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2017

Estado crítico: América Latina Resistente

Realizado pelos Programas de Pós-Graduação em História da Arte e Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi – UAM, o Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo – PROLAM/USP, o Grupo de Estudos Cinema da América Latina e Vanguardas Artísticas – GECILAVA, da UNIFESP, e o Grupo História e Experimentação no Cinema e na Crítica, da ECA-USP, V Colóquio de Cinema e Arte da América Latina foi realizado no período de 12 a 15 de setembro de 2017, na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Segue texto de apresentação do Colóquio:

O encontro possui catorze eixos temáticos, cuja finalidade é fazer da interdisciplinaridade o caráter fundamental do colóquio. Para além do intercâmbio entre domínios, trata-se ainda de romper fronteiras para pensar o fio condutor que norteia os estudos nas diversas áreas abarcadas nesta edição do evento. Insistimos que ainda são tímidas as interlocuções com nossos vizinhos – sejam elas dos mais variados campos do saber ou propriamente com nuestros hermanos latino-americanos –, sendo que alguns são ainda invisíveis ou distantes para nós. No entanto, no que se refere em especial à América Latina, nossas experiências históricas, políticas, culturais e emocionais são tão semelhantes que se faz necessário – e, considerando-se o contexto atual, urgente – romper fronteiras, mobilizando e difundindo as reflexões que estejam sendo produzidas sobre o nosso Continente.

Sofremos a invasão europeia, um duríssimo e violento período colonial, a escravidão; compartilhamos de um passado marcado por inúmeros genocídios de populações originárias e africanas. As frágeis democracias que vieram depois desse período nefasto não conseguiram apagar a abismal diferença que se estabeleceu entre os que se apropriaram do poder e da riqueza desde a colônia e o restante da população. Os últimos 20 anos da história da América Latina, marcados por um processo de redemocratização política contestável em diversos sentidos e (não por acaso) pelo recrudescimento de ondas reacionárias, configuraram-se por isso (e não pela primeira vez) no cenário em que eclodem constantemente inúmeros movimentos de resistência: resistência política, ideológica, étnica, cultural, ambiental, dentre tantas outras. Ventos do Norte continuam não movendo moinhos e ainda são muitos os mortos e caminhos tortos, mas a América Latina procura mostrar que ainda não se deu por vencida e sua alma está menos e menos cativa. Se não no nível macro, no nível dos pequenos grandes coletivos, na mobilização das “minorias” (que sabemos serem maiorias), na pulverização dos movimentos contemporâneos de resistência.

Qual o papel do cinema, das outras mídias audiovisuais e da arte na conjuntura histórica e atual do nosso continente? Segundo Foucault, jogamos um jogo de práticas institucionalizadas e legitimadas por consensos sociais inarticulados, jamais percebidos. Quais são esses consensos que se formaram e legitimaram a dominação e quais os papéis desempenhados pelas mídias e as artes? Nosotros da América Latina estamos imbrincados num entre-imagens, estamos no entrecruzamento do que costumamos chamar Centro x Periferia. Projetados como descendentes da cultura latina (e, portanto, herdeiros de Roma), nosso tempo presente possui a marca indelével do silêncio e da invisibilidade. 

Neste sentido, sabemos também que realizar uma produção audiovisual e artística é criar lugares para o público. Temos a consciência de que o Audiovisual – particularmente o cinema, além do vídeo, da televisão, da internet e outras mídias -, e as Artes são imperativos, podendo ser a regra na manutenção de novos espaços e na proteção contra o poder opressor. Não obstante tal condição, para além dos lugares oficiais e seguros já reservados ao cinema, às artes, às mídias e a nós, algumas produções atuais têm procurado revelar lugares resistentes: lugares que são diversos em sua essência (a ocupação na escola, a demarcação indígena, a própria internet) e que disparam a partir de seu próprio interior muitos olhares que se projetam contra a ordem instituída e a dominação.

Os lugares projetados por estes olhares, em suma, são o cinema, as produções audiovisuais e as artes que nos propomos aqui a conhecer e pensar.

​Os eixos que compuseram a programação V COCAAL foram:

1. Cinema, arte e antropologia
2. Cinema e artes visuais
3. Audiovisual, estética e política
4. Cinema, arte e história
5. Cinema, arte e literatura
6. Cinema e psicanálise
7. Cinema e artes cênicas
8. Cinema e som
9. Cinema, televisão e novas mídias
10. Cinema e movimentos sociais
11. Cinema contemporâneo e gêneros cinematográficos
12. Arte e cinema experimental na América Latina: história e crítica
13. Cinema, economia e política cultural 14. Cinema na América Latina: história e historiografia

A conferência de abertura, Articulações entre o passado e o presente na América Latina, contou com a presença dos pesquisadores Ana Laura Lusnich (UBA/Argentina) e Ismail Xavier (USP/Brasil) e a conferência de encerramento foi conduzida por Diego Fernando Montoya Bermudez (EAFIT – Colômbia) abordando o tema webséries na América Latina. As duas conferências tiveram transmissão, ao vivo, pela internet e os vídeos disponíveis abaixo.

Conferência de abertura (12/09/2017)

Conferência de encerramento (15/09/2017)

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2018

Campos vadios, mitos minados

Selo utilizado na programação do COCAAL 2018

O VI Cocaal foi realizado na Universidade Federal Fluminense (UFF), no período de 03 a 06 de setembro de 2018, em parceria com o II Cocaf – Colóquio Brasileiro de Cinema de Autoria Feminina evento que reúne pesquisas sobre realizadoras mulheres no audiovisual, com o intuito, entre outros aspectos, de rever a historiografia que omitiu a presença dessas profissionais na história do cinema e do audiovisual.

Com a finalidade de partilhar as experiências de estudos e projetos da América Latina que, a partir do cinema, do audiovisual e da arte, o colóquio continuou a investir no diálogo com outros campos do conhecimento, particularmente das ciências humanas, dando prosseguimento à interdisciplinaridade promovida pelas cinco primeiras edições do evento e centrando suas discussões em 6 (seis) grupos temáticos:

  1. Mulheres no audiovisual
  2. Política e estética
  3. Cinema, audiovisual e educação
  4. Indústria e recepção audiovisual
  5. Memória, história e arquivo
  6. Cinema, antropologia, cidade e expressões artísticas

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2015

Relatos selvagens: tensões, disputas e desvios

O III COCAAL, realizado com a finalidade de partilhar as experiências de estudos e projetos da América Latina, a partir do cinema, do audiovisual e da arte continuou investindo no diálogo com outros campos do conhecimento, particularmente das ciências humanas, dando prosseguimento à interdisciplinaridade promovida pelas duas primeiras edições do evento.

A programação foi composta pela organização de 4 (quatro) eixos:

1. Cinema, Audiovisual e Educação; 2. Audiovisual, Políticas e Estéticas; 3. Cinema e Audiovisual: Memória, História e Arquivo; 4. Cinema e Audiovisual: Indústria e Recepção.  

Os pesquisadores envolvidos na organização dessa terceira edição da COCAAL estão agrupados nos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Mídia e Cotidiano e em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com os Programas de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Também são parceiros os pesquisadores da PRALA – Plataforma de Reflexão sobre o Audiovisual Latino-Americano, professores do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF e os pesquisadores do GECILAVA – Grupo de Estudos do Cinema Latino-Americano e Vanguardas Artísticas, vinculado à UNIFESP. O evento ainda tem o apoio da PROPPI – Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação; PROEXT – Pró-Reitoria de Extensão e do IACS – Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF.

Cartaz do COCAAL 2015.