolo (2003) denomina “sistema mundial colonial/moderno” – como um campo de disputa. Dessa forma, a assinatura colonial inscrita na noção de América Latina deve ser reconhecida por qualquer reivindicação do termo e de suas derivações.

Ao mesmo tempo, sem apagar a assinatura colonial que a inaugura, a história da América Latina deve ser lida a contrapelo, para que seja possível saber as realidades que a constituem, as disputas que a atravessam, os horizontes e as vertigens que a jogam para fora de si mesma. É preciso reconhecer, ao lado dos fantasmas coloniais cuja aparição permanece visível desde o nome, a sucessão múltipla de fantasmas cuja desaparição deve ser confrontada, mesmo que faltem nomes próprios suficientes para essa confrontação (e que esses nomes também procedam de uma genealogia colonial): os fantasmas de todas as pessoas que, sob o regime colonial de distribuição da violência, foram forçadas a desaparecer, no processo histórico de construção da experiência latino-americana.

Reivindicar as latinidades afro-ameríndias, como faz esta nona edição do Colóquio de Cinema e Arte na América Latina, implica reconhecer a violência da nomeação colonial das gentes colonizadas e a assinatura colonial que aspira a unificar, assim, a noção de América Latina (como uma herança comum). Ao mesmo tempo, ao apontar para as latinidades afro-ameríndias, trata-se de repensar a América Latina a partir da relação e do diálogo entre culturas e perspectivas coletivas, por meio da abertura e da escuta às vozes e aos traços da multiplicidade de experiências das gentes que o projeto colonial pretendeu reunir de forma generalizada, sob signos de africanidade e amerindianidade, cujas designações genéricas uma série de movimentos posteriores buscaram e buscam transformar em alavancas estratégicas de intervenção social e política.

Diante disso, impossível não salientarmos que iniciamos o ano de 2023 com a posse histórica de Sônia Guajajara, à frente do Ministério dos Povos Indígenas, do professor, jurista e filósofo Silvio Almeida, no Ministério de Direitos Humanos  com a recriação do Ministério da Igualdade Racial, a cargo de Anielle Franco, três instâncias fundamentais para implementação de políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência colonial atualizada constantemente por sistemas de policiamento e governo, e efetivamente de governo como policiamento, que persistem como norma em todo o continente. “Nunca mais o Brasil sem nós”, disse em seu discurso de posse Sônia Guajajara. “Não recuaremos, não retrocederemos, não vamos abaixar a cabeça mais, não sairemos daqui”, afirmou Anielle Franco. “Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós”, disse Silvio Almeida ao assumir a pasta. Falas que estão imbuídas de toda uma longa trajetória de movimentos e organização política de gentes negras e indígenas que têm buscado, desde o início, contestar as denominações coloniais a partir da reivindicação estratégica de seus termos, o que está presente ainda em outra fala de Guajajara: “Esse ministério é novo, mas na verdade esse ministério é ancestral”.

Nesse sentido, além de pensar a América Latina no plural, por meio da noção de latinidades, se trata de reivindicar, por meio do adjetivo afro-ameríndias, a possibilidade de multiplicação de perspectivas para reinventar a vida em comum no continente, nos campos do cinema e da arte. As latinidades afro-ameríndias são uma abertura para as formas alternativas de vida em comum que Lélia Gonzalez designou por meio da noção de “Améfrica Ladina”, para as práticas de contra-colonização do que Antonio Bispo dos Santos chamou de “povos afro-pindorâmicos” e para as memórias e projeções que tanto Ailton Krenak quanto Davi Kopenawa, entre outros, têm encontrado no tempo do sonho, resistindo à colonização, às suas heranças e às suas formas de tentar impor o fim do mundo. Latinidades afro-ameríndias, portanto, são também ladinidades améfrico-pindorâmicas, e quantos outros nomes será preciso desarticular e rearticular, desmontar e remontar, para começar a reconhecer e a inventar a multiplicidade de suas figuras mundanas e fantasmas extra-mundanos. 

Em articulação com as ideias aqui expostas, incentivamos o envio de propostas de mesas e comunicações que transitem nos seguintes eixos temáticos:

Histórias, memórias, fabulações e arquivos
Perspectivas teóricas e metodológicas
Estudos de recepção
Cinema, arte e educação
Corpos, gêneros e sexualidades
Poéticas sonoras e musicais
Linguagem: reconfigurações, experimentações, transgressões
Militâncias e ativismos
Representações, contra-representações e representatividade
Afetos, emoções, sentimentos
Bordas, margens, periferias
Coletivo, comunal, comunitário
Meio-ambiente e ecologias decoloniais
Audiovisualidades insurgentes
Artes e hibridismos


Tema del COCAAL 2023

¿Qué está en juego cuando se nombra a América Latina, sea para reivindicarla o para cuestionar su existencia? América Latina es una fantasía o un fantasma: no existe como una presencia plena o un proyecto terminado, como una identidad dada y un territorio unificado; y es más de una, en los múltiples tiempos en que se despliega, sin conjunción posible, como identidad esquiva o tierra dispersa, ajena a toda territorialización, es decir, a cualquier intento de apropiación y establecimiento de un dominio unitario. América, en general, y América Latina, en particular, se inscribieron en el imaginario político global –en lo que Walter Mignolo (2003) llama el “sistema mundial colonial/moderno”– como campo de disputa. De esta forma, la marca colonial inscrita en la noción de América Latina debe ser reconocida por cualquier reivindicación del término y sus derivaciones.

Al mismo tiempo, sin ignorar el sello colonial de su pasado, la historia de América Latina debe leerse a contrapelo para que sea posible conocer las realidades que la constituyen, las disputas que la atraviesan, los horizontes y los abismos que la lleva para fuera de sí misma. Es necesario reconocer, junto a los fantasmas coloniales cuya presencia permanece visible desde su nombre, la sucesión múltiple de fantasmas cuya desaparición debe ser confrontada, aunque falten suficientes nombres propios para esta confrontación (y que estos nombres también provienen de una genealogía colonial): los fantasmas de todas las personas que, bajo el régimen colonial violento, fueron obligadas a desaparecer en el proceso histórico de construcción de la experiencia latinoamericana.

Reivindicar las latinidades afroamerindias, como lo hace esta novena edición del Coloquio de Cinema e Arte en América Latina, implica reconocer la violencia de la denominación colonial de los pueblos colonizados y el sello colonial que aspira a unificar, así, la noción de América Latina (como patrimonio común). Al mismo tiempo, al apuntar hacia las latinidades afroamerindias, procuramos repensar América Latina desde la relación y el diálogo entre culturas y perspectivas colectivas, a través de la apertura y la escucha de las voces y rasgos de las múltiples experiencias de los pueblos que el proyecto colonial pretendió agrupar de manera generalizada, bajo signos de africanidad y amerindianidad, y cuyas designaciones genéricas se han intentado transformar en plataformas estratégicas de intervención social y política por parte de otros movimientos.

Ante eso, es imposible no destacar que iniciamos el 2023 con la histórica toma de posesión de Sônia Guajajara al frente del Ministerio de los Pueblos Indígenas; del profesor, jurista y filósofo Silvio Almeida, en el Ministerio de los Derechos Humanos; con la creación del Ministerio de Igualdad Racial, a cargo de Anielle Franco, tres instancias fundamentales para la implementación de políticas públicas dirigidas al enfrentamiento de la violencia colonial perpetuada por sistemas de vigilancia y gobierno, y de gobierno como vigilancia, que persisten como norma en todo el continente. “Nunca más un Brasil sin nosotros”, dijo Sônia Guajajara en su discurso de posesión. “No retrocederemos, no volveremos atrás, no bajaremos más la cabeza, no nos iremos de aquí”, dijo Anielle Franco. “Hombres y mujeres negros y negras de Brasil, ustedes existen y son valiosos para nosotros”, dijo Silvio Almeida al asumir la cartera. Discursos que están presentes en una larga trayectoria de movimientos y organización política de los pueblos negros e indígenas que han buscado, desde sus inicios, refutar las denominaciones coloniales a partir de la reivindicación de sus propios términos, hecho que está presente en otro discurso de Guajajara: “Este ministerio es nuevo, pero en realidad este ministerio es ancestral”.

En ese sentido, además de pensar América Latina en plural a través de la noción de latinidades, se trata de reivindicar, a través del adjetivo afroamerindios, la posibilidad de multiplicar perspectivas para reinventar la vida en común en el continente, en los campos del cine y el arte. Las latinidades afroamerindias son una apertura a las formas alternativas de vida en común que Lélia González nombró a través de la noción de “Améfrica Ladina”, a las prácticas contra-colonizadoras de lo que Antonio Bispo dos Santos llamó “pueblos afropindorámicos” y para las memorias y proyecciones que tanto Ailton Krenak como Davi Kopenawa, entre otros, han encontrado en el tiempo del sueño, resistiendo a la colonización, sus legados y sus formas de intentar imponer el fin del mundo. Las latinidades afroamerindias, por lo tanto, son también “ladinidades améfrico-pindorámicas”, y cuántos otros nombres habrá que desarticular y rearticular, desmontar y volver a montar, para empezar a reconocer e inventar la multiplicidad de sus figuras mundanas y fantasmas extramundanos.

En articulación con las ideas aquí presentadas, invitamos a presentar propuestas de mesas y comunicaciones que transiten por los siguientes ejes temáticos:

Historias, memorias, fábulas y archivos
Perspectivas teóricas y metodológicas
Estudios de recepción
Cine, arte y educación
Cuerpos, géneros y sexualidades
Poéticas sonoras y musicales
Lenguaje: reconfiguraciones, experimentaciones, transgresiones
Militancias y activismos
Representaciones, contra-representaciones y representatividad
Afectos, emociones, sentimientos
Bordes, márgenes, periferias
Colectivo, comunal, comunitario
Medio ambiente y ecologías decoloniales
Audiovisualidades insurgentes
Artes e hibridaciones

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2019

O público no cinema e na arte da América Latina (AL)

O VII Cocaal: o público no Cinema e na Arte de América Latina foi organizado pelas pós-graduações de História e Arte da UNIFESP, do PROLAM da USP e do PPGMPA (ECA/USP). O colóquio passado (UFF – UNIFESP)  pensou a contribuição da AL no campo das artes e refletiu sobre a condição feminina em nosso (sub)continente. Dando continuidade aos dois enfoques, a edição de 2019 decidiu homenagear a atriz e cineasta Helena Ignez e a cineasta Ana Carolina. Condição feminina, deslocamento de personagens delirantes, potência do marginalizado, que fazem parte do trabalho destas duas artistas, são categorias de pensamento que ajudam a entender nossa produção artística.

O conceito de público, ainda pouco estudado no Brasil, também foi centro dos debates em uma busca de diálogo com a estética da recepção, teorias do espectador e o conceito mais abrangente de público. Uma conversa imprescindível com os estudos de cinema mexicanos, que, ao trabalhar os espaços de exibição, têm destacado a segmentação hierárquica social do público produzida por estes lugares. Com a difusão das redes sociais, que determinam social e politicamente muita coisa, é necessário pensar o público também em sua relação com o privado. O que se torna público, como se torna público, quem detém esses processos? Questões importantes para entender o presente. Os estudos argentinos de cinema  nos interessam para dar continuidade ao debate já consolidado sobre os processos históricos, imagens e narrativas, e que determinam como e o que se representa. Estes intercâmbios reafirmam a noção de que  AL é a possibilidade de imaginar e implementar diversos projetos que sempre estão dentro de um campo de disputa. Os Cocaales foram consolidando um espaço de análises e críticas muito frutíferos para os estudiosos brasileiros e aqueles dos países vizinhos sobre o cinema.

A VII edição do Colóquio foi composta por 16 eixos:

  1. História, cinema e memória
  2. Cinema, arte e gênero
  3. Arte e cinema experimental na América Latina: história e crítica
  4. Cinema negro latino-americano
  5. Cinema, arte e antropologia
  6. Abertura radical e engajamento do público nos processos decisórios
  7. Materialidades do Cinema
  8. Cinema e movimentos sociais
  9. Audiovisual, estética e política
  10. Cinema, arte, língua e literatura
  11. Cinema, arte e história
  12. Cinema e som
  13. Cinema, economia e política cultural
  14. Cinema, televisão e novas mídias
  15. Cinema e artes visuais
  16. Cinema e psicanálise

Organização:  

Andréa R. Silva
Anna Karinne Ballalai
Carolina de Oliveira Patta
Diego Lorena Vilela
Eduardo Meciano
Esther Hamburger
Fábio Camarneiro
Fábio Uchôa
Fernanda Schenferd
Geraldo Blay Roizman
Ilma Guideroli
Isabela Vasconcelos

Grupo de Estudos Cinema da América Latina e Vanguardas Artísticas – Diálogos entre Construção, Expressão e Espacialidade

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2017

Estado crítico: América Latina Resistente

Realizado pelos Programas de Pós-Graduação em História da Arte e Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi – UAM, o Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo – PROLAM/USP, o Grupo de Estudos Cinema da América Latina e Vanguardas Artísticas – GECILAVA, da UNIFESP, e o Grupo História e Experimentação no Cinema e na Crítica, da ECA-USP, V Colóquio de Cinema e Arte da América Latina foi realizado no período de 12 a 15 de setembro de 2017, na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Segue texto de apresentação do Colóquio:

O encontro possui catorze eixos temáticos, cuja finalidade é fazer da interdisciplinaridade o caráter fundamental do colóquio. Para além do intercâmbio entre domínios, trata-se ainda de romper fronteiras para pensar o fio condutor que norteia os estudos nas diversas áreas abarcadas nesta edição do evento. Insistimos que ainda são tímidas as interlocuções com nossos vizinhos – sejam elas dos mais variados campos do saber ou propriamente com nuestros hermanos latino-americanos –, sendo que alguns são ainda invisíveis ou distantes para nós. No entanto, no que se refere em especial à América Latina, nossas experiências históricas, políticas, culturais e emocionais são tão semelhantes que se faz necessário – e, considerando-se o contexto atual, urgente – romper fronteiras, mobilizando e difundindo as reflexões que estejam sendo produzidas sobre o nosso Continente.

Sofremos a invasão europeia, um duríssimo e violento período colonial, a escravidão; compartilhamos de um passado marcado por inúmeros genocídios de populações originárias e africanas. As frágeis democracias que vieram depois desse período nefasto não conseguiram apagar a abismal diferença que se estabeleceu entre os que se apropriaram do poder e da riqueza desde a colônia e o restante da população. Os últimos 20 anos da história da América Latina, marcados por um processo de redemocratização política contestável em diversos sentidos e (não por acaso) pelo recrudescimento de ondas reacionárias, configuraram-se por isso (e não pela primeira vez) no cenário em que eclodem constantemente inúmeros movimentos de resistência: resistência política, ideológica, étnica, cultural, ambiental, dentre tantas outras. Ventos do Norte continuam não movendo moinhos e ainda são muitos os mortos e caminhos tortos, mas a América Latina procura mostrar que ainda não se deu por vencida e sua alma está menos e menos cativa. Se não no nível macro, no nível dos pequenos grandes coletivos, na mobilização das “minorias” (que sabemos serem maiorias), na pulverização dos movimentos contemporâneos de resistência.

Qual o papel do cinema, das outras mídias audiovisuais e da arte na conjuntura histórica e atual do nosso continente? Segundo Foucault, jogamos um jogo de práticas institucionalizadas e legitimadas por consensos sociais inarticulados, jamais percebidos. Quais são esses consensos que se formaram e legitimaram a dominação e quais os papéis desempenhados pelas mídias e as artes? Nosotros da América Latina estamos imbrincados num entre-imagens, estamos no entrecruzamento do que costumamos chamar Centro x Periferia. Projetados como descendentes da cultura latina (e, portanto, herdeiros de Roma), nosso tempo presente possui a marca indelével do silêncio e da invisibilidade. 

Neste sentido, sabemos também que realizar uma produção audiovisual e artística é criar lugares para o público. Temos a consciência de que o Audiovisual – particularmente o cinema, além do vídeo, da televisão, da internet e outras mídias -, e as Artes são imperativos, podendo ser a regra na manutenção de novos espaços e na proteção contra o poder opressor. Não obstante tal condição, para além dos lugares oficiais e seguros já reservados ao cinema, às artes, às mídias e a nós, algumas produções atuais têm procurado revelar lugares resistentes: lugares que são diversos em sua essência (a ocupação na escola, a demarcação indígena, a própria internet) e que disparam a partir de seu próprio interior muitos olhares que se projetam contra a ordem instituída e a dominação.

Os lugares projetados por estes olhares, em suma, são o cinema, as produções audiovisuais e as artes que nos propomos aqui a conhecer e pensar.

​Os eixos que compuseram a programação V COCAAL foram:

1. Cinema, arte e antropologia
2. Cinema e artes visuais
3. Audiovisual, estética e política
4. Cinema, arte e história
5. Cinema, arte e literatura
6. Cinema e psicanálise
7. Cinema e artes cênicas
8. Cinema e som
9. Cinema, televisão e novas mídias
10. Cinema e movimentos sociais
11. Cinema contemporâneo e gêneros cinematográficos
12. Arte e cinema experimental na América Latina: história e crítica
13. Cinema, economia e política cultural 14. Cinema na América Latina: história e historiografia

A conferência de abertura, Articulações entre o passado e o presente na América Latina, contou com a presença dos pesquisadores Ana Laura Lusnich (UBA/Argentina) e Ismail Xavier (USP/Brasil) e a conferência de encerramento foi conduzida por Diego Fernando Montoya Bermudez (EAFIT – Colômbia) abordando o tema webséries na América Latina. As duas conferências tiveram transmissão, ao vivo, pela internet e os vídeos disponíveis abaixo.

Conferência de abertura (12/09/2017)

Conferência de encerramento (15/09/2017)

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2018

Campos vadios, mitos minados

Selo utilizado na programação do COCAAL 2018

O VI Cocaal foi realizado na Universidade Federal Fluminense (UFF), no período de 03 a 06 de setembro de 2018, em parceria com o II Cocaf – Colóquio Brasileiro de Cinema de Autoria Feminina evento que reúne pesquisas sobre realizadoras mulheres no audiovisual, com o intuito, entre outros aspectos, de rever a historiografia que omitiu a presença dessas profissionais na história do cinema e do audiovisual.

Com a finalidade de partilhar as experiências de estudos e projetos da América Latina que, a partir do cinema, do audiovisual e da arte, o colóquio continuou a investir no diálogo com outros campos do conhecimento, particularmente das ciências humanas, dando prosseguimento à interdisciplinaridade promovida pelas cinco primeiras edições do evento e centrando suas discussões em 6 (seis) grupos temáticos:

  1. Mulheres no audiovisual
  2. Política e estética
  3. Cinema, audiovisual e educação
  4. Indústria e recepção audiovisual
  5. Memória, história e arquivo
  6. Cinema, antropologia, cidade e expressões artísticas

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2015

Relatos selvagens: tensões, disputas e desvios

O III COCAAL, realizado com a finalidade de partilhar as experiências de estudos e projetos da América Latina, a partir do cinema, do audiovisual e da arte continuou investindo no diálogo com outros campos do conhecimento, particularmente das ciências humanas, dando prosseguimento à interdisciplinaridade promovida pelas duas primeiras edições do evento.

A programação foi composta pela organização de 4 (quatro) eixos:

1. Cinema, Audiovisual e Educação; 2. Audiovisual, Políticas e Estéticas; 3. Cinema e Audiovisual: Memória, História e Arquivo; 4. Cinema e Audiovisual: Indústria e Recepção.  

Os pesquisadores envolvidos na organização dessa terceira edição da COCAAL estão agrupados nos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Mídia e Cotidiano e em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com os Programas de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Também são parceiros os pesquisadores da PRALA – Plataforma de Reflexão sobre o Audiovisual Latino-Americano, professores do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF e os pesquisadores do GECILAVA – Grupo de Estudos do Cinema Latino-Americano e Vanguardas Artísticas, vinculado à UNIFESP. O evento ainda tem o apoio da PROPPI – Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação; PROEXT – Pró-Reitoria de Extensão e do IACS – Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF.

Cartaz do COCAAL 2015.