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COCAAL 2023

Convocatória 2023

IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina

Latinidades Afro-ameríndias

1a Circular

[Por favor, desplácese hacia abajo para leer nuestra traducción en Español]

A comissão organizadora do IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem trabalhos para a nova edição do evento. De volta à modalidade presencial, o COCAAL 2023 acontecerá de 19 a 22 de setembro de 2023, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia. Para saber mais sobre a temática do COCAAL 2023, clique aqui.

SUBMISSÕES

A submissão de trabalhos deve ser realizada até o dia 10 de maio, por meio de formulário, e pode ser em duas modalidades: mesas pré-constituídas e comunicações livres. Serão aceitos trabalhos em português e espanhol.

1 – Mesas pré-constituídas

As mesas pré-constituídas devem propor a articulação e o debate de pesquisas e discussões acerca de temas emergentes na América Latina, na área do audiovisual e das artes em perspectiva expandida.

Cada mesa deve ser composta por 3 participantes, sendo que pelo menos uma pessoa deve ter o doutorado concluído. Demais participantes podem ser discentes de doutorado, pessoas com mestrado concluído ou em curso, com notório saber e/ou produção artística. Uma pessoa deve atuar também na moderação da mesa.

O formulário de inscrição deve ser preenchido pela pessoa responsável pela coordenação da mesa. Ao formulário, deverá ser anexado o documento da proposta, em formato PDF, nomeado da seguinte forma:

COCAAL 2023_mesa_SOBRENOME_Nome

O documento da proposta deve ser realizado a partir do modelo disponível aqui e deve conter: o Título da mesa, um Resumo de apresentação da temática da mesa e Resumos dos três trabalhos que compõem a mesa. 

As mesas aprovadas deverão respeitar o tempo máximo de 90 minutos de duração, destinando 20 minutos de exposição para cada participante e 30 minutos para perguntas e discussões. Em caso de aprovação, todas as pessoas participantes das mesas deverão realizar a inscrição individualmente, segundo cronograma e condições a serem anunciadas na ocasião da divulgação dos trabalhos aprovados. 

2 – Comunicações livres

Podem submeter propostas de comunicação pessoas com mestrado em curso, mestrado concluído, doutorado em curso, doutorado concluído, pessoas com notório saber e/ou produção artística. Só é permitida uma inscrição por pessoa, mesmo em caso de coautoria. Cada proposta poderá ter a autoria de no máximo 3 pessoas, que devem realizar a submissão individualmente no formulário de inscrição, ao qual deve ser anexado o documento da proposta, em formato PDF, nomeado da seguinte forma:

COCAAL 2023_livre_SOBRENOME_Nome 

O documento da proposta deve seguir o modelo disponível aqui.

As comunicações aceitas deverão respeitar o tempo máximo de 20 minutos para exposição, nas datas e horários estabelecidos e previamente anunciados. 

Não serão aceitas propostas de mesas e comunicações entregues fora do prazo e que não estejam dentro das normas solicitadas pela chamada.

DATAS IMPORTANTES

Inscrições de mesas pré-constituídas e comunicações livres – até 10 de maio (NOVO!)
Divulgação das propostas aprovadas – Até 31 de maio
Pagamento da taxa de inscrição* – Até 20 de junho
Divulgação do cronograma de apresentações – Até 10 de agosto
Inscrição de ouvintes – de 30 de abril a 19 de setembro.
Realização do evento – de 19 a 22 de setembro

VALORES DAS TAXAS DE INSCRIÇÃO

Docente/Pesquisador com vínculo profissional e
com apresentação de trabalho
R$ 130,00
Pesquisador, mestre ou doutor,
sem vínculo profissional com apresentação de trabalho
R$ 65,00
Estudante de pós-graduação com apresentação de trabalhoR$ 65,00
Docente/Pesquisador sem apresentação de trabalhoR$ 50,00
Estudante de pós-graduação e graduação
sem apresentação de trabalhos
R$ 25,00
Estudante de pós-graduação e graduação
sem apresentação de trabalhos (UFBA, UFRB, UESB)
Isento
Estudante da rede pública do
ensino médio, fundamental e técnico
Isento
Professor do Ensino Fundamental e Médio de Escolas PúblicasIsento
*A forma de pagamento da taxa de inscrição, para participantes do Brasil e do exterior, será informada na ocasião da divulgação dos trabalhos aprovados. No caso das mesas, todas as pessoas que participam devem pagar a taxa, assim como no caso de comunicações livres em coautoria.

Informações sobre a inscrição de ouvintes e sobre o envio de resumos expandidos e artigos para os Anais do evento serão divulgadas nas próximas circulares.

Para dúvidas ou mais informações: coloquiococaal@gmail.com | Instagram: @coloquiococaal


IX Coloquio de Cine y Arte en América Latina

Latinidades Afroamerindias

1ª Circular

El comité organizador del IX Coloquio de Cine y Arte en América Latina (COCAAL) invita a investigadoras e investigadores a presentar sus trabajos para la nueva edición del evento. De regreso a la modalidad presencial, esta edición se realizará del 19 al 22 de septiembre de 2023, en la Facultad de Comunicación de la Universidad Federal de Bahía, en Salvador, Bahía. Para más información sobre COCAAL 2023, clique aquí.

PRESENTACIÓN DE TRABAJOS

El envío de trabajos debe realizarse hasta el 10 de maio, a través del formulario disponible aqui y puede realizarse de dos formas: mesas pre constituidas y comunicaciones libres. Se aceptarán trabajos en portugués y español.

1 – Mesas pre constituidas

Las mesas pre constituidas deberán proponer la articulación y el debate de investigaciones y discusiones sobre temas emergentes en América Latina, en el ámbito del audiovisual y las artes desde una perspectiva amplia.

Cada mesa debe estar compuesta por 3 participantes, y al menos una persona debe contar con doctorado finalizado. Los demás participantes pueden ser estudiantes de doctorado, personas con maestrías finalizadas o en curso, con altos conocimientos y/o producción artística. Una persona también debe participar como moderadora de la mesa.

El formulario de inscripción deberá ser diligenciado por el responsable de la coordinación de la mesa. El documento de la propuesta deberá adjuntarse al formulario, en formato PDF, titulado de la siguiente manera:

COCAAL 2023_mesa_APELLIDO_Nombre

El documento de la propuesta debe estar elaborado a partir del modelo disponible aqui y debe contener el Título de la mesa, un Resumen que presente el tema de la mesa y los Resúmenes de los tres trabajos que la componen.

Las mesas aprobadas deberán respetar la duración máxima de 90 minutos, que incluyan 20 minutos de exposición para cada participante y 30 minutos para preguntas y debates. En caso de aprobación, todas las personas que participen en las mesas deberán inscribirse individualmente, de acuerdo con el cronograma y las condiciones que se anunciarán cuando se divulguen los trabajos aprobados.

2 – Comunicaciones libres

Las propuestas de comunicación pueden ser presentadas por personas con maestría en curso o culminada, doctorado en proceso o culminado, personas con altos conocimientos y/o producción artística. Sólo se permite una entrada por persona, incluso en el caso de coautoría. Cada propuesta podrá ser redactada por un máximo de 3 personas, quienes deberán enviar individualmente el formulario disponible aqui, al cual se deberá adjuntar el documento de propuesta, en formato PDF, denominado de la siguiente manera:

COCAAL 2023_livre_APELLIDO_Nombre

El documento de la propuesta debe seguir la plantilla disponible aqui.

Las comunicaciones aceptadas deberán respetar el tiempo máximo de exposición de 20 minutos, en las fechas y horarios establecidos y previamente anunciados.

No se aceptarán propuestas de mesas y comunicaciones entregadas fuera de plazo y que no cumplan con los estándares solicitados por la convocatoria.

FECHAS IMPORTANTES

Inscripción de mesas preconstituidas y comunicaciones libres – hasta el 10 de maio (NUEVO!)
Divulgación de propuestas aprobadas – Hasta el 31 de mayo
Pago de inscripción* – Hasta el 20 de junio
Divulgación del cronograma de presentaciones – Hasta el 10 de agosto
Registro de oyentes – del 30 de abril al 19 de septiembre
Evento – del 19 al 22 de septiembre

VALORES DE INSCRIPCIÓN

Docente/Investigador con vínculo profesional
y presentación de trabajo
R$ 130,00
Investigador, magíster o doctor, sin vínculo profesional
con presentación de trabajo
R$ 65,00
Estudiante de postgrado con presentación de trabajoR$ 65,00
Docente/Investigador sin presentación de trabajoR$ 50,00
Estudiante de postgrado y pregrado
sin presentación de trabajos
R$ 25,00
Estudiante de postgrado y pregrado sin presentación
de trabajos (UFBA, UFRB, UESB)
Isento
Estudiante de la red pública de educación
secundaria, básica y técnica
Isento
Docentes de educación básica y secundaria
de escuelas públicas
Isento
*La forma de pago de la cuota de inscripción, para participantes de Brasil y del exterior, será informada cuando se anuncien los trabajos aprobados. En el caso de las mesas, todas las personas que participen deberán realizar el pago de inscripción, así como en el caso de las comunicaciones libres en coautoría.

La información sobre el registro de oyentes y sobre el envío de resúmenes expandidos y artículos para las memorias del evento será divulgada en las próximas circulares.


COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Dra. Ana Paula Nunes – UFRB
Dr. Glauber Lacerda – UESB
Dr. Guilherme Maia – UFBA
Dr. Marcelo Ribeiro – UFBA
Dra. Morgana Gama – UFBA
Dra. Priscila Miraz – UFRB
Dra. Regina Gomes – UFBA
Dra. Rosângela Fachel – UFPel

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições | Instituciones:
Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Bacharelado em Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA
Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal de Pelotas

Grupos de pesquisa | Grupos de Investigación:
Laboratório de Análise Fílmica
Grupo (an)arqueologias do sensível
[Re]image: Grupo de Pesquisa em Artes Visuais
Quadro a Quadro: projetando ideias, refletindo imagens
Audiovisual Latino-Americano no Século XXI – OfCine – IFRS

Redes de Pesquisa | Redes de Investigación:
Red Iberoamericana de Investigación en Narrativas Audiovisuales – Red INAV

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Resultado 2023

IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina

Latinidades Afro-ameríndias

A comissão organizadora do IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) informa a lista de propostas selecionadas para o COCAAL 2023 que acontecerá de 19 a 22 de setembro de 2023, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia. Para efetuar o pagamento da taxa de inscrição clique aqui.

El comité organizador del IX Coloquio de Cine y Arte de América Latina (COCAAL) informa la lista de propuestas seleccionadas para COCAAL 2023 que tendrá lugar del 19 al 22 de septiembre de 2023, en la Facultad de Comunicación de la Universidad Federal de Bahía, Salvador, Bahía. Para pagar la cuota de inscripción, clique aqui.

MESAS PRÉ-CONSTITUÍDAS

A geopolítica do Noticiero ICAIC e suas sonoridades
A recepção da crítica de filmes premiados em festivais brasileiros (2020-2022)
Bordas, margens, periferias: trânsitos pelos nossos muitos outros centros
Cine y política en México formatos, colectivos y prácticas 1960-1980
Corpos em afirmações, trânsitos e fabulações no cinema e na arte contemporânea
De telas e flechas – Cinema Indígena, Circulação e Interculturalidade
Emoção e Sensação: desafiando estruturas narrativas no audiovisual brasileiro
Experiências de Educação e Cinema no Brasil, na Argentina e no Chile
Formas de inventar a si e ao outro na filmografia de Olney São Paulo
Formas emergentes de pensar los cines de Argentina, Brasil y Chile
Memórias, histórias e representatividade nas cidades
O ensino de cinematografia em universidades públicas do Nordeste brasileiro
Resistência e decolonialidade no cinema brasileiro recente
Roteiro Audiovisual – processos de criação, escrita, autoria e comercialização
Sob as camadas da direção de arte: cores, ruínas e memória no cinema brasileiro.
Tecer passado.presente.futuro: ancestralidade, cinema negro e políticas culturais

COMUNICAÇÕES LIVRES

“Entre Linguagens”: o audiovisual e o espanhol no intercâmbio entre linguagens.
“Despertai-vos!”: ancestralidade e luta na canção “Faraó – Divindade do Egito”
“Não dei o gostinho àquela gente”, Também somos irmãos e a recepção crítica
“Línguas Desatadas” e o acolhimento da mise-en-scène para além da voz
A contra-argumentação histórica no cinema de Gu da Cei
A afrodiáspora musical de Sara Gómez
A cena musical afrolatina/ladina de Salvador
A cidade que me faz
A construção do conceito de Pós-Horror no Brasil: um estudo comparado
A dramaturgia Namíbia, não! no trajeto do cinema
A cosmopoética da água em El Botón de Nácar
A decupagem clássica e o humor nos vídeos curtíssimos de Rapha Vicente no TikTok
A Forma da Água: perspectivismo ameríndio e extrativismo cognitivo e ontológico
A estreia da Brasil Vita Filmes no circuito comercial do Rio de Janeiro
A exibição na Bahia nos anos 1910: as salas fixas e os exibidores itinerantes
A experiência processual artística na realização do filme Temporada (2019)
A montagem e imagens de arquivo em Serras da Desordem e Quilombo Rio dos Macacos
A reterritorialização de pessoas refugiadas no Cinema Latino Americano
A política da nomeação de termos cinematográficos Kayapó como prática decolonial
A representação LGBTA nos Originais Netflix da década de 2010
A resistência da cor e da forma em A Prata e a Cruz de Harun Farocki.
Cinema de Mulheres e lutas sociais em Brasil e Angola
À sombra do Guapo’y: chagas vivas da ditadura paraguaia
Abaixo e à margem: a construção visual dos indígenas no filme Rio Escondido
Além da saudade: política e desejo em forma de filme
Aproximações entre Cinema e Cuidado a partir do Cinema de Grupo
Arte Viva – imersão e experiência na obra “Caipira picando fumo”
As estratégias de divulgação da comédia “Augusto Annibal quer casar” em 1923
As imagens e a poética ardente de Deisiane Barbosa
As margens da distopia: a ficção fraturada em Tremor Iê e Mato seco em chamas
Autorepresentación cinematográfica de mujeres mayas peninsulares
Bacurau: ressignificando a estética da fome
Banzo e Celebração na experiência audiovisual afro-diaspórica contemporânea.
Brasília em chamas: outras imagens da cidade modernista
Brincar de cinema: ludicidade e experimentação dos brinquedos ópticos
Censura à Geléia Geral (Torquato Neto / Gilberto Gil) em 1975
Cine Brasil-África: identidades e questões sócio-políticas
Cinema Afirmativo Brasileiro: uma reflexão sobre Marte 1 e Medida Provisória
Cinema da insubordinação: imagens de levantes no filme Cavalo(2020)
Cinema de mulheres durante a Unidad Popular (Chile, 1970-1973)
Cinema, sertão e memória: os diferentes sertões na cinematografia brasileira
Cinema de Pedreiro – BaixadaCine e o novo movimento cinematográfico
Cinema dos cineastas Mebêngôkre-Kayapó articulando uma nova cena de resistência
Cinema é travessia: escrevivências de mulheres negras no curta metragem
Compositoras no audiovisual: caminhos para a visibilidade no Brasil e no mundo
Cinzas de Makunaima: derivas em torno de um paradigma anarquívico
Com câmera, corpo e alma: lutas e realizações Ashaninka no filme Antônio & Piti
Corpos D’Água: etnografia de uma ação artística
Corpo linguarudo: diálogos entre Vento Seco e o lugar de pertencimento
Curta-metragem como “abre alas” de novos realizadores
Cosmologias e sensibilidades não humanas no cinema de realizadoras latinas
Cosmopoéticas caboclas como práticas de desvio pela imagem.
Cuatreros – Arquivos, memória e ausências no cinema latino-americano
Defensor da Fauna: as descendências afroameríndias no cinema de Gaguinho
De Cierta Manera um manifesto: uma proposta de análise fílmica.
Do governo Bolsonaro à posse de Lula: a telenovela como campo do sintoma
Deformações e desencontros: visionando outras histórias da colonização em Zama
Diários Escolares: Interfaces Audiovisuais
Documentário do eu: adentrando um espaço de inteligibilidade
Documentários durante Golpes: A Batalha do Chile e quatro filmes brasileiros
Dos patriarcas aos herdeiros: figurações da branquitude no cinema brasileiro
Educação para as relações étnico raciais: filmes e mídias na universidade
El candombe en el cine uruguayo de los 50: identidad, territorio, y estereotipos
Empregadas domésticas na comédia do cinema clássico latino-americano
Ensaio sobre o evanescer – o fantasma como efeito
Entre a resistência socioambiental e o sonho: reflexões em um cine-labirinto
Estratégias de Produção do Documentário AmarElo: É tudo pra ontem
Experiências de criação com o cinema e o audiovisual no bairro de Santa Cruz-RJ
Extermínio indígena como evidência do trauma no documentário brasileiro
Exu e o riso carnavalesco debochado e a identidade afro-brasileiras no cinema
Fabulação crítica e linguagem proverbial na obra Corpos em Filosofia
Fábulas da Árvore: moradas comunitárias de ancestralidade amefricana
Fantasmas do medo: construção narrativa em Noche de Fuego (Tatiana Huezo, 2021)
Festa do Catálogo: consumo tecnostálgico de DVDs e Blu-Rays na era do streaming
Festival Kilombinho: audiovisual negro em diálogo com infâncias e territórios
Ficção como cesta e a Flecha Selvagem
Ficções turísticas em Havana e no Rio: Construção de um olhar erótico
Fluxo neuromuscular
Formas de agir da imagem na produção de comunidade
Gravura antifascista nos anos 30: Brasil, Argentina e Uruguai
Horror social e privatização nas relações entre espaço urbano e cinema argentino
I am Joaquín (1969) e o cinema chicano radical de Luis Valdez
Imagens do futuro-passado: Vestígios do tempo em Cinzas Digitais
Imagens, formigas e os cantos que vêm da terra
Inscrição da pandemia: dois filmes produzidos na quarentena em 2020 no Brasil
Insurgências poéticas: cartografia do coletivo artístico Frente 3 de Fevereiro
Jodorowsky e o olhar surrealista sobre a cultura ancestral mexicana
La denuncia al racismo en El negro (1960) documental de Eduardo Manet
La mirada de Sara Gómez Aportaciones feministas al Nuevo Cine Latinoam. en Cuba
Luta por moradia no documentário “George Américo: líder ou bandido”?
Me chamem de mulher madura, as Influencers da meia idade no contexto Brasil
Memória e autoconhecimento em Samadhi Road (2020)
Memória e cinema: modos de resistir e recontar as narrativas femininas indígenas
Memórias africanas de um haitiano em “Lumumba, a morte de um profeta” (1991)
Abrir a Porta Não é Sair do Armário: A busca pelo “ser homem” em representações de infâncias no cinema
Militância desviada: imagens do início dos grupos LGBT+ no Brasil e na Argentina
Modelização de espaços de fronteiras na geopolítica colonial
Modernidade e (re)africanização em Vadiação (1954), de Alexandre Robatto
Mulher Protótipo e a Estética da Fome
Mulheres ressurgentes – cinema dirigido por mulheres negras
Mulheres, espaços e ocupação no cinema nacional
Na cadência bonita do samba
Nó(s), corpos, performatividades, vivências emaranhadas no cotidiano escolar
O Cine Jornal Brasileiro e O Autoritarismo (1937-1945)
O cinema e outros regimes de visualidades: uma experiência localizada
O documentário performance e o registro da memória não linear
O espectador de Moscou: uma nova perspectiva da obra de Eduardo Coutinho
O horizonte girou: contra-histórias-visualidades em Amérika:bahía de las flechas
O improviso na escrita e no ensino do roteiro audiovisual
O mercado contemporâneo da animação em Salvador
O projeto fascista no audiovisual brasileiro
O Remix no Cinema Negro de arquivo como desvio contra-hemônico
Olhares femininos negros e fabulação crítica no curta-metragem Descompostura
Olhares na Améfrica: Identidade e afetos no cinema de mulheres negras
Os estúdios brasileiros e a direção de arte cinematográfica no berçário
Os retirantes do Sertão: territorialidades nordestinas em deslocamento
PASAJERAS: território, paisagem e cotidiano de mujeres no cinema fronteirizo
Pedagogia das Margens (A)Mostra: um relato
Percepções e disputas narrativas em De como se devasta um Éden, de A. Alcântara
Pessoas que vivem com HIV no cinema latino-americano contemporâneo
Pós-morto: o corpo como assombro do passado no tempo presente em LaLlorona
Potencial estéticopolítico e cosmopoéticas gays em Madame Satã e Praia do Futuro
Práticas moradoras e novas epistemes no cinema brasileiro contemporâneo
Produção de singularidades com os territórios nos cinemas afro-ameríndios
Profissionais de som direto no cinema feito em Goiás
Proyecto NODOS: panorama del transmedia en Colombia
Puruíbôboì: quando o mundo foi sonhado
Recepción en Chile a la Muestra de Cine Brasileño, 1978. Imaginarios y censura.
Reflexões sobre coletivos de mulheres e dissidências de gênero do audiovisual
Representações das Dissidências de Gênero e Sexualidade em Negrum3 (2018)
Representações históricas da Namíbia na filmografia de Rigoberto Lopez (1987)
Representações indígenas e afro-brasileiras em A Bandeira do Elefante e da Arara
Ressignificações do feminino enquanto signo da cultura
Retina Negra: Observações sobre a formação do espectador negro
Rochas moventes, pluralidades e partilhas do cinema na escola
Sarah Maldoror, recepção no Brasil
Se lançar como míssel
Sete Anos em Maio: Filme sem música
Sob um marulho surdo: notas esparsas sobre as águas e a São Paulo fílmica
Soy Aimé (Aymará Rovera, 2022): cantos e lutas de uma mapuche
Tecnologia e Ancestralidade: como tecer redes de conexões entre mundos diversos?
Territórios e pertencimento em documentários brasileiros sobre futebol
Tese Sobre um Homicídio e a indeterminação na narrativa policial
Um estudo sobre a introdução do cinema em Feira de Santana, Bahia (1910-1950)
Uma análise comparada entre testemunhos e arquivos no cinema de Patricio Guzmán
Uma análise dos filmes não realizados de Olga Futemma
Uma assembleia de imagens multiespécies para novas imagens de América Latina
Uma proposição metodológica para análise de narrativas seriadas de ficção
Visualidades em trânsito: apropriação e reemprego em Ressurreição
Vou passar perfume antes da foto: álbum de família e a autoestima feminina negra

Para dúvidas ou mais informações: coloquiococaal@gmail.com


COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Dra. Ana Paula Nunes – UFRB
Dr. Glauber Lacerda – UESB
Dr. Guilherme Maia – UFBA
Dr. Marcelo Ribeiro – UFBA
Dra. Morgana Gama – UFBA
Dra. Priscila Miraz – UFRB
Dra. Regina Gomes – UFBA
Dra. Rosângela Fachel – UFPel

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições | Instituciones:
Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Bacharelado em Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA
Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal de Pelotas

Grupos de pesquisa | Grupos de Investigación:
Laboratório de Análise Fílmica
Grupo (an)arqueologias do sensível
[Re]image: Grupo de Pesquisa em Artes Visuais
Quadro a Quadro: projetando ideias, refletindo imagens
Audiovisual Latino-Americano no Século XXI – OfCine – IFRS

Redes de Pesquisa | Redes de Investigación:
Red Iberoamericana de Investigación en Narrativas Audiovisuales – Red INAV

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Perplexidades Contemporâneas

Quando a pandemia estourou em 2020, houve de imediato reflexões sobre o seu significado para os rumos da humanidade. O esforço planetário no combate contra um inimigo mortal à espécie humana levantou especulações sobre a dinâmica de nossas sociedades e, sobretudo, do projeto de modernidade já posto em xeque desde o final do século passado.

Perspectivas em relação a atividades de solidariedade global, a reflexão sobre um apregoado modelo de vida e de bem-estar individual e familiar, o questionamento empírico do modelo de crescimento econômico estritamente baseado no credo neoliberal e na lógica predatória, a escuta aos avisos alarmantes sobre o impacto global das mudanças climáticas convive(ra)m com o negacionismo, o superindividualismo, a ganância desmedida, o oportunismo sórdido e o delírio fascista.

Assim, se impôs a todos nós uma realidade insólita e assustadora que até então se vislumbrava apenas nas obras distópicas da literatura, do cinema, das artes visuais e de outras manifestações artísticas. De repente, um contraditório universo fictício criado pela arte, em sua mistura de esperança e pesadelo, revelou-se mais real e premente do que nunca.

No entanto, todos esses aspectos atingiram a América Latina em uma convulsiva conjuntura. Antes da pandemia, o nosso continente já estava passando por um conturbado processo. Na década de 2010, as forças neoconservadoras começam a se sobrepujar no cenário continental, com a vitória de Macri na Argentina e a derrubada de Zelaya em Honduras, Lugo no Paraguai, e os impeachments Dilma no Brasil e Morales na Bolívia. Por sua vez, o (narco)paramilitarismo como força política, até então hegemônico na Colômbia, é um fenômeno que se espraia em toda a América Latina. Assim, o autoritarismo entranhado em nossas sociedades manifesta a sua face mais perversa ao esgarçar a crise do progressismo até então em curso. A politização do Judiciário toma força, pois possui um papel chave nesta crise, seja de modo explicitamente partidário como no Brasil ou supostamente apartidário como no Peru, ao estimular o ódio popular à figura do “político corrupto”, apresentando-o como um inimigo a ser abatido e não um cidadão a ser julgado. Insurgências populares tomam de assalto as ruas do Chile, Equador, Bolívia e Haiti.

Tais levantes canalizam a insatisfação com um modelo social e jurídico-político que, em alguns casos, há décadas beneficia uma ínfima parcela da sociedade dentro da democracia formal. Assim, a crise do progressismo aflora antigas estruturas que evidenciam o jogo político posto em prática durante o período da redemocratização de boa parte de nossos países, há cerca de três décadas e meia atrás. Por sua vez, a crise da representação política no mundo é uma brecha para as ameaças a nossas democracias fragilizadas, uma vez que essa insatisfação popular pode se converter em um perigoso caldo para a ideologia fascista, alimentada por grupúsculos religiosos mancomunados com especuladores financeiros e setores empresariais. Foi diante deste cenário convulsivo que irrompeu a pandemia na América Latina!

Desde a chegada dos europeus no continente americano, o assombro, em sua mistura de repugnância e maravilhamento, é uma experiência associada às nossas terras. O deslumbramento com a natureza exuberante e a relação telúrica dos nativos, somado à ojeriza de algumas de suas práticas consideradas bárbaras, é recorrente nos textos dos “cronistas das Índias”. A ausência de palavras precisas para descrever o Novo Mundo foi um dos principais sintomas do choque de civilizações, oriundo do contato entre os povos ameríndios e europeus. Um vazio de palavras e um silêncio divino, ou seja, uma afasia generalizada para ambos os lados diante deste traumático encontro.

Portanto, a estupefação sempre foi uma atitude associada à singularidade (latino-)americana, em seu dúbio entre-lugar seccionado entre o Ocidente, as culturas indígenas, africanas e asiáticas no advento da modernidade. A pandemia, ao trazer distopias imaginárias para o plano da realidade, evidenciou uma experiência essencialmente (latino-)americana a nível planetário, mas sem o risco de cair no exotismo. A palavra “perplexidade” provém do Latim que significa intensamente dobrado. Estar perplexo remete a um corpo extremamente dobrado, vergado sobre si, como sinal de inação, passividade, aturdimento, desorientação. A dobra é uma das características do Barroco, em seu esforço constante de arredondar as formas e evitar as linhas retas, constitutivo de um jogo contínuo do emaranhado entre o exterior e o interior. Um universo dilacerado entre os tormentos da alma e as delícias do corpo, entre a exuberância do poder e a sua derrisão pelo escárnio popular, faz do homem barroco um ser, por definição, perplexo. É esta perplexidade barroca que, segundo vários autores, talvez seja a maior contribuição ao pensamento que a América Latina legou à humanidade. Teria a pandemia, embora iniciada na China, transformado a todos nós em latino-americanos?

Objetivos

Diante deste estupefato cenário, a arte e o audiovisual da América Latina supostamente estejam melhor preparados para dar conta desse vazio de perspectivas e dilaceramento emocional. Ou talvez seja mais um otimismo vazio, uma vez que estamos diante de algo que a expressa maioria da população mundial jamais vivenciou antes. De qualquer forma, o nosso desafio é refletir se o audiovisual e a arte latino-americana contemporânea estão dando conta das convulsões sociais e políticas atualmente em curso na América Latina. As nossas obras audiovisuais refletem este cenário e propõem reflexões aos desafios atuais?

As recentes pesquisas em âmbito acadêmico, em sua multiplicidade de temas e procedimentos teórico-metodológicos, propõem um estudo amplo e complexo do fenômeno audiovisual e artístico na América Latina. Assim, o curso de extensão proposto pelo COCAAL 2021 – Colóquio de Cinema e Arte da América Latina, em seu formato interinstitucional em âmbito internacional e de modo remoto, propõe refletir a perplexidade contemporânea como uma ação não contemplativa, mas como uma força propositiva, pois cremos na junção das potências do pensamento e da criação artística.

As universidades que conceberam e participam do curso de extensão são: Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal da Integração Latino-americana, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Espirito Santo, Universidade do Estado da Bahia, Universidade de São Paulo, Universidade de Buenos Aires, Universidade Autônoma Metropolitana de México, Universidade Nacional Autônoma de México, Escola Superior Politécnica do Litoral.

Responsáveis pedagógicos gerais: Yanet Aguilera Viruez Franklin de Matos e Marina Soler Jorge
Responsáveis pedagógicos específicos: todos os palestrantes listados.

O curso foi estruturado em 20 encontros com início no dia 26 de junho de 2021 e encerramento no dia 07 de abril de 2022. Os encontros foram gratuitos e ocorreram de 17h30 às 19h30, horário de Brasília, todas as quintas-feiras.

Conteúdo programático

Data: 26/06/2021

Abertura (Aula 1): Guilherme Maia de Jesus (UFBA), Yanet Aguilera (UNIFESP) e Paola Ribeiro (artista convidada)
Tema: Perplexidades Contemporâneas: O que podem a arte e o audiovisual da América Latina em tempos de pandemia? (Veja no YouTube) Mediador: Mauricio de Brangança (UFF) Debatedor: Fabián Rodrigo Magioli Núñez (UFF) Equipe técnica: Victória Holzapfel (UNIFESP) e Wellington de Souza Silva (UNIFESP)

Data: 01/07/2021

Aula 2: Ministrada por Ismail Xavier (USP) e Ana Laura Lusnich (UBA)
Tema: O audiovisual em tempo de pandemia (Veja no YouTube) Mediador: Álvaro Vazquez Mantecón (UAM)
Debatedora: Regina Lucia Gomes Souza e Silva (UFBA) Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Lívia Souza Alves (UNIFESP)

Data: 15/07/2021

Aula 3: Ministradas por Esther Hamburger (USP), Karla Holanda (UFF), Catarina Almeida (UFF), Hanna Esperança (UFSCAR), Lívia Perez (USP) e Sophia Pinheiro (UFF) (jovens pesquisadoras convidadas)
Tema: Mulheres no Cinema – Estado da Arte (Veja no YouTube)
Nos últimos anos, pesquisas relacionadas a mulheres no cinema vêm aumentando de forma inequívoca. O que faz com que, de tempos em tempos, surjam ondas que reacendem o debate em torno da mulher na sociedade? O que pode ser feito para que este momento não seja somente mais uma onda? Para isso, esta aula se propõe a discutir o assunto, tendo como ponto de partida quatro recentes pesquisas sobre mulheres no cinema. | Mediadora: Marina Soler Jorge (UNIFESP) | Debatedora: Esthel Vogrig Nardini (UAM) | Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Lívia Souza Alves (UNIFESP).

Data: 05/08/2021

Aula 4: Ministrada por Fábio Rodrigues (Brasil) e Noé Martinez (México)
Título: Latinidades afro-ameríndias (Veja no YouTube)
Os artistas Noé Martínez (México) e Fábio Rodrigues (Brasil) propõe o esgarçamento das narrativas históricas de seus países a partir de experiências audiovisuais, formas experimentais que não se esgotam em si mesmas, mas que compõe pensamentos em curso, trabalhos em processo em que os gestos, a fala, as montagens, o arquivo, a memória circulam e incidem sobre as possibilidades de novas narrativas. Em Las cosas vividas antes de nacer, Noé Martínez entrecruza sua história e de sua família com narrativas do passado indígena, misturando o cotidiano de sua comunidade husteca com diversos eventos do México colonial do século XVI através das notícias dadas pelo rádio. Fábio Rodrigues apresentará seu atual trabalho, ainda em curso, um filme montagem sobre a relação do ator Grande Otelo com o personagem literário Macunaíma, de modo a repensar o segundo pelas provocações do primeiro. Mediador: Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Debatedora: Priscila Miraz de Freitas Grecco (UFRB)
Equipe Técnica: Lívia Souza Alves (UNIFESP) e Maria Victoria Mathias Holzapfel (UNIFESP)

Data: 19/08/2021

Aula 5: Ministrada por Everlane Moraes, Juh Almeida, Heraldo de Deus e Vilma Martins
Tema: Latinidades afro-ameríndias (Veja no YouTube)
Uma conversa com Everlane Moraes, Juh Almeida, Heraldo de Deus e Vilma Martins, jovens realizadorxs da Bahia com graduação em faculdades públicas de cinema e de artes visuais implementadas no âmbito das políticas afirmativas dos governos petistas de Luís Ignácio Lula da Sílva e Dilma Roussef. Mixando realização audiovisual com ativismo, religiosidade, memória estética, política, corpo e experiência acadêmica, as obras de Juh, Everlane, Vilma e Heraldo se confundem com suas próprias vidas e expressam em formas ficcionais, documentais, experimentais e poéticas, vivências e narrativas negras e LGBTQIA+ Mediadora: Morgana Gama de Lima (UFRB | UFBA)
Debatedor: Guilherme Maia de Jesus (UFBA)
Equipe técnica: Maria Victoria Mathias Holzapfel (UNIFESP) e Wellington de Souza Silva (UNIFESP)

Data: 02/09/2021

Aula 6: Ministrada por Denise Tavares (UFF), Fábio Camarneiro (UFES) e Nina Fabico (UFF)
Tema: Cinemas e Levantes! (Veja no YouTube)
Em um continente marcado pelo soterramento dos levantes daquelas e daqueles que não aceitaram ou se intimidaram com as violências de estado e/ou das elites “poderosas”, o cinema e as artes têm construído um fértil diálogo constituindo, deste modo, uma cartografia vigorosa das insurgências. Debater essa travessia, considerando alguns filmes-marcos que constelam estratégias de representação, imaginários e memória é a proposta desse Encontro que também pretende, em especial, problematizar a persistência de invisibilidades e seu oposto, o que, a nosso ver, parece sugerir, ainda, uma significativa dificuldade de equilibrarmos/reconhecermos protagonismos.

Mediador: Miguel Alfonso Bouhaben (ESPOL)
Debatedor: Fernando Rodrigues Frias (USP)
Equipe técnica: Vivian Belloto (UNIFESP) e Luís Fernando Beloto (UNIFESP)

Data: 16/09/202

Aula 7: Ministrada por Ivan Pinto (Universidade do Chile), Miguel Alfonso Bouhaben (ESPOL-EQUADOR) y Sergio Zapata (UMSA-BOLÍVIA)
Tema: Práctica de resistencia audiovisual en octubre de 2019. Chile, Bolivia y Ecuador (Veja no YouTube)
Exponer, valorar y dialogar sobre el papel del cine documental militante y el videoactivismo durante las revueltas acaecidas en octubre de 2019 en el Estallido Social de Chile, la Primavera Boliviana y el Paro Nacional del Ecuador. Mediadora: Denise Tavares (UFF)
Debatedor: Luís Fernando Beloto (UNIFESP)
Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Wellington de Souza Silva (UNIFESP)

Data: 07/10/2021

Aula 8: Ministrada por Esther Hamburger (USP), Karla Holanda (UFF), Katia Maciel (USP) e Roberta Barros (UFF) (Artistas-pesquisadoras convidadas)
Tema: Mulheres no cinema e nas artes (Veja no YouTube)
O cinema e as artes têm uma histórica aproximação, desde os primórdios do cinema, passando por momentos-chave na primeira metade do século XX, ao momento da vídeoarte no Brasil (anos 1970). A presença das mulheres nessa intercessão, costumeiramente menos rentável, sempre foi significativa, embora recheada de tradicionais percalços. Para ampliar a discussão, convidamos as artistas/pesquisadoras Roberta Barros, que trará maior visão ao campo das artes, desde as obras de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral à Anna Maria Maiolino, e Katia Maciel, que discutirá, sobretudo, suas obras de videoinstalação. Mediadora: Vivian Berto de Castro (UNIFESP)
Debatedora: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP)
Equipe técnica: Maria Victoria Mathias Holzapfel (UNIFESP) e Vivian Belloto (UNIFESP)

Data: 21/10/2021

Aula 9: Ministrada por Silvana Flores (UBA), Izabel de Fátima Cruz Melo (UNEB), Francisco Javier Ramírez Miranda (UNAM) y Pablo Piedras (UBA)
Tema: Pasado y presente de las cinematografías regionales: Argentina, Brasil y México (Veja no YouTube)
La historiografía cinematográfica se ha caracterizado por su carácter centralista, abocándose en gran medida a la producción surgida de las grandes ciudades capitales de nuestros países. El propósito de esta reunión es trazar un panorama de los cines gestados por fuera de los grandes centros urbanos, conociendo las realidades y las tradiciones cinematográficas en clave regional.

Mediadora: Ana Laura Lusnich (UBA)
Debatedor: Fabián Rodrigo Magioli Núñez (UFF)
Equipe técnica: Vivian Belloto (UNIFESP), Vivian Berto de Castro (UNIFESP)

Data: 04/11/2021

Aula 10: Ministrada por Francieli Rebelatto (UNILA), Maurício de Bragança (UFF) e Antonio Tunico Amancio (UFF)
Tema: Cinema de Fronteiras I (Veja no YouTube)
As fronteiras entre os países são espaços marcados por um grande fluxo de pessoas e mercadorias, além de uma intensa troca cultural. Os movimentos diaspóricos reconfiguram constantemente estes espaços, através de dinâmicas marcadas pelo trânsito e contenção. O cinema sempre reservou uma atenção especial para as narrativas em torno das fronteiras, indicando que estes marcos limítrofes, além de sua inscrição geopolítica possuem também uma dimensão simbólica capaz de construir imaginários coletivos em torno desses territórios. Esta aula pretende problematizar o conceito de fronteira a partir de diversas abordagens deste espaço pelo cinema. Mediadora: Priscila Miraz de Freitas Grecco (UFRB)
Debatedora: Marina Soler Jorge (UNIFESP)
Equipe técnica: Vivian Berto de Castro (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 18/11/2021

Aula 11: Ministrada por Fabián Rodrigo Magioli Núñez (UFF) e Maria Aimaretti (UBA)
Tema: Arquivos Audiovisuais Latino-Americanos: memória e difusão na crise contemporânea da história (Veja no YouTube)
A crise da modernidade instalou uma crise do pensamento histórico e, por conseguinte, dos arquivos. O conceito de patrimônio advém com a modernidade, fruto das revoluções liberais, e não, por acaso, tal ideia é posta em prática por arquivos gerais e bibliotecas nacionais, que possuem um papel chave na construção das identidades nacionais ao longo do século XIX. O conceito de patrimônio remete a uma “retórica da perda”, a um discurso próprio de sociedades que possuem uma autoconsciência histórica, sociedades que se pensam dentro da História, conscientes do caráter efêmero de tudo o que a constituem, devido ao acelerado grau de desenvolvimento tecnológico e da dinâmica do capital. Ao longo do século XX, a ideia de Estado-nação e de identidades nacionais foram postas em xeque em conjunto com uma concepção de história linear constitutiva da modernidade, que postulava uma ideia de progresso em direção ao futuro, a partir de parâmetros civilizatórios herdados do passado. A contemporaneidade implodiu o pensamento histórico, acarretando uma perplexidade generalizada, devido à ausência de futuro, provocando uma veia saudosista, aos nos transformar em “seduzidos pela memória”. Hoje em dia, o conceito de patrimônio se multiplicou, pois tudo pode adquirir este status, e talvez nunca se falou tanto em memória como atualmente, ao convertê-la em um campo de disputa. Os arquivos audiovisuais, em geral, se constituíram ao longo do século XX como algo distinto, devido ao discurso cinefílico e à singularidade dos documentos audiovisuais, o que acarretou uma nova concepção patrimonialista e arquivística para dar conta destas obras. Diante à crise contemporânea de história, qual é a resposta dos arquivos audiovisuais? Os arquivos audiovisuais latino-americanos estão preparados para os desafios da contemporaneidade, com os dilemas digitais e as disputas no campo da memória?

Mediadora: Silvana Noelia Flores (UBA)
Debatedora: Vivian Berto de Castro (UNIFESP)
Equipe Técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 02/12/2021

Aula 12: Ministrada por Danna Alexandra Levin Rojo (UAM), Mauricio de Bragança (UFF), Fernando Gachuz Fuente (UAM) e Violeta Rodriguez Garcia (UAM)
Tema: Cine de Fronteras II (Veja no YouTube)
Las fronteras entre países son espacios marcados por un gran flujo de personas y mercancías, además de un intenso intercambio cultural. Los movimientos diaspóricos reconfiguran constantemente estos espacios, a través de dinámicas marcadas por el desplazamiento y la contención. El cine siempre ha reservado especial atención a las narrativas alrededor de las fronteras, indicando que estos límites fronterizos, además de su inscripción geopolítica, también tienen una dimensión simbólica capaz de construir un imaginario colectivo en torno a estos territorios. Esta clase pretende problematizar el concepto de frontera desde diferentes enfoques de este espacio a través del cine. Mediadora: Nina Fabico (UFF)
Debatedores: Francieli Rebelato (UNILA) e Noé Martínez (México)
Equipe técnica: Eduardo Meciano Rezende (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 16/12/2021

Aula 13: Ministrada por Ana Paula Nunes de Abreu (UFRB) e Rosa Miranda (UFF)
Tema: Cinema e Educação (Veja no YouTube)
A aula tem como objetivo refletir sobre a inter-relação cinema, audiovisual e educação no Brasil, sobre o que pensam a América Latina e sobre a Descolonização do Olhar. Mediador: Alexandre Guerreiro (UFRJ)
Debatedora: Eliany Salvatierra Machado (UFF)
Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 20/01/2022

Aula 14: Ministrada por Álvaro Vazquez Mantecón (UAM) Afrânio Mendes Catani (USP) y Ignacio del Valle (UNILA), Mariana Villaça (UNIFESP) e Adrien Charlois
Tema: Cine e Historia (Veja no YouTube) En esta clase se revisará la manera en que los medios como el cine y la televisión se han ocupado de las representaciones del pasado en América Latina. Se destacará su papel decisivo en la formación de identidades nacionales y memoria cultural. Como diría Marc Ferro, las películas y series televisivas sobre el pasado constituyen una suerte de museo del imaginario contemporáneo. En ellas se muestra, pero también se omite. El análisis de las narrativas pondrá atención en la manera que estos productos generan una perspectiva sobre la historia determinada por el momento en que se realizan. Otra de las premisas es observar la intermedialidad y la remedialidad que conforman los discursos mediáticos sobre el pasado como producto de circulación de ideas, imágenes y conceptos a través de diversos soportes como el cine, la pintura y la fotografía. También se estudiará cómo se producen esos procesos entre diferentes países de América Latina. Mediadora: Carolina Amaral Debatedor: Israel Rodríguez Equipe Técnica: Luís Fernando Beloto (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 27/01/2022

Aula 15: Ministrada por Luna Maran (Jeqo) y Diana Garay Viñas y otras miembras de Apertura.

Tema: Prácticas cinematográficas con enfoque feminista en México: dos perspectivas (Veja no YouTube)
Un diálogo entre dos proyectos mexicanos de prácticas cinematográficas con enfoque feminista : “Apertura”, un colectivo de mujeres cinefotógrafas en el cine y “JEQO”, un espacio de aprendizaje autogestivo de cine comunitario feminista del Abya Yala. ¿Cómo están cambiando las maneras de producir y distribuir cine desde proyectos con un enfoque femenino/feminista? ¿Cuál es la necesidad de este tipo de iniciativas? ¿De qué maneras contribuyen a la industria cinematográfica actual? ¿Cómo se desplaza el rol clásico del autor en propuestas colectivas de acción y producción? ¿Se ha sacudido el panorama cinematográfico en México a raíz de la intensificación de las epistemologías feministas y de sus movimientos?

Mediadora: Esthel Vogrig Nardini (UAM)
Debatedora: Lizbeth Espinosa Pacheco (UDLAP)
Equipe Técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Vivian Berto de Castro (UNIFESP)

Data: 03/02/2022

Aula 16: Ministrada por Andrea C. Scansani (UFSC) Marina Soler (UNIFEP) e Yanet Aguilera (UNIFESP).

Tema: Uma ilha rodeada de terras: o ostracismo paraguaio na história do cinema latino-americano (Veja no YouTube)

Como seria a história do cinema latino-americano se pudéssemos escrevê-la a partir das obras que nunca puderam ser feitas? Daqueles roteiros, ou mesmo argumentos que, por terem nascido à sombra das violentas ditaduras, não floresceram, foram esterilizados à força, castrados? E se dentro desta nova e utópica historiografia pudéssemos resgatar aqueles poucos filmes que, quando nascidos, foram logo sufocados e esquartejados em inúmeras latas para nunca mais serem abertas? Jean-Claude Bernardet, ao comentar Você também pode dar um presunto legal (1970-2006) de Sergio Muniz, diz: “Você demonstra uma coragem e uma liberdade na feitura do filme que me fazem pensar que se teus filmes tivessem circulado mais e se você tivesse feito mais filmes, a história do documentário brasileiro poderia ser diferente”. Se a afirmação é trágica para pensarmos o que não foi possível ser visto na vasta filmografia brasileira, imaginemos essa mesma verdade em países em que uma única obra, ao entrar no esquecimento compulsório, pode significar o apagamento de uma ou mais gerações. Assim sendo, a aula aqui proposta tem como objetivo voltar-se para a pequena “ilha rodeada de terras” (nas palavras de seu poeta Roa Bastos) num esforço de preencher algumas lacunas da história do cinema paraguaio, particularmente a produção do Grupo Cine Arte Experimental idealizado por Carlos Saguier e de seu filme, restaurado em meados dos anos 2010, El pueblo (1969). Mediadora: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) Debatedora: Vivian Belloto (UNIFESP) Equipe técnica: Luís Fernando Beloto (UNIFESP) Eduardo Meciano (UNIFESP)

Data: 17/02/2022

Aula 17: Ministrada por Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP), Luís Fernando Beloto (UNIFESP) e Vivian Berto de Castro (UNIFESP)
Tema: Cinema e Videoarte, fronteiras borradas (Veja no YouTube)
A década de 1970 no Brasil foi marcada por uma intensa atividade tanto do cinema experimental como da videoarte. Esta efervescência não se revela apenas na realização de importantíssimas obras da cinematografia nacional, mas também é acompanhada por uma demanda de exibição dos festivais e mostras que brotavam em vários estados brasileiros. Este período também marca a chegada dos equipamentos de gravação portáteis, o Portapack, que ganham espaço e passam a ser utilizados além do filme Super 8mm pelas e pelos artistas e cineastas. Neste sentido se busca pensar as possíveis relações, intercâmbios entre as de obras de videoarte e o cinema experimental, visto que muitos artistas visuais tornaram-se presença marcante nos festivais de cinema de Super 8mm e experimental durante a década de 1970. Pretende-se, assim, dobrar, forçar, estender e problematizar as fronteiras de cada meio (cinema, Super8, vídeo…), tendo em conta como essas obras se misturavam nos festivais e mostras, como os cineastas e artistas dialogavam e como era a recepção do público nesses espaços em que as obras eram exibidas.
Mediadora: Ilma Carla Zarotti Guideroli (UNIFESP)
Debatedora: Marina Marcomini (UNIFESP)
Equipe Técnica: Vivian Belloto (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 03/03/2022

Aula 18: Ministrada por Maria Thereza Alves (artista convidada)
Tema: Conversa com a artista Maria Thereza Alves (Veja no YouTube) Mediadora: Fernanda Schenferd (UNICAMP)
Debatedora: Vivian Berto de Castro (UNIFESP)
Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 17/03/2022

Aula 19: Ministrada por Patrícia Rodrigues da Silva (USP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)
Tema: O Cinema e a arte indígena na América Latina (Veja no YouTube)
Debate sobre a questão indígena e sobre os processos curatoriais anticoloniais em tempo de pandemia. Mediador: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP)
Debatedora: Eduardo Meciano Rezende (UNIFESP)
Equipe técnica: Vivi Belotto (UNIFESP) e Vivian Berto (UNIFESP)

Data: 07/04/2022

Aula 20: Fechamento do Curso: Paulo Arantes (USP) e Esther Hamburger (USP)
Tema: Debate sobre Bacurau (2019), de Kleber Mendonça (Veja no YouTube) Mediador: Fernando Rodrigues Frias (USP)
Debatedora: Yanet Aguilera (UNIFESP)
Equipe Técnica: Vivian Berto de Castro (UNIFESP) e Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP)

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2014

Memória e Resistência

As Pós-Graduações de História da Arte, Ciências Sociais e História da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, o Memorial da América Latina e o grupo de estudos Cinema da América Latina e Vanguardas Artísticas foram responsáveis pela organização do II COCAAL com apresentação do tema Memória e Resistência. O Colóquio foi realizado de 13 a 17 de agosto de 2014 no Memorial da América Latina (São Paulo).

Com 9 (nove) eixos temáticos o evento tinha a finalidade de fazer da interdisciplinaridade um fundamento do colóquio, rompendo fronteiras para pensar o fio condutor que norteia os estudos nessas diversas áreas. Como atesta a apresentação do evento:

Para além do panorama histórico, a ideia é se pautar pela orientação da lei do “bom vizinho” do método warburgiano. Ou seja, a solução da questão levantada pelo estudioso estaria na pesquisa ao lado. Nossos vizinhos, apesar de próximos em vários sentidos, quase não são visíveis; não temos o hábito de estabelecer uma interlocução com eles. De modo que a possível memória que possa resultar do encontro não tenha um viés acumulativo, museológico, mas o de um atlas polifônico. Nessa disposição geográfica, temporal e audiovisual, a heterogeneidade de imagens e de vozes seria uma tentativa de evitar o traçado da temporalidade contínua.

Os estudos cronológicos relegaram, em geral, as pesquisas do cinema e das artes na América Latina a um pequeno domínio que, apesar de sua especificidade, apenas confirma o traçado conceitual dos estudos que resultaram de uma produção mundial mais numerosa e mais visível. Trata-se de pensar uma história como memória, no sentido de uma costura dos fios dispersos para esboçar uma colagem. Nessa montagem, as dissociações das lembranças se pautam pela ideia de resistência, com o objetivo de assumir o mudo clamor das expectativas mutiladas do passado – não para explicar o que passou, mas para resgatar a sua atualidade.

Os eixos que formaram a programação do II COCAAL foram:

1. Cinema e Antropologia

2. Cinema e Artes Visuais

3. Cinema, Estética e Política

4. Cinema e História

5. Cinema e Literatura

6. Cinema e Psicanálise

7. Cinema e Relações Institucionais

8. Cinema e Som

9. Cinema e Teatro

Cartaz do COCAAL 2014.

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2013

Imagem e exílio no cinema da América Latina

Entre os dias 31 de julho e 02 de agosto de 2013, houve a primeira edição do COCAAL sob o nome de Colóquio Imagem e Exílio no cinema da América Latina. Sob organização do Departamento de História da Arte da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH), da UNIFESP, o evento trazia a proposta e o desafio de abordar o tema do exílio em seus diferentes significados: a relação entre cinema e populações indígena; as configurações da dor: violência memória e esquecimento; a relação entre exílio e história; o exílio, a herança barroca; e cinema e exílio.

O exílio é um tema e uma vivência  comuns à maioria dos países da América Latina. Iniciativas de recuperação da memória destas passagens históricas são sempre necessárias. Colocar essa temática por meio de uma mostra e um colóquio não alcança apenas à urgência de recuperação do contexto histórico e social, mas à própria história do cinema da América Latina. O conceito de colóquio contempla duas características fundamentais para uma reflexão estética e política sobre o cinema na América Latina que considere a questão do exílio. Primeiro, a ideia de uma conversa, pois retira a pretensão de uma preleção feita a partir de uma fala competente, especializada, que sempre se institui designando os outros como incompetentes ou inexperientes, o que nos leva diretamente para o discurso político colonial ou neocolonial, que se consolidou historicamente e que exilou vários saberes e experiências dos espaços cognitivos. Evidentemente, não se trata de negar os saberes e experiências adquiridos, mas de questionar o pressuposto da “fala competente” como fundamento de uma prática intelectual. Segundo, o colóquio tem como horizonte uma prática cinematográfica muito significativa: aquela da “roda de conversa”, que nos remete à experiência de encantamento dos espectadores quando saiam do cinema e que se traduzia na necessidade de falar sobre o que tinham acabado de ver.

A questão política é fundamental; trata-se de um percurso que vai da abordagem política à política na abordagem. E o tema exílio permite pensar a política em seu sentido mais amplo possível, pois permite refletir um cinema na América Latina sem assumir nenhuma noção que remeta aos movimentos nacionalistas ou a uma tradição como ponto de partida – por exemplo, aquela que supõe ser possível uma identidade latino-americana, a partir da qual se deve falar. O exílio é uma espécie de constelação de significados, cujo traçado é sempre móvel, de acordo com as linhas imaginárias que já estão esboçadas e com outras que ainda se delinearão – trata do exílio motivado por razões políticas ou econômicas e até do sentimento de se sentir estrangeiro ou estranho diante de uma realidade adversa. As diversas mesas que conformam este colóquio têm como fundo reflexivo uma discussão dos aspectos sociais e históricos, políticos e filosóficos da memória e do esquecimento em sociedades que passaram por experiências autoritárias em sua história recente.

Cartaz da primeira edição do COCAAL realizada em 2013

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2016

Coloquio de Cine y Arte en América Latina

O IV COCAAL aconteceu em solo mexicano sob o nome de Coloquio de Cine y Arte en América Latina (COCAAL) juntamente com outros dois eventos de estudos em cinema: o Segundo Encuentro Internacional de Investigadores de Cine Mexicano e Iberoamericano e o XV Congreso Internacional de Teoría Análisis Cinematográfico (SEPANCINE). Em um rico com pesquisadores de dez países, o encontro permitiu a discussão acerca da produção audiovisual latino-americana não somente em diferentes eixos temáticos – em seguimento às edições anteriores – mas um intercâmbio de ideias a partir das diferentes perspectivas provenientes de pesquisadores e pesquisadoras de outros lugares do mundo.

Resultante de uma parceria entre a Asociación Mexicana de Teoría y Análisis Cinematográfico (SEPANCINE) e o Grupo de Estudos de Cinema Latino-Americano e Vanguardas Artísticas (GECILAVA), o Colóquio foi realizado em La Cineteca Nacional de México (CNM), no período de 22 a 24 de junho de 2016 e reuniu cerca de 39 pesquisadores brasileiros.

Cartaz do COCAAL 2016, realizado no México.
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Eixo Temático

Eixo 6

Sonoridades, representações, identidades, resistências

Na voga do recente giro sonoro nos estudos fílmicos latino-americanos, zona de reflexão em forte expansão nos últimos anos, este eixo reúne investigações sobre as dinâmicas da interação som-imagem no cinema e nas artes. Reverente à tradição interdisciplinar do evento, aceita-se propostas que examinem as sonoridades de obras audiovisuais, performances, instalações e outras manifestações artísticas em seus aspectos estéticos, poéticos, históricos, culturais, sociais, tecnológicos e políticos. Com interesse na faculdade dos sons de ativar a dimensão sensível da fruição e de mobilizar memórias e afetos, dá-se preferência, embora não exclusivamente, a pesquisas que reflitam sobre o modo como as nossas múltiplas vozes, línguas, modos de falar, de tocar e de cantar, assim como as paisagens sonoras midiáticas, urbanas e rurais da região, operam nas obras como trincheiras simbólicas das nossas lutas identitárias e da resistência contra a colonização da escuta e do olhar.

Coordenação: Dr. Guilherme Maia (UFBA); Doutoranda Marina Mapurunga (UFRB-USP); Dr. Marcos Pierry (FTC)

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Eixo Temático

Eixo 7

Cinema, arte e educação

Partimos do princípio de que todo cinema, e imagens audiovisuais, possuem uma pedagogia interna – por meio da expressão de valores, visões de mundo, formas de pensar e sentir. No caso dos cinemas e das artes latino- americanos é muito comum observarmos pedagogias da resistência, evidenciando que nossos corpos, nossas imagens, nossas experiências culturais existem, são plurais e se (re)inventam continuamente. Dessa forma, este grupo de trabalho pretende complexificar essa premissa ao ampliar o diálogo com pesquisas que articulem processos de aprendizagem com expressões audiovisuais e artísticas em geral, incorporando as experiências e questões das latinidades aqui chamadas de afro-ameríndias. O objetivo é avançarmos nas questões teóricas e metodológicas que permeiam o campo cinema, audiovisual e educação, com debates acerca das pedagogias das imagens, processos formativos das artes afroameríndias, aprendizagens que vão da produção à recepção.

Coordenadoras: Dra. Ana Paula Nunes (UFRB); Dra. Ana Ângela Farias Gomes (UFS); Dra. Nadir Nóbrega Oliveira (UFBA).

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Eixo Temático

Eixo 5

Estudos de Recepção no Audiovisual e na Arte

O Grupo de Trabalho tem como proposta alargar o horizonte de debates sobre os estudos de recepção no audiovisual e na arte latino-americanos e busca reunir investigadores interessados em um enfoque multidisciplinar (abordagens empíricas e teóricas) que dê conta da recepção enquanto fenômeno de cultivo de experiências, fruto da relação entre produtos audiovisuais e artísticos, o espectador e os múltiplos contextos que os circundam. Visa ainda atualizar as referências conceituais e teóricas do campo, trazendo novas questões que atraem práticas de textos críticos e de fãs, a dimensão estético-receptiva do consumo, os espaços de fruição e os circuitos de exibição, a perspectiva sociocultural e as mediações do processo de recepção.

Coordenação: Dra. Regina Gomes (UFBA); Dr. Rafael Carvalho (UNEB)

Eje tematico: Estudios de Recepción en Audiovisual y Arte

El eje temático tiene como propuesta ampliar el horizonte de debates sobre los estudios de recepción en el audiovisual y en las artes latino-americanas, e aún también pretende reunir investigadores interesados en enfoques multidisciplinares (abordajes empíricos e teóricos) que contemplen la recepción como fenómeno de cultivo de experiencias, fruto de la relación entre productos audiovisuales e artísticos, el espectador e los múltiplos contextos que lo circundan. Objetiva aún actualizar referencias conceptuales e teóricas en el sitio, buscando cuestiones que atraen prácticas de textos críticos y de fans, la dimensión estético-receptiva del consumo, los espacios d fruición y los circuitos de exhibición, la perspectiva sociocultural e las mediaciones del proceso de recepción.

Coordinadores: Dra. Regina Gomes (UFBA); Dr. Rafael Carvalho (UNEB)

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Eixo Temático

Eixo 4

Cinema, Arte, Gênero e Sexualidade

O Grupo de Trabalho Cinema, Arte, Gênero e Sexualidade se constitui como um espaço para as discussões sobre pesquisas em cinema e artes visuais que evidenciem as relações de gênero, os feminismos, as sexualidades em suas possíveis dinâmicas e processos de sociabilidade através das múltiplas interfaces e entrecruzamentos das diferenças na América Latina. A produção artística e cinematográfica latino-americana, desde a segunda metade do século XX, se destaca pela contundência de trabalhos que conceituam, indagam e movimentam as teorias feministas e de gênero no continente. Através dos mais variados suportes e linguagens artísticas e do fazer audiovisual tornam-se visíveis as narrativas e as lutas dos corpos pelo direito à existência e livre expressão dos afetos e do prazer, assim como evidenciam-se as estruturas hierárquicas e as relações de poder que os tornam vulneráveis. Dessa forma, nosso objetivo é de que possamos fortalecer o diálogo entre pesquisas com perspectivas, temáticas, artistas e processos criativos os mais diversos, que venham contribuir para o enriquecimento do diálogo sobre essas questões no espaço latino-americano.

Coordenação: Dra. Priscila Miraz (UFRB); Dra. Rosângela Fachel (UFPEL); Doutoranda Olga Wanderley (UFPE)

Eje temático: Cine, arte, género y sexualidad

El eje temático Cine arte, género y sexualidad se constituye como un espacio para las discusiones sobre investigaciones en cine y artes visuales que evidencien las relaciones de género, los feminismos, las sexualidades en sus posibles dinámicas e procesos de sociabilidad a través de las múltiples interfaces y entrecruzamientos de las diferencias en América Latina. La producción artística e cinematográfica latino-americana, desde la segunda mitad del siglo XX, se destaca por la contundencia de trabajos que conceptúan, indagan y movilizan las teorías feministas e de los géneros en el continente. Por los más variados suportes e lenguajes artísticos e del hacer audiovisual se tornan visibles las narrativas y las luchas de los cuerpos por el derecho a la existencia e libre expresión de los afectos e de los placeres, así como se evidencian también las estructuras jerárquicas e las relaciones de poder que os vuelve vulnerables. De esa manera, nuestro objetivo es que posamos fortalecer el dialogo entre investigaciones con perspectivas, temáticas, artistas, procesos creativos os más diversos, que vengan contribuir para el enriquecimiento del dialogo sobre esas cuestiones en el espacio latinoamericano.

Coordinadoras: Dra. Priscila Miraz (UFRB); Dra. Rosângela Fachel (UFPEL); Doutoranda Olga Wanderley (UFPE)