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2024

Saberes e existências

O X Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) ocorreu em 05 a 08 de novembro de 2024, na Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba. Nesta edição, o tema foi Saberes e Existências. A abordagem foi um convite a um olhar sensível e atento aos espaços e processos formativos do cinema e da arte na América Latina, bem como sua relevância para a latência e permanência de produções não hegemônicas. 

Saberes sugere um enfoque nos cineclubes, nos festivais, nas escolas livres, nas faculdades, nos projetos de capacitação, nas cinematecas, nos museus, nas vidas familiares e comunitárias, nos manifestos, nos movimentos, associações e organizações sociais, e até nos sets de filmagem a partir do caráter formativo desses lugares e dessas vivências, considerando seus desdobramentos na edificação de cenas culturais audiovisuais. Nos mais variados contextos, a formação, os encontros e trocas desempenham papel basilar no desenvolvimento e na manutenção das culturas cinematográficas e artísticas, mobilizadas pelas forças constitutivas nas dinâmicas sociais memoráveis e emergentes do audiovisual na América Latina.

Existências, por sua vez, são uma invocação crítica que aponta tanto para a invisibilidade de iniciativas realizadas fora dos eixos hegemônicos da lógica produtiva e artística – sejam eles geográficos, econômicos, temáticos, estéticos, culturais, sociais, formativos e de representatividades – quanto destaca dinâmicas de confluências e encontros que agem e pensam a partir de outros desejos, perspectivas, convicções e historicidades. São cinemas que emergem e se manifestam em locais e comunidades a partir delas mesmas, confrontando modos hegemônicos de pensar, de atuar e de sentir, lançando seus próprios olhares para diferentes experiências de e no mundo.

COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Agda Aquino
Matheus Andrade
Flávia Mayer
Inara Rosas
Ricardo Maia

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Guilherme Maia (Universidade Federal da Bahia – Brasil)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Ismail Xavier (Universidade de São Paulo – Brasil)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Marcel Vieira (Universidade Federal da Paraíba)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Nathan Cirino (Universidade Federal de Campina Grande – Brasil)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Theresa Cristina Medeiros (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições:
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Universidade do Estado da Paraíba (UEPB)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Convocatória 2024

X Colóquio de Cinema e Arte na América Latina

Saberes e Existências

[Por favor, desplácese hacia abajo para leer nuestra traducción en Español]

A comissão organizadora do X Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem trabalhos para a nova edição do evento. O COCAAL 2024 acontecerá de 05 a 08 de novembro de 2024, na Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba.

Nesta edição, o tema é Saberes e Existências. A abordagem é um convite a um olhar sensível e atento aos espaços e processos formativos do cinema e da arte na América Latina, bem como sua relevância para a latência e permanência de produções não hegemônicas. Saberes sugere um enfoque nos cineclubes, nos festivais, nas escolas livres, nas faculdades, nos projetos de capacitação, nas cinematecas, nos museus, nas vidas familiares e comunitárias, nos manifestos, nos movimentos, associações e organizações sociais, e até nos sets de filmagem a partir do caráter formativo desses lugares e dessas vivências, considerando seus desdobramentos na edificação de cenas culturais audiovisuais. Nos mais variados contextos, a formação, os encontros e trocas desempenham papel basilar no desenvolvimento e na manutenção das culturas cinematográficas e artísticas, mobilizadas pelas forças constitutivas nas dinâmicas sociais memoráveis e emergentes do audiovisual na América Latina. Existências, por sua vez, são uma invocação crítica que aponta tanto para a invisibilidade de iniciativas realizadas fora dos eixos hegemônicos da lógica produtiva e artística – sejam eles geográficos, econômicos, temáticos, estéticos, culturais, sociais, formativos e de representatividades – quanto destaca dinâmicas de confluências e encontros que agem e pensam a partir de outros desejos, perspectivas, convicções e historicidades. São cinemas que emergem e se manifestam em locais e comunidades a partir delas mesmas, confrontando modos hegemônicos de pensar, de atuar e de sentir, lançando seus próprios olhares para diferentes experiências de e no mundo.

A isso, acrescenta-se o calor paraibano, em suas expressões e pulsões. Realizado na Universidade Federal da Paraíba, esta edição comemorativa e histórica dos 10 anos do COCAAL busca revisitar ideias, conceitos, modelos, políticas e sistemas de produção e circulação da arte e de cinemas fora do eixo. Destacamos, no entanto, que embora seja um mote para essa edição, o tema não é um imperativo para proposição de comunicações e mesas.

SUBMISSÕES

As submissões dos trabalhos podem ser em duas modalidades: mesas pré-constituídas e comunicações livres. Serão aceitos trabalhos em português e espanhol até o dia 07 de junho de 2024. As propostas não precisam, necessariamente, se alinharem à temática desta edição do evento.

1 – Mesas pré-constituídas

As mesas pré-constituídas devem propor a articulação e o debate de pesquisas e discussões acerca de temas emergentes na América Latina, na área do audiovisual e das artes em perspectiva expandida.

Cada proposta de mesa pré-constituída deve ser composta por 03 trabalhos (cada trabalho poderá ter até 3 autores), sendo que pelo menos uma pessoa deve ter o doutorado concluído. Demais participantes podem ser discentes de doutorado, pessoas com mestrado concluído ou em curso, com notório saber e/ou produção artística. Uma pessoa deve atuar também na moderação da mesa.

A proposta deve ser enviada pela página do X COCAAL (https://www.even3.com.br/xcocaal/) conforme modelo disponível na opção “Modalidade>>Mesa pré-constituída”. Para baixar o modelo, clique na opção “Mesa pré-constituída”. O documento deve ser preenchido pela pessoa responsável pela coordenação da Mesa e conter todos os 03 trabalhos que a compõem. O arquivo deve ser enviado em formato PDF e nomeado da seguinte forma:

COCAAL 2024_mesa_SOBRENOME_Nome

As mesas aprovadas deverão respeitar o tempo máximo de 90 minutos de duração, destinando 20 minutos de exposição para cada participante e 30 minutos para perguntas e discussões. Em caso de aprovação, todas as pessoas participantes das mesas deverão realizar a inscrição individualmente, segundo cronograma e condições a serem anunciadas na ocasião da divulgação dos trabalhos aprovados. 

2 – Comunicações livres

Podem submeter propostas de comunicação pessoas com graduação em curso (integrantes de atividades de ensino, pesquisa ou extensão, em coautoria com a orientadora ou orientador), mestrado em curso, mestrado concluído, doutorado em curso, doutorado concluído, pessoas com notório saber e/ou produção artística. Só é permitida uma inscrição por pessoa, mesmo em caso de coautoria.

Cada proposta de Comunicação Livre poderá ter a autoria de no máximo 03 pessoas, que devem realizar a submissão individualmente.

A proposta deve ser enviada pela página do X COCAAL (https://www.even3.com.br/xcocaal/) conforme modelo disponível na opção “Modalidade>>Comunicação Livre”. Para baixar o modelo, clique na opção “Comunicação livre”. O arquivo deve ser enviado em formato PDF e nomeado da seguinte forma:

COCAAL 2024_livre_SOBRENOME_Nome 

As comunicações aceitas deverão respeitar o tempo máximo de 20 minutos para exposição, nas datas e horários estabelecidos e previamente anunciados. 

Não serão aceitas propostas de mesas e comunicações entregues fora do prazo e que não estejam dentro das normas solicitadas pela chamada.

DATAS IMPORTANTES

Inscrições de mesas pré-constituídas e comunicações livres – 29 de abril a 07 de junho
Divulgação das propostas aprovadas – Até 28 de junho
Pagamento da taxa de inscrição* – 1º lote (promocional – até 05 de julho)/ 2º lote – de 05 de julho até 05 de agosto
Divulgação do cronograma de apresentações – Até 06 de setembro
Inscrição de ouvintes – de 28 de junho a 04 de novembro.
Realização do evento – de 05 a 08 de novembro

VALORES DAS TAXAS DE INSCRIÇÃO

Docente/Pesquisador com vínculo profissional e
com apresentação de trabalho
R$ 150,00
Pesquisador, mestre ou doutor,
sem vínculo profissional com apresentação de trabalho
R$ 80,00
Estudante de pós-graduação com apresentação de trabalhoR$ 80,00
Docente/Pesquisador sem apresentação de trabalho e Estudante de graduação com apresentação de trabalhoR$ 55,00
Estudante de pós-graduação e graduação
sem apresentação de trabalhos
R$ 30,00
Estudante de pós-graduação e graduação
sem apresentação de trabalhos (UFPB, UEPB, UFRN, UFPE, UFCG)
R$ 15,00
Estudante da rede pública do
ensino médio, fundamental e técnico
R$ 15,00
Professor do Ensino Fundamental e Médio de Escolas PúblicasR$ 15,00
*A forma de pagamento da taxa de inscrição, para participantes do Brasil e do exterior, será informada na ocasião da divulgação dos trabalhos aprovados. No caso das mesas, todas as pessoas que participam devem pagar a taxa, assim como no caso de comunicações livres em coautoria.

Informações sobre a inscrição de ouvintes e sobre o envio de resumos expandidos e artigos para os Anais do evento serão divulgadas nas próximas circulares.

Para dúvidas ou mais informações: coloquiococaal@gmail.com | Instagram: @coloquiococaal


X Coloquio de Cine y Arte en América Latina

Saberes y e Existencias

1ª Circular

El comité organizador del X Coloquio de Cine y Arte en América Latina (COCAAL) invita a investigadoras e investigadores a presentar sus trabajos para la nueva edición del evento. Esta edición se realizará del 05 al 08 de novembro de 2024, en la Universidad Federal de Paraíba, en João Pessoa, Paraíba.

En esta edición, el tema es Saberes y Existencias. El enfoque es una invitación a una mirada sensible y atenta a los espacios y procesos formativos del cine y el arte en América Latina, así como su relevancia para la latencia y permanencia de producciones no hegemónicas. Saberes sugiere centrarse en cineclubes, festivales, escuelas gratuitas, colegios, proyectos de formación, cinetecas, museos, vida familiar y comunitaria, manifiestos, movimientos, asociaciones y organizaciones sociales, e incluso en rodajes basados ​​en el carácter formativo de las películas. estos lugares y experiencias, considerando sus consecuencias en la construcción de escenas culturales audiovisuales. En los más variados contextos, la formación, el encuentro y el intercambio juegan un papel fundamental en el desarrollo y mantenimiento de las culturas cinematográficas y artísticas, movilizadas por las fuerzas constitutivas de las memorables y emergentes dinámicas sociales del audiovisual en América Latina. Las Existencias, a su vez, son una invocación crítica que apunta tanto a la invisibilidad de iniciativas llevadas a cabo fuera de los ejes hegemónicos de la lógica productiva y artística –sean geográficas, económicas, temáticas, estéticas, culturales, sociales, formativas y representativas– como a resaltar dinámicas de confluencias y encuentros que actúan y piensan desde otros deseos, perspectivas, convicciones e historicidades. Se trata de cines que emergen y se manifiestan en lugares y comunidades, confrontando formas hegemónicas de pensar, actuar y sentir, proyectando sus propias perspectivas sobre diferentes experiencias de y en el mundo.

A esto se suma el calor de Paraíba, en sus expresiones y pulsiones. Realizada en la Universidad Federal de Paraíba, esta edición conmemorativa e histórica del décimo aniversario de la COCAAL busca revisitar ideas, conceptos, modelos, políticas y sistemas de producción y circulación de arte y cine fuera del eje. Destacamos, sin embargo, que si bien es un tema para esta edición, el tema no es imprescindible para proponer comunicaciones y mesas.

PRESENTACIÓN DE TRABAJOS

El envío de trabajos puede ser de dos formas: mesas preconstituidas y comunicaciones libres. Se aceptarán trabajos en portugués y español hasta el 7 de junio de 2024. Las propuestas no necesariamente deben alinearse con la temática de esta edición del evento.

1 – Mesas preconstituidas

Las mesas pre constituidas deberán proponer la articulación y el debate de investigaciones y discusiones sobre temas emergentes en América Latina, en el ámbito del audiovisual y las artes desde una perspectiva amplia.

Cada propuesta de mesa preconstituida debe constar de 03 trabajos (cada trabajo puede tener hasta 3 autores), y al menos una persona debe haber realizado un doctorado. Otros participantes podrán ser estudiantes de doctorado, personas con maestría terminada o en curso, con notables conocimientos y/o producción artística. Una persona también debe actuar como moderador de la mesa.

La propuesta debe ser enviada a través de la página X COCAAL (https://www.even3.com.br/xcocaal/) según el modelo disponible en la opción “Modalidade>>Mesa pré-constituida”. Para descargar el modelo haga clic en la opción “Mesa pré-constituida”. El documento debe ser cumplimentado por el responsable de coordinar la Mesa y contener los 3 trabajos que lo componen. El archivo debe enviarse en formato PDF y denominarse de la siguiente manera:

COCAAL 2024_mesa_APELLIDO_Nombre

Las mesas aprobadas deberán respetar la duración máxima de 90 minutos, que incluyan 20 minutos de exposición para cada participante y 30 minutos para preguntas y debates. En caso de aprobación, todas las personas que participen en las mesas deberán inscribirse individualmente, de acuerdo con el cronograma y las condiciones que se anunciarán cuando se divulguen los trabajos aprobados.

2 – Comunicaciones libres

Personas con título en curso (parte de actividades de docencia, investigación o extensión, en coautoría con el orientador o asesor), maestría en curso, maestría en curso, doctorado en curso, doctorado en curso, personas con notables conocimientos y/o producción artística. Sólo se permite una entrada por persona, incluso en el caso de coautoría.

Cada propuesta de Comunicación Libre podrá ser autoría de un máximo de 3 personas, quienes deberán presentar la propuesta de forma individual.

La propuesta debe ser enviada a través de la página X COCAAL (https://www.even3.com.br/xcocaal/) según el modelo disponible en la opción “Modalidad>>Comunicação Livre”. Para descargar el modelo, haga clic en la opción “Comunicación Livre”. El archivo debe enviarse en formato PDF y denominarse de la siguiente manera:.

COCAAL 2024_livre_APELLIDO_Nombre

Las comunicaciones aceptadas deberán respetar el tiempo máximo de exposición de 20 minutos, en las fechas y horarios establecidos y previamente anunciados.

No se aceptarán propuestas de mesas y comunicaciones entregadas fuera de plazo y que no cumplan con los estándares solicitados por la convocatoria.

FECHAS IMPORTANTES

Inscripción de mesas preconstituidas y comunicaciones libres – del 29 de abril al 7 de junio
Divulgación de propuestas aprobadas – Hasta el 28 de junio
Pago de inscripción* – 1er lote (promocional – hasta el 5 de julio)/2do lote – del 5 de julio al 5 de agosto
Divulgación del cronograma de presentaciones – Hasta el 06 de septiembre
Registro de oyentes – del 28 de junio al 4 de noviembre
Evento – del 05 a 08 de noviembre

VALORES DE INSCRIPCIÓN

Docente/Investigador con vínculo profesional
y presentación de trabajo
R$ 135,00
Investigador, magíster o doctor, sin vínculo profesional
con presentación de trabajo
R$ 70,00
Estudiante de postgrado con presentación de trabajoR$ 70,00
Docente/Investigador sin presentación de trabajoR$ 55,00
Estudiante de postgrado y pregrado
sin presentación de trabajos
R$ 30,00
Estudiante de postgrado y pregrado sin presentación
de trabajos (UFPB, UEPB, UFRN, UFPE, UFCG)
R$ 15,00
Estudiante de la red pública de educación
secundaria, básica y técnica
R$ 15,00
Docentes de educación básica y secundaria
de escuelas públicas
R$ 15,00
*La forma de pago de la cuota de inscripción, para participantes de Brasil y del exterior, será informada cuando se anuncien los trabajos aprobados. En el caso de las mesas, todas las personas que participen deberán realizar el pago de inscripción, así como en el caso de las comunicaciones libres en coautoría.

La información sobre el registro de oyentes y sobre el envío de resúmenes expandidos y artículos para las memorias del evento será divulgada en las próximas circulares.


COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Matheus José Pessoa de Andrade
Flávia Mayer
Arthur Fernandes Andrade Lins
Inara Rosas
Ricardo Maia

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Agda Patrícia Pontes de Aquino (Universidade Estadual da Paraíba)
Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Guilherme Maia (Universidade Federal da Bahia – Brasil)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Ismail Xavier (Universidade de São Paulo – Brasil)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Marcel Vieira (Universidade Federal da Paraíba)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Nathan Cirino (Universidade Federal de Campina Grande – Brasil)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Theresa Cristina Medeiros (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições | Instituciones:
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Universidade do Estado da Paraíba (UEPB)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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COCAAL 2025

Tema do Cocaal 2025

[Por favor, desplácese hacia abajo para leer nuestra traducción en Español]

A comissão organizadora do XI Colóquio de Cinema e Arte da América Latina (COCAAL), convida pesquisadoras e pesquisadores a participarem do evento que acontecerá entre os dias 4 e 7 de novembro de 2025, na Faculdade de Comunicação e Artes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

O XI Colóquio de Cinema e Artes da América Latina, com o tema Imagens da Contraconquista é um convite a explorar as diversas manifestações da arte e do cinema latino-americanos, sob a perspectiva decolonial através da qual os processos estéticos são considerados essenciais no entendimento e na ressignificação da história dos diferentes povos e culturas da América Latina. Tal como o historiador da arte suiço, Heinrich Wölfflin, sustentou ser o barroco europeu, a arte da Contrarreforma, ao poeta e escritor cubano, José Lezama Lima, coube apontar o barroco latino-americano como a arte da “Contraconquista”. Uma rebelião expressiva ocorrida no âmbito da arte colonial, identificada nas obras dos artistas mestiços, o indígena peruano José Kondori e o negro brasileiro Antônio Francisco de Lisboa, como reações autênticas da arte latino-americana contra o colonialismo europeu.

Inspirados por essa contraconquista desencadeada ao longo dos últimos cinco séculos, propomos identificar como as imagens do cinema e da arte latino-americanas desafiam narrativas hegemônicas e reconfiguram identidades, ao operarem na desconstrução dos valores e dos cânones secularmente promovidos pela arte europeia e o humanismo ocidental. A contraconquista emerge, neste sentido, como um movimento apropriativo e emancipatório, onde as imagens se tornam as ferramentas de resistência e reinvenção do pensamento e da arte latino-americanas, em busca de novos horizontes estéticos e filosóficos capazes de reverterem os processos coercitivos e predatórios que historicamente embasaram e continuam a justificar a conquista espiritual, política e econômica dos territórios e das culturas latino-americanas.

Neste contexto, o evento é um convite a pesquisadores e pesquisadoras do Brasil e de toda América Latina, a refletirem sobre as maneiras como o cinema e a arte latino-americanas subvertem as categorias do pensamento eurocêntrico, seja projetando suas culturas originais e suas vozes marginalizadas, ou combatendo os processos antrópicos e as desigualdades sociais herdadas do período colonial e das novas formas assumidas pelo colonialismo. Dessa forma, o colóquio propõe um espaço para a troca de ideias e experiências, onde a arte e o cinema são entendidos não só como formas de expressão, mas como veículos de transformação social e cultural. A partir da discussão de obras e processos criativos buscaremos, portanto, responder: o que significa a “contraconquista” no atual cenário do cinema e das artes na América Latina?

Comissão Organizadora 2025

INSCRIÇÕES ENCERRADAS


Tema del Cocaal 2025

El comité organizador del XI Coloquio de Cine y Arte de América Latina (COCAAL) invita a investigadores a participar del evento que tendrá lugar entre el 4 y el 7 de noviembre de 2025, en la Facultad de Comunicación y Artes de la Pontificia Universidad Católica de Minas Gerais, en Belo Horizonte.

El XI Coloquio de Cine y Artes en América Latina, con el tema Imágenes de la Contraconquista, es una invitación a explorar las diversas manifestaciones del arte y el cine latinoamericano, desde una perspectiva decolonial a través de la cual los procesos estéticos son considerados esenciales para comprender y resignificar la historia de los diferentes pueblos y culturas de América Latina. Así como el historiador de arte suizo, Heinrich Wölfflin, sostuvo que el Barroco europeo era el arte de la Contrarreforma, le correspondió al poeta y escritor cubano, José Lezama Lima, señalar el Barroco latinoamericano como el arte de la “Contraconquista”. Una rebelión expresiva se produjo en el ámbito del arte colonial, identificada en las obras de artistas mestizos, el indígena peruano José Kondori y el negro brasileño Antônio Francisco de Lisboa, como auténticas reacciones del arte latinoamericano contra el colonialismo europeo.

Inspirados en esta contraconquista ocurrida durante los últimos cinco siglos, nos proponemos identificar cómo las imágenes del cine y el arte latinoamericano desafían las narrativas hegemónicas y reconfiguran identidades, al operar en la deconstrucción de valores y cánones que han sido promovidos durante siglos por el arte europeo y el humanismo occidental. La contraconquista surge, en este sentido, como un movimiento apropiativo y emancipador, donde las imágenes se convierten en herramientas de resistencia y reinvención del pensamiento y el arte latinoamericano, en búsqueda de nuevos horizontes estéticos y filosóficos capaces de revertir los procesos coercitivos y depredadores que históricamente apoyaron y siguen justificando la conquista espiritual, política y económica de los territorios y culturas latinoamericanas.

En este contexto, el evento es una invitación a investigadores de Brasil y de toda América Latina a reflexionar sobre las formas en que el cine y el arte latinoamericanos subvierten las categorías del pensamiento eurocéntrico, ya sea proyectando sus culturas originales y voces marginadas, o combatiendo los procesos antrópicos y las desigualdades sociales heredadas del período colonial y las nuevas formas asumidas por el colonialismo. De esta manera, el coloquio propone un espacio de intercambio de ideas y experiencias, donde el arte y el cine sean entendidos no sólo como formas de expresión, sino como vehículos de transformación social y cultural. A partir de la discusión de obras y procesos creativos, buscaremos entonces responder: ¿qué significa “contraconquista” en el escenario actual del cine y las artes en América Latina?

Comité Organizador 2025

INSCRIPCIONES FINALIZADAS


Informações úteis para os participantes:

LOCAL: 
Prédio 13 e Auditório do Prédio 43
Faculdade de Comunicação e Artes
PUC Minas – campus Coração Eucarístico
Av. Dom José Gaspar, 500. Bairro Coração Eucarístico
fca.pucminas.br

ACESSO AO CAMPUS

Táxis e Uber 
Corridas entre o centro da cidade e a universidade costumam ficar em torno de R$20,00.

Transporte público
Partindo da Savassi
Ônibus – Linha 4111 (Dom Cabral)
Ponto na Av. Cristóvão Colombo, em frente ao número 356.
Região da Praça da Savassi

Partindo da Rodoviária
Metrô (CBTU)
Estação Lagoinha (Sentido Eldorado)

Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins)
Até a PUC Minas
Cerca de 1h de carro
Uber em torno de R$80,00

Uber até a Savassi
R$100,00 (aprox.)
Tempo previsto: em torno de 1h, a depender do trânsito.

Ônibus até o Centro
Ônibus executivo (5260) – Conexão Aeroporto
R$42,60
Tempo previsto: 1h
Chegada na Av. Álvares Cabral, 387. Lourdes
Mais informações: conexaoaeroporto.com.br

Ônibus convencional (5250) – Conexão Aeroporto
R$ 19,60
Tempo previsto: 1h40
Chegada na Rodoviária de BH (Praça Rio Branco, 100 – Centro)
Mais informações: conexaoaeroporto.com.br

ALIMENTAÇÃO

No campus Coração Eucarístico há várias opções de lanchonetes e restaurantes. Há, também, alternativas nos arredores do campus.

HOTÉIS

Hotel próximo ao campus Coração Eucarístico:

Hotel Beaga Convention Expominas
Avenida Amazonas, 5110 – Nova Suíça
(31) 3064 6900
hotelbeagaconvention.com.br

Hotéis com bom custo benefício na Savassi, região com muitas opções de restaurantes, bares e entretenimento (30 minutos de carro até o campus):

Savassi Hotel
Sergipe, 939 – Funcionários
(31)  3526 3266
savassihotel.com.br

Ibis Belo Horizonte Savassi
Av. do Contorno 6180 – Savassi
(31) 3888 4300
all.accor.com

Informações adicionais: as salas onde o XI COCAAL será realizado, dispõem de computador com projetor e caixas de som. No caso de utilização de recursos audiovisuais, é recomendado que o participante traga seus arquivos em pendrive, HD ou em laptop pessoal.

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2023

Latinidades Afro-ameríndias

Depois de três anos sem uma edição presencial, 2023 foi a primeira vez que o Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL), evento internacional, acadêmico e cultural foi realizado em uma cidade do Nordeste: Salvador, na Bahia. Sediado na Faculdade de Comunicação (Facom), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o evento foi realizado ao longo de duas semanas, primeiramente de 12 a 18 de setembro de 2023 com um conjunto de atividades formativas na programação do Pré-Cocaal e depois, de 19 e 22 de setembro de 2023, com a programação oficial sob tema “Latinidades Afro-ameríndias”. O IX COCAAL partiu da necessidade de se repensar a América Latina e ir além da visão colonial que a unificou sob as categorias genéricas de “africana” e “ameríndia”. Ao invés disso, propôs explorar as “latinidades afro-ameríndias” reconhecendo as diversas experiências de pessoas que foram colonizadas e como elas se manifestam no cinema e nas artes.  Uma abordagem pluralista que buscou reinventar a vida em comum na América Latina.

O que está em jogo quando se designa a América Latina, seja para reivindicá-la ou  recusá-la? A América Latina é uma fantasia ou um fantasma: não existe como presença plena ou projeto acabado, como identidade dada e território unificado; e é mais de uma, nos múltiplos tempos em que se desdobra, sem conjunção possível, como identidade fugidia ou terra dispersa, alheia a toda territorialização, isto é, a toda tentativa de apropriação e de instauração de um domínio unitário. América, em geral, e  América Latina, em particular, se inscreveram na imaginação política global – naquilo que Walter Mignolo (2003) denomina “sistema mundial colonial/moderno” – como um campo de disputa. Dessa forma, a assinatura colonial inscrita na noção de América Latina deve ser reconhecida por qualquer reivindicação do termo e de suas derivações.

Ao mesmo tempo, sem apagar a assinatura colonial que a inaugura, a história da América Latina deve ser lida a contrapelo, para que seja possível saber as realidades que a constituem, as disputas que a atravessam, os horizontes e as vertigens que a jogam para fora de si mesma. É preciso reconhecer, ao lado dos fantasmas coloniais cuja aparição permanece visível desde o nome, a sucessão múltipla de fantasmas cuja desaparição deve ser confrontada, mesmo que faltem nomes próprios suficientes para essa confrontação (e que esses nomes também procedam de uma genealogia colonial): os fantasmas de todas as pessoas que, sob o regime colonial de distribuição da violência, foram forçadas a desaparecer, no processo histórico de construção da experiência latino-americana.

Reivindicar as latinidades afro-ameríndias, como faz esta nona edição do Colóquio de Cinema e Arte na América Latina, implica reconhecer a violência da nomeação colonial das gentes colonizadas e a assinatura colonial que aspira a unificar, assim, a noção de América Latina (como uma herança comum). Ao mesmo tempo, ao apontar para as latinidades afro-ameríndias, trata-se de repensar a América Latina a partir da relação e do diálogo entre culturas e perspectivas coletivas, por meio da abertura e da escuta às vozes e aos traços da multiplicidade de experiências das gentes que o projeto colonial pretendeu reunir de forma generalizada, sob signos de africanidade e amerindianidade, cujas designações genéricas uma série de movimentos posteriores buscaram e buscam transformar em alavancas estratégicas de intervenção social e política.

Diante disso, impossível não salientarmos que iniciamos o ano de 2023 com a posse histórica de Sônia Guajajara, à frente do Ministério dos Povos Indígenas, do professor, jurista e filósofo Silvio Almeida, no Ministério de Direitos Humanos  com a recriação do Ministério da Igualdade Racial, a cargo de Anielle Franco, três instâncias fundamentais para implementação de políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência colonial atualizada constantemente por sistemas de policiamento e governo, e efetivamente de governo como policiamento, que persistem como norma em todo o continente. “Nunca mais o Brasil sem nós”, disse em seu discurso de posse Sônia Guajajara. “Não recuaremos, não retrocederemos, não vamos abaixar a cabeça mais, não sairemos daqui”, afirmou Anielle Franco. “Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós”, disse Silvio Almeida ao assumir a pasta. Falas que estão imbuídas de toda uma longa trajetória de movimentos e organização política de gentes negras e indígenas que têm buscado, desde o início, contestar as denominações coloniais a partir da reivindicação estratégica de seus termos, o que está presente ainda em outra fala de Guajajara: “Esse ministério é novo, mas na verdade esse ministério é ancestral”.

Nesse sentido, além de pensar a América Latina no plural, por meio da noção de latinidades, se trata de reivindicar, por meio do adjetivo afro-ameríndias, a possibilidade de multiplicação de perspectivas para reinventar a vida em comum no continente, nos campos do cinema e da arte. As latinidades afro-ameríndias são uma abertura para as formas alternativas de vida em comum que Lélia Gonzalez designou por meio da noção de “Améfrica Ladina”, para as práticas de contra-colonização do que Antonio Bispo dos Santos chamou de “povos afro-pindorâmicos” e para as memórias e projeções que tanto Ailton Krenak quanto Davi Kopenawa, entre outros, têm encontrado no tempo do sonho, resistindo à colonização, às suas heranças e às suas formas de tentar impor o fim do mundo. Latinidades afro-ameríndias, portanto, são também ladinidades améfrico-pindorâmicas, e quantos outros nomes será preciso desarticular e rearticular, desmontar e remontar, para começar a reconhecer e a inventar a multiplicidade de suas figuras mundanas e fantasmas extra-mundanos. 

Em articulação com as ideias aqui expostas, incentivamos o envio de propostas de mesas e comunicações que transitem nos seguintes eixos temáticos:

Histórias, memórias, fabulações e arquivos
Perspectivas teóricas e metodológicas
Estudos de recepção
Cinema, arte e educação
Corpos, gêneros e sexualidades
Poéticas sonoras e musicais
Linguagem: reconfigurações, experimentações, transgressões
Militâncias e ativismos
Representações, contra-representações e representatividade
Afetos, emoções, sentimentos
Bordas, margens, periferias
Coletivo, comunal, comunitário
Meio-ambiente e ecologias decoloniais
Audiovisualidades insurgentes
Artes e hibridismos

COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Dr. Guilherme Maia – UFBA – Presidente
Dra. Ana Paula Nunes – UFRB
Dr. Glauber Lacerda – UESB
Dr. Marcelo Ribeiro – UFBA
Dra. Morgana Gama – UFBA
Dra. Priscila Miraz – UFRB
Dra. Regina Gomes – UFBA
Dra. Rosângela Fachel – UFPel

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA) in memoriam
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições | Instituciones:
Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Bacharelado em Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA
Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal de Pelotas

Grupos de pesquisa | Grupos de Investigación:
Laboratório de Análise Fílmica
Grupo (an)arqueologias do sensível
[Re]image: Grupo de Pesquisa em Artes Visuais
Quadro a Quadro: projetando ideias, refletindo imagens
Audiovisual Latino-Americano no Século XXI – OfCine – IFRS

Redes de Pesquisa | Redes de Investigación:
Red Iberoamericana de Investigación en Narrativas Audiovisuales – Red INAV

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COCAAL 2023

Convocatória 2023

IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina

Latinidades Afro-ameríndias

2a Circular

A comissão organizadora do IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL), evento que acontecerá de 19 a 22 de setembro de 2023, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia, anuncia, por meio desta Circular, sua programação e outros informes. 

PROGRAMAÇÃO

A programação oficial do IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) se divide em dois momentos: o Pré-Cocaal (de 12 a 18 de setembro de 2023) e o Cocaal (de 19 a 22 de setembro de 2023). Toda a programação é gratuita.

1 – Pré-Cocaal

No período de 12 a 18 de setembro de 2023, será realizado o Pré-Cocaal, conjunto de atividades formativas em audiovisual que envolvem a projeção de filmes, realização de minicursos e conferência com o objetivo de ampliar o repertório do público local e oferecer a capacitação necessária para a implementação desses conteúdos no âmbito da sala de aula e/ou em projetos de pesquisa. Para ter acesso à programação do Pré-Cocaal e ao formulário de inscrição, basta clicar nos links abaixo:

2 – Cocaal

A programação do IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) é constituída por diversas comunicações que serão apresentadas no período de 19 a 22 de setembro de 2023 e estão organizadas em três modalidades: Mesas Convidadas, Mesas Pré-Constituídas e Comunicações Livres (“Sessões”). As Mesas Convidadas ocorrem no turno da manhã (9h às 12h) e as demais no turno da tarde (14h às 18h). As inscrições para Ouvintes seguem abertas até o dia de início do evento e direito à Certificado de Participação (20h).

SELEÇÃO DE MONITORIA

Estudantes de graduação, residentes em Salvador-BA, com interesse em atuar na monitoria do IX Colóquio de Cinema e Arte da América Latina, poderão se inscrever no Edital de Seleção de Monitoria até o dia 22 de agosto de 2023. A chamada prevê um total de 30 (trinta) vagas com atuação nas áreas de comunicação, logística, credenciamento e receptivo. Para obter mais informações, basta clicar no link abaixo:

APRESENTAÇÃO DE LIVROS

Participantes do COCAAL, por convite ou inscrição, que tenham interesse em apresentar livro (físico ou virtual) de caráter teórico ou acadêmico relacionado à temática do evento, de sua autoria ou do qual participem na editoria ou na organização (publicado entre 2020 e 2023), terão espaço aberto no COCAAL.

As apresentações acontecerão nos dias 20 e 21 de setembro de 2023, sempre às 17h. Caso haja interesse em vender exemplares, caberá a cada proponente a responsabilidade pela logística de transporte e de venda. A inscrição pode ser feita até 04 de setembro de 2023 por meio do link abaixo:

HOSPEDAGEM

Participantes do COCAAL poderão obter desconto em 03 (três) estabelecimentos de hospedagem parceiros do evento: 

Hotel Catarina Paraguassu (Rio Vermelho)

Hotel Pousada da Concha (Rio Vermelho)

Sol Victória Marina (Corredor da Vitória)

Para saber a forma de reserva e acesso ao desconto, basta enviar e-mail para coloquiococaal@gmail.com com o assunto “Hospedagem”.

DATAS IMPORTANTES

Inscrições para Seleção de Monitoria – até 22 de agosto (NOVO!)
Envio de propostas para apresentação de livros – até 04 de setembro
Realização do Pré-Cocaal – de 12 a 18 de setembro
Inscrição de ouvintes – até 19 de setembro
Realização do evento – de 19 a 22 de setembro

Informações sobre o envio de resumos expandidos e artigos para os Anais do evento serão divulgadas nas próximas circulares.

Para dúvidas ou mais informações: coloquiococaal@gmail.com


COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Dra. Ana Paula Nunes – UFRB
Dr. Glauber Lacerda – UESB
Dr. Guilherme Maia – UFBA
Dr. Marcelo Ribeiro – UFBA
Dra. Morgana Gama – UFBA
Dra. Priscila Miraz – UFRB
Dra. Regina Gomes – UFBA
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Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

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Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
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Convocatória 2023

IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina

Latinidades Afro-ameríndias

1a Circular

[Por favor, desplácese hacia abajo para leer nuestra traducción en Español]

A comissão organizadora do IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem trabalhos para a nova edição do evento. De volta à modalidade presencial, o COCAAL 2023 acontecerá de 19 a 22 de setembro de 2023, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia. Para saber mais sobre a temática do COCAAL 2023, clique aqui.

SUBMISSÕES

A submissão de trabalhos deve ser realizada até o dia 10 de maio, por meio de formulário, e pode ser em duas modalidades: mesas pré-constituídas e comunicações livres. Serão aceitos trabalhos em português e espanhol.

1 – Mesas pré-constituídas

As mesas pré-constituídas devem propor a articulação e o debate de pesquisas e discussões acerca de temas emergentes na América Latina, na área do audiovisual e das artes em perspectiva expandida.

Cada mesa deve ser composta por 3 participantes, sendo que pelo menos uma pessoa deve ter o doutorado concluído. Demais participantes podem ser discentes de doutorado, pessoas com mestrado concluído ou em curso, com notório saber e/ou produção artística. Uma pessoa deve atuar também na moderação da mesa.

O formulário de inscrição deve ser preenchido pela pessoa responsável pela coordenação da mesa. Ao formulário, deverá ser anexado o documento da proposta, em formato PDF, nomeado da seguinte forma:

COCAAL 2023_mesa_SOBRENOME_Nome

O documento da proposta deve ser realizado a partir do modelo disponível aqui e deve conter: o Título da mesa, um Resumo de apresentação da temática da mesa e Resumos dos três trabalhos que compõem a mesa. 

As mesas aprovadas deverão respeitar o tempo máximo de 90 minutos de duração, destinando 20 minutos de exposição para cada participante e 30 minutos para perguntas e discussões. Em caso de aprovação, todas as pessoas participantes das mesas deverão realizar a inscrição individualmente, segundo cronograma e condições a serem anunciadas na ocasião da divulgação dos trabalhos aprovados. 

2 – Comunicações livres

Podem submeter propostas de comunicação pessoas com mestrado em curso, mestrado concluído, doutorado em curso, doutorado concluído, pessoas com notório saber e/ou produção artística. Só é permitida uma inscrição por pessoa, mesmo em caso de coautoria. Cada proposta poderá ter a autoria de no máximo 3 pessoas, que devem realizar a submissão individualmente no formulário de inscrição, ao qual deve ser anexado o documento da proposta, em formato PDF, nomeado da seguinte forma:

COCAAL 2023_livre_SOBRENOME_Nome 

O documento da proposta deve seguir o modelo disponível aqui.

As comunicações aceitas deverão respeitar o tempo máximo de 20 minutos para exposição, nas datas e horários estabelecidos e previamente anunciados. 

Não serão aceitas propostas de mesas e comunicações entregues fora do prazo e que não estejam dentro das normas solicitadas pela chamada.

DATAS IMPORTANTES

Inscrições de mesas pré-constituídas e comunicações livres – até 10 de maio (NOVO!)
Divulgação das propostas aprovadas – Até 31 de maio
Pagamento da taxa de inscrição* – Até 20 de junho
Divulgação do cronograma de apresentações – Até 10 de agosto
Inscrição de ouvintes – de 30 de abril a 19 de setembro.
Realização do evento – de 19 a 22 de setembro

VALORES DAS TAXAS DE INSCRIÇÃO

Docente/Pesquisador com vínculo profissional e
com apresentação de trabalho
R$ 130,00
Pesquisador, mestre ou doutor,
sem vínculo profissional com apresentação de trabalho
R$ 65,00
Estudante de pós-graduação com apresentação de trabalhoR$ 65,00
Docente/Pesquisador sem apresentação de trabalhoR$ 50,00
Estudante de pós-graduação e graduação
sem apresentação de trabalhos
R$ 25,00
Estudante de pós-graduação e graduação
sem apresentação de trabalhos (UFBA, UFRB, UESB)
Isento
Estudante da rede pública do
ensino médio, fundamental e técnico
Isento
Professor do Ensino Fundamental e Médio de Escolas PúblicasIsento
*A forma de pagamento da taxa de inscrição, para participantes do Brasil e do exterior, será informada na ocasião da divulgação dos trabalhos aprovados. No caso das mesas, todas as pessoas que participam devem pagar a taxa, assim como no caso de comunicações livres em coautoria.

Informações sobre a inscrição de ouvintes e sobre o envio de resumos expandidos e artigos para os Anais do evento serão divulgadas nas próximas circulares.

Para dúvidas ou mais informações: coloquiococaal@gmail.com | Instagram: @coloquiococaal


IX Coloquio de Cine y Arte en América Latina

Latinidades Afroamerindias

1ª Circular

El comité organizador del IX Coloquio de Cine y Arte en América Latina (COCAAL) invita a investigadoras e investigadores a presentar sus trabajos para la nueva edición del evento. De regreso a la modalidad presencial, esta edición se realizará del 19 al 22 de septiembre de 2023, en la Facultad de Comunicación de la Universidad Federal de Bahía, en Salvador, Bahía. Para más información sobre COCAAL 2023, clique aquí.

PRESENTACIÓN DE TRABAJOS

El envío de trabajos debe realizarse hasta el 10 de maio, a través del formulario disponible aqui y puede realizarse de dos formas: mesas pre constituidas y comunicaciones libres. Se aceptarán trabajos en portugués y español.

1 – Mesas pre constituidas

Las mesas pre constituidas deberán proponer la articulación y el debate de investigaciones y discusiones sobre temas emergentes en América Latina, en el ámbito del audiovisual y las artes desde una perspectiva amplia.

Cada mesa debe estar compuesta por 3 participantes, y al menos una persona debe contar con doctorado finalizado. Los demás participantes pueden ser estudiantes de doctorado, personas con maestrías finalizadas o en curso, con altos conocimientos y/o producción artística. Una persona también debe participar como moderadora de la mesa.

El formulario de inscripción deberá ser diligenciado por el responsable de la coordinación de la mesa. El documento de la propuesta deberá adjuntarse al formulario, en formato PDF, titulado de la siguiente manera:

COCAAL 2023_mesa_APELLIDO_Nombre

El documento de la propuesta debe estar elaborado a partir del modelo disponible aqui y debe contener el Título de la mesa, un Resumen que presente el tema de la mesa y los Resúmenes de los tres trabajos que la componen.

Las mesas aprobadas deberán respetar la duración máxima de 90 minutos, que incluyan 20 minutos de exposición para cada participante y 30 minutos para preguntas y debates. En caso de aprobación, todas las personas que participen en las mesas deberán inscribirse individualmente, de acuerdo con el cronograma y las condiciones que se anunciarán cuando se divulguen los trabajos aprobados.

2 – Comunicaciones libres

Las propuestas de comunicación pueden ser presentadas por personas con maestría en curso o culminada, doctorado en proceso o culminado, personas con altos conocimientos y/o producción artística. Sólo se permite una entrada por persona, incluso en el caso de coautoría. Cada propuesta podrá ser redactada por un máximo de 3 personas, quienes deberán enviar individualmente el formulario disponible aqui, al cual se deberá adjuntar el documento de propuesta, en formato PDF, denominado de la siguiente manera:

COCAAL 2023_livre_APELLIDO_Nombre

El documento de la propuesta debe seguir la plantilla disponible aqui.

Las comunicaciones aceptadas deberán respetar el tiempo máximo de exposición de 20 minutos, en las fechas y horarios establecidos y previamente anunciados.

No se aceptarán propuestas de mesas y comunicaciones entregadas fuera de plazo y que no cumplan con los estándares solicitados por la convocatoria.

FECHAS IMPORTANTES

Inscripción de mesas preconstituidas y comunicaciones libres – hasta el 10 de maio (NUEVO!)
Divulgación de propuestas aprobadas – Hasta el 31 de mayo
Pago de inscripción* – Hasta el 20 de junio
Divulgación del cronograma de presentaciones – Hasta el 10 de agosto
Registro de oyentes – del 30 de abril al 19 de septiembre
Evento – del 19 al 22 de septiembre

VALORES DE INSCRIPCIÓN

Docente/Investigador con vínculo profesional
y presentación de trabajo
R$ 130,00
Investigador, magíster o doctor, sin vínculo profesional
con presentación de trabajo
R$ 65,00
Estudiante de postgrado con presentación de trabajoR$ 65,00
Docente/Investigador sin presentación de trabajoR$ 50,00
Estudiante de postgrado y pregrado
sin presentación de trabajos
R$ 25,00
Estudiante de postgrado y pregrado sin presentación
de trabajos (UFBA, UFRB, UESB)
Isento
Estudiante de la red pública de educación
secundaria, básica y técnica
Isento
Docentes de educación básica y secundaria
de escuelas públicas
Isento
*La forma de pago de la cuota de inscripción, para participantes de Brasil y del exterior, será informada cuando se anuncien los trabajos aprobados. En el caso de las mesas, todas las personas que participen deberán realizar el pago de inscripción, así como en el caso de las comunicaciones libres en coautoría.

La información sobre el registro de oyentes y sobre el envío de resúmenes expandidos y artículos para las memorias del evento será divulgada en las próximas circulares.


COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Dra. Ana Paula Nunes – UFRB
Dr. Glauber Lacerda – UESB
Dr. Guilherme Maia – UFBA
Dr. Marcelo Ribeiro – UFBA
Dra. Morgana Gama – UFBA
Dra. Priscila Miraz – UFRB
Dra. Regina Gomes – UFBA
Dra. Rosângela Fachel – UFPel

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições | Instituciones:
Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Bacharelado em Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA
Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal de Pelotas

Grupos de pesquisa | Grupos de Investigación:
Laboratório de Análise Fílmica
Grupo (an)arqueologias do sensível
[Re]image: Grupo de Pesquisa em Artes Visuais
Quadro a Quadro: projetando ideias, refletindo imagens
Audiovisual Latino-Americano no Século XXI – OfCine – IFRS

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Resultado 2023

IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina

Latinidades Afro-ameríndias

A comissão organizadora do IX Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) informa a lista de propostas selecionadas para o COCAAL 2023 que acontecerá de 19 a 22 de setembro de 2023, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia. Para efetuar o pagamento da taxa de inscrição clique aqui.

El comité organizador del IX Coloquio de Cine y Arte de América Latina (COCAAL) informa la lista de propuestas seleccionadas para COCAAL 2023 que tendrá lugar del 19 al 22 de septiembre de 2023, en la Facultad de Comunicación de la Universidad Federal de Bahía, Salvador, Bahía. Para pagar la cuota de inscripción, clique aqui.

MESAS PRÉ-CONSTITUÍDAS

A geopolítica do Noticiero ICAIC e suas sonoridades
A recepção da crítica de filmes premiados em festivais brasileiros (2020-2022)
Bordas, margens, periferias: trânsitos pelos nossos muitos outros centros
Cine y política en México formatos, colectivos y prácticas 1960-1980
Corpos em afirmações, trânsitos e fabulações no cinema e na arte contemporânea
De telas e flechas – Cinema Indígena, Circulação e Interculturalidade
Emoção e Sensação: desafiando estruturas narrativas no audiovisual brasileiro
Experiências de Educação e Cinema no Brasil, na Argentina e no Chile
Formas de inventar a si e ao outro na filmografia de Olney São Paulo
Formas emergentes de pensar los cines de Argentina, Brasil y Chile
Memórias, histórias e representatividade nas cidades
O ensino de cinematografia em universidades públicas do Nordeste brasileiro
Resistência e decolonialidade no cinema brasileiro recente
Roteiro Audiovisual – processos de criação, escrita, autoria e comercialização
Sob as camadas da direção de arte: cores, ruínas e memória no cinema brasileiro.
Tecer passado.presente.futuro: ancestralidade, cinema negro e políticas culturais

COMUNICAÇÕES LIVRES

“Entre Linguagens”: o audiovisual e o espanhol no intercâmbio entre linguagens.
“Despertai-vos!”: ancestralidade e luta na canção “Faraó – Divindade do Egito”
“Não dei o gostinho àquela gente”, Também somos irmãos e a recepção crítica
“Línguas Desatadas” e o acolhimento da mise-en-scène para além da voz
A contra-argumentação histórica no cinema de Gu da Cei
A afrodiáspora musical de Sara Gómez
A cena musical afrolatina/ladina de Salvador
A cidade que me faz
A construção do conceito de Pós-Horror no Brasil: um estudo comparado
A dramaturgia Namíbia, não! no trajeto do cinema
A cosmopoética da água em El Botón de Nácar
A decupagem clássica e o humor nos vídeos curtíssimos de Rapha Vicente no TikTok
A Forma da Água: perspectivismo ameríndio e extrativismo cognitivo e ontológico
A estreia da Brasil Vita Filmes no circuito comercial do Rio de Janeiro
A exibição na Bahia nos anos 1910: as salas fixas e os exibidores itinerantes
A experiência processual artística na realização do filme Temporada (2019)
A montagem e imagens de arquivo em Serras da Desordem e Quilombo Rio dos Macacos
A reterritorialização de pessoas refugiadas no Cinema Latino Americano
A política da nomeação de termos cinematográficos Kayapó como prática decolonial
A representação LGBTA nos Originais Netflix da década de 2010
A resistência da cor e da forma em A Prata e a Cruz de Harun Farocki.
Cinema de Mulheres e lutas sociais em Brasil e Angola
À sombra do Guapo’y: chagas vivas da ditadura paraguaia
Abaixo e à margem: a construção visual dos indígenas no filme Rio Escondido
Além da saudade: política e desejo em forma de filme
Aproximações entre Cinema e Cuidado a partir do Cinema de Grupo
Arte Viva – imersão e experiência na obra “Caipira picando fumo”
As estratégias de divulgação da comédia “Augusto Annibal quer casar” em 1923
As imagens e a poética ardente de Deisiane Barbosa
As margens da distopia: a ficção fraturada em Tremor Iê e Mato seco em chamas
Autorepresentación cinematográfica de mujeres mayas peninsulares
Bacurau: ressignificando a estética da fome
Banzo e Celebração na experiência audiovisual afro-diaspórica contemporânea.
Brasília em chamas: outras imagens da cidade modernista
Brincar de cinema: ludicidade e experimentação dos brinquedos ópticos
Censura à Geléia Geral (Torquato Neto / Gilberto Gil) em 1975
Cine Brasil-África: identidades e questões sócio-políticas
Cinema Afirmativo Brasileiro: uma reflexão sobre Marte 1 e Medida Provisória
Cinema da insubordinação: imagens de levantes no filme Cavalo(2020)
Cinema de mulheres durante a Unidad Popular (Chile, 1970-1973)
Cinema, sertão e memória: os diferentes sertões na cinematografia brasileira
Cinema de Pedreiro – BaixadaCine e o novo movimento cinematográfico
Cinema dos cineastas Mebêngôkre-Kayapó articulando uma nova cena de resistência
Cinema é travessia: escrevivências de mulheres negras no curta metragem
Compositoras no audiovisual: caminhos para a visibilidade no Brasil e no mundo
Cinzas de Makunaima: derivas em torno de um paradigma anarquívico
Com câmera, corpo e alma: lutas e realizações Ashaninka no filme Antônio & Piti
Corpos D’Água: etnografia de uma ação artística
Corpo linguarudo: diálogos entre Vento Seco e o lugar de pertencimento
Curta-metragem como “abre alas” de novos realizadores
Cosmologias e sensibilidades não humanas no cinema de realizadoras latinas
Cosmopoéticas caboclas como práticas de desvio pela imagem.
Cuatreros – Arquivos, memória e ausências no cinema latino-americano
Defensor da Fauna: as descendências afroameríndias no cinema de Gaguinho
De Cierta Manera um manifesto: uma proposta de análise fílmica.
Do governo Bolsonaro à posse de Lula: a telenovela como campo do sintoma
Deformações e desencontros: visionando outras histórias da colonização em Zama
Diários Escolares: Interfaces Audiovisuais
Documentário do eu: adentrando um espaço de inteligibilidade
Documentários durante Golpes: A Batalha do Chile e quatro filmes brasileiros
Dos patriarcas aos herdeiros: figurações da branquitude no cinema brasileiro
Educação para as relações étnico raciais: filmes e mídias na universidade
El candombe en el cine uruguayo de los 50: identidad, territorio, y estereotipos
Empregadas domésticas na comédia do cinema clássico latino-americano
Ensaio sobre o evanescer – o fantasma como efeito
Entre a resistência socioambiental e o sonho: reflexões em um cine-labirinto
Estratégias de Produção do Documentário AmarElo: É tudo pra ontem
Experiências de criação com o cinema e o audiovisual no bairro de Santa Cruz-RJ
Extermínio indígena como evidência do trauma no documentário brasileiro
Exu e o riso carnavalesco debochado e a identidade afro-brasileiras no cinema
Fabulação crítica e linguagem proverbial na obra Corpos em Filosofia
Fábulas da Árvore: moradas comunitárias de ancestralidade amefricana
Fantasmas do medo: construção narrativa em Noche de Fuego (Tatiana Huezo, 2021)
Festa do Catálogo: consumo tecnostálgico de DVDs e Blu-Rays na era do streaming
Festival Kilombinho: audiovisual negro em diálogo com infâncias e territórios
Ficção como cesta e a Flecha Selvagem
Ficções turísticas em Havana e no Rio: Construção de um olhar erótico
Fluxo neuromuscular
Formas de agir da imagem na produção de comunidade
Gravura antifascista nos anos 30: Brasil, Argentina e Uruguai
Horror social e privatização nas relações entre espaço urbano e cinema argentino
I am Joaquín (1969) e o cinema chicano radical de Luis Valdez
Imagens do futuro-passado: Vestígios do tempo em Cinzas Digitais
Imagens, formigas e os cantos que vêm da terra
Inscrição da pandemia: dois filmes produzidos na quarentena em 2020 no Brasil
Insurgências poéticas: cartografia do coletivo artístico Frente 3 de Fevereiro
Jodorowsky e o olhar surrealista sobre a cultura ancestral mexicana
La denuncia al racismo en El negro (1960) documental de Eduardo Manet
La mirada de Sara Gómez Aportaciones feministas al Nuevo Cine Latinoam. en Cuba
Luta por moradia no documentário “George Américo: líder ou bandido”?
Me chamem de mulher madura, as Influencers da meia idade no contexto Brasil
Memória e autoconhecimento em Samadhi Road (2020)
Memória e cinema: modos de resistir e recontar as narrativas femininas indígenas
Memórias africanas de um haitiano em “Lumumba, a morte de um profeta” (1991)
Abrir a Porta Não é Sair do Armário: A busca pelo “ser homem” em representações de infâncias no cinema
Militância desviada: imagens do início dos grupos LGBT+ no Brasil e na Argentina
Modelização de espaços de fronteiras na geopolítica colonial
Modernidade e (re)africanização em Vadiação (1954), de Alexandre Robatto
Mulher Protótipo e a Estética da Fome
Mulheres ressurgentes – cinema dirigido por mulheres negras
Mulheres, espaços e ocupação no cinema nacional
Na cadência bonita do samba
Nó(s), corpos, performatividades, vivências emaranhadas no cotidiano escolar
O Cine Jornal Brasileiro e O Autoritarismo (1937-1945)
O cinema e outros regimes de visualidades: uma experiência localizada
O documentário performance e o registro da memória não linear
O espectador de Moscou: uma nova perspectiva da obra de Eduardo Coutinho
O horizonte girou: contra-histórias-visualidades em Amérika:bahía de las flechas
O improviso na escrita e no ensino do roteiro audiovisual
O mercado contemporâneo da animação em Salvador
O projeto fascista no audiovisual brasileiro
O Remix no Cinema Negro de arquivo como desvio contra-hemônico
Olhares femininos negros e fabulação crítica no curta-metragem Descompostura
Olhares na Améfrica: Identidade e afetos no cinema de mulheres negras
Os estúdios brasileiros e a direção de arte cinematográfica no berçário
Os retirantes do Sertão: territorialidades nordestinas em deslocamento
PASAJERAS: território, paisagem e cotidiano de mujeres no cinema fronteirizo
Pedagogia das Margens (A)Mostra: um relato
Percepções e disputas narrativas em De como se devasta um Éden, de A. Alcântara
Pessoas que vivem com HIV no cinema latino-americano contemporâneo
Pós-morto: o corpo como assombro do passado no tempo presente em LaLlorona
Potencial estéticopolítico e cosmopoéticas gays em Madame Satã e Praia do Futuro
Práticas moradoras e novas epistemes no cinema brasileiro contemporâneo
Produção de singularidades com os territórios nos cinemas afro-ameríndios
Profissionais de som direto no cinema feito em Goiás
Proyecto NODOS: panorama del transmedia en Colombia
Puruíbôboì: quando o mundo foi sonhado
Recepción en Chile a la Muestra de Cine Brasileño, 1978. Imaginarios y censura.
Reflexões sobre coletivos de mulheres e dissidências de gênero do audiovisual
Representações das Dissidências de Gênero e Sexualidade em Negrum3 (2018)
Representações históricas da Namíbia na filmografia de Rigoberto Lopez (1987)
Representações indígenas e afro-brasileiras em A Bandeira do Elefante e da Arara
Ressignificações do feminino enquanto signo da cultura
Retina Negra: Observações sobre a formação do espectador negro
Rochas moventes, pluralidades e partilhas do cinema na escola
Sarah Maldoror, recepção no Brasil
Se lançar como míssel
Sete Anos em Maio: Filme sem música
Sob um marulho surdo: notas esparsas sobre as águas e a São Paulo fílmica
Soy Aimé (Aymará Rovera, 2022): cantos e lutas de uma mapuche
Tecnologia e Ancestralidade: como tecer redes de conexões entre mundos diversos?
Territórios e pertencimento em documentários brasileiros sobre futebol
Tese Sobre um Homicídio e a indeterminação na narrativa policial
Um estudo sobre a introdução do cinema em Feira de Santana, Bahia (1910-1950)
Uma análise comparada entre testemunhos e arquivos no cinema de Patricio Guzmán
Uma análise dos filmes não realizados de Olga Futemma
Uma assembleia de imagens multiespécies para novas imagens de América Latina
Uma proposição metodológica para análise de narrativas seriadas de ficção
Visualidades em trânsito: apropriação e reemprego em Ressurreição
Vou passar perfume antes da foto: álbum de família e a autoestima feminina negra

Para dúvidas ou mais informações: coloquiococaal@gmail.com


COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Dra. Ana Paula Nunes – UFRB
Dr. Glauber Lacerda – UESB
Dr. Guilherme Maia – UFBA
Dr. Marcelo Ribeiro – UFBA
Dra. Morgana Gama – UFBA
Dra. Priscila Miraz – UFRB
Dra. Regina Gomes – UFBA
Dra. Rosângela Fachel – UFPel

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições | Instituciones:
Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Bacharelado em Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA
Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal de Pelotas

Grupos de pesquisa | Grupos de Investigación:
Laboratório de Análise Fílmica
Grupo (an)arqueologias do sensível
[Re]image: Grupo de Pesquisa em Artes Visuais
Quadro a Quadro: projetando ideias, refletindo imagens
Audiovisual Latino-Americano no Século XXI – OfCine – IFRS

Redes de Pesquisa | Redes de Investigación:
Red Iberoamericana de Investigación en Narrativas Audiovisuales – Red INAV

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Perplexidades Contemporâneas

Quando a pandemia estourou em 2020, houve de imediato reflexões sobre o seu significado para os rumos da humanidade. O esforço planetário no combate contra um inimigo mortal à espécie humana levantou especulações sobre a dinâmica de nossas sociedades e, sobretudo, do projeto de modernidade já posto em xeque desde o final do século passado.

Perspectivas em relação a atividades de solidariedade global, a reflexão sobre um apregoado modelo de vida e de bem-estar individual e familiar, o questionamento empírico do modelo de crescimento econômico estritamente baseado no credo neoliberal e na lógica predatória, a escuta aos avisos alarmantes sobre o impacto global das mudanças climáticas convive(ra)m com o negacionismo, o superindividualismo, a ganância desmedida, o oportunismo sórdido e o delírio fascista.

Assim, se impôs a todos nós uma realidade insólita e assustadora que até então se vislumbrava apenas nas obras distópicas da literatura, do cinema, das artes visuais e de outras manifestações artísticas. De repente, um contraditório universo fictício criado pela arte, em sua mistura de esperança e pesadelo, revelou-se mais real e premente do que nunca.

No entanto, todos esses aspectos atingiram a América Latina em uma convulsiva conjuntura. Antes da pandemia, o nosso continente já estava passando por um conturbado processo. Na década de 2010, as forças neoconservadoras começam a se sobrepujar no cenário continental, com a vitória de Macri na Argentina e a derrubada de Zelaya em Honduras, Lugo no Paraguai, e os impeachments Dilma no Brasil e Morales na Bolívia. Por sua vez, o (narco)paramilitarismo como força política, até então hegemônico na Colômbia, é um fenômeno que se espraia em toda a América Latina. Assim, o autoritarismo entranhado em nossas sociedades manifesta a sua face mais perversa ao esgarçar a crise do progressismo até então em curso. A politização do Judiciário toma força, pois possui um papel chave nesta crise, seja de modo explicitamente partidário como no Brasil ou supostamente apartidário como no Peru, ao estimular o ódio popular à figura do “político corrupto”, apresentando-o como um inimigo a ser abatido e não um cidadão a ser julgado. Insurgências populares tomam de assalto as ruas do Chile, Equador, Bolívia e Haiti.

Tais levantes canalizam a insatisfação com um modelo social e jurídico-político que, em alguns casos, há décadas beneficia uma ínfima parcela da sociedade dentro da democracia formal. Assim, a crise do progressismo aflora antigas estruturas que evidenciam o jogo político posto em prática durante o período da redemocratização de boa parte de nossos países, há cerca de três décadas e meia atrás. Por sua vez, a crise da representação política no mundo é uma brecha para as ameaças a nossas democracias fragilizadas, uma vez que essa insatisfação popular pode se converter em um perigoso caldo para a ideologia fascista, alimentada por grupúsculos religiosos mancomunados com especuladores financeiros e setores empresariais. Foi diante deste cenário convulsivo que irrompeu a pandemia na América Latina!

Desde a chegada dos europeus no continente americano, o assombro, em sua mistura de repugnância e maravilhamento, é uma experiência associada às nossas terras. O deslumbramento com a natureza exuberante e a relação telúrica dos nativos, somado à ojeriza de algumas de suas práticas consideradas bárbaras, é recorrente nos textos dos “cronistas das Índias”. A ausência de palavras precisas para descrever o Novo Mundo foi um dos principais sintomas do choque de civilizações, oriundo do contato entre os povos ameríndios e europeus. Um vazio de palavras e um silêncio divino, ou seja, uma afasia generalizada para ambos os lados diante deste traumático encontro.

Portanto, a estupefação sempre foi uma atitude associada à singularidade (latino-)americana, em seu dúbio entre-lugar seccionado entre o Ocidente, as culturas indígenas, africanas e asiáticas no advento da modernidade. A pandemia, ao trazer distopias imaginárias para o plano da realidade, evidenciou uma experiência essencialmente (latino-)americana a nível planetário, mas sem o risco de cair no exotismo. A palavra “perplexidade” provém do Latim que significa intensamente dobrado. Estar perplexo remete a um corpo extremamente dobrado, vergado sobre si, como sinal de inação, passividade, aturdimento, desorientação. A dobra é uma das características do Barroco, em seu esforço constante de arredondar as formas e evitar as linhas retas, constitutivo de um jogo contínuo do emaranhado entre o exterior e o interior. Um universo dilacerado entre os tormentos da alma e as delícias do corpo, entre a exuberância do poder e a sua derrisão pelo escárnio popular, faz do homem barroco um ser, por definição, perplexo. É esta perplexidade barroca que, segundo vários autores, talvez seja a maior contribuição ao pensamento que a América Latina legou à humanidade. Teria a pandemia, embora iniciada na China, transformado a todos nós em latino-americanos?

Objetivos

Diante deste estupefato cenário, a arte e o audiovisual da América Latina supostamente estejam melhor preparados para dar conta desse vazio de perspectivas e dilaceramento emocional. Ou talvez seja mais um otimismo vazio, uma vez que estamos diante de algo que a expressa maioria da população mundial jamais vivenciou antes. De qualquer forma, o nosso desafio é refletir se o audiovisual e a arte latino-americana contemporânea estão dando conta das convulsões sociais e políticas atualmente em curso na América Latina. As nossas obras audiovisuais refletem este cenário e propõem reflexões aos desafios atuais?

As recentes pesquisas em âmbito acadêmico, em sua multiplicidade de temas e procedimentos teórico-metodológicos, propõem um estudo amplo e complexo do fenômeno audiovisual e artístico na América Latina. Assim, o curso de extensão proposto pelo COCAAL 2021 – Colóquio de Cinema e Arte da América Latina, em seu formato interinstitucional em âmbito internacional e de modo remoto, propõe refletir a perplexidade contemporânea como uma ação não contemplativa, mas como uma força propositiva, pois cremos na junção das potências do pensamento e da criação artística.

As universidades que conceberam e participam do curso de extensão são: Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal da Integração Latino-americana, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Espirito Santo, Universidade do Estado da Bahia, Universidade de São Paulo, Universidade de Buenos Aires, Universidade Autônoma Metropolitana de México, Universidade Nacional Autônoma de México, Escola Superior Politécnica do Litoral.

Responsáveis pedagógicos gerais: Yanet Aguilera Viruez Franklin de Matos e Marina Soler Jorge
Responsáveis pedagógicos específicos: todos os palestrantes listados.

O curso foi estruturado em 20 encontros com início no dia 26 de junho de 2021 e encerramento no dia 07 de abril de 2022. Os encontros foram gratuitos e ocorreram de 17h30 às 19h30, horário de Brasília, todas as quintas-feiras.

Conteúdo programático

Data: 26/06/2021

Abertura (Aula 1): Guilherme Maia de Jesus (UFBA), Yanet Aguilera (UNIFESP) e Paola Ribeiro (artista convidada)
Tema: Perplexidades Contemporâneas: O que podem a arte e o audiovisual da América Latina em tempos de pandemia? (Veja no YouTube) Mediador: Mauricio de Brangança (UFF) Debatedor: Fabián Rodrigo Magioli Núñez (UFF) Equipe técnica: Victória Holzapfel (UNIFESP) e Wellington de Souza Silva (UNIFESP)

Data: 01/07/2021

Aula 2: Ministrada por Ismail Xavier (USP) e Ana Laura Lusnich (UBA)
Tema: O audiovisual em tempo de pandemia (Veja no YouTube) Mediador: Álvaro Vazquez Mantecón (UAM)
Debatedora: Regina Lucia Gomes Souza e Silva (UFBA) Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Lívia Souza Alves (UNIFESP)

Data: 15/07/2021

Aula 3: Ministradas por Esther Hamburger (USP), Karla Holanda (UFF), Catarina Almeida (UFF), Hanna Esperança (UFSCAR), Lívia Perez (USP) e Sophia Pinheiro (UFF) (jovens pesquisadoras convidadas)
Tema: Mulheres no Cinema – Estado da Arte (Veja no YouTube)
Nos últimos anos, pesquisas relacionadas a mulheres no cinema vêm aumentando de forma inequívoca. O que faz com que, de tempos em tempos, surjam ondas que reacendem o debate em torno da mulher na sociedade? O que pode ser feito para que este momento não seja somente mais uma onda? Para isso, esta aula se propõe a discutir o assunto, tendo como ponto de partida quatro recentes pesquisas sobre mulheres no cinema. | Mediadora: Marina Soler Jorge (UNIFESP) | Debatedora: Esthel Vogrig Nardini (UAM) | Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Lívia Souza Alves (UNIFESP).

Data: 05/08/2021

Aula 4: Ministrada por Fábio Rodrigues (Brasil) e Noé Martinez (México)
Título: Latinidades afro-ameríndias (Veja no YouTube)
Os artistas Noé Martínez (México) e Fábio Rodrigues (Brasil) propõe o esgarçamento das narrativas históricas de seus países a partir de experiências audiovisuais, formas experimentais que não se esgotam em si mesmas, mas que compõe pensamentos em curso, trabalhos em processo em que os gestos, a fala, as montagens, o arquivo, a memória circulam e incidem sobre as possibilidades de novas narrativas. Em Las cosas vividas antes de nacer, Noé Martínez entrecruza sua história e de sua família com narrativas do passado indígena, misturando o cotidiano de sua comunidade husteca com diversos eventos do México colonial do século XVI através das notícias dadas pelo rádio. Fábio Rodrigues apresentará seu atual trabalho, ainda em curso, um filme montagem sobre a relação do ator Grande Otelo com o personagem literário Macunaíma, de modo a repensar o segundo pelas provocações do primeiro. Mediador: Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Debatedora: Priscila Miraz de Freitas Grecco (UFRB)
Equipe Técnica: Lívia Souza Alves (UNIFESP) e Maria Victoria Mathias Holzapfel (UNIFESP)

Data: 19/08/2021

Aula 5: Ministrada por Everlane Moraes, Juh Almeida, Heraldo de Deus e Vilma Martins
Tema: Latinidades afro-ameríndias (Veja no YouTube)
Uma conversa com Everlane Moraes, Juh Almeida, Heraldo de Deus e Vilma Martins, jovens realizadorxs da Bahia com graduação em faculdades públicas de cinema e de artes visuais implementadas no âmbito das políticas afirmativas dos governos petistas de Luís Ignácio Lula da Sílva e Dilma Roussef. Mixando realização audiovisual com ativismo, religiosidade, memória estética, política, corpo e experiência acadêmica, as obras de Juh, Everlane, Vilma e Heraldo se confundem com suas próprias vidas e expressam em formas ficcionais, documentais, experimentais e poéticas, vivências e narrativas negras e LGBTQIA+ Mediadora: Morgana Gama de Lima (UFRB | UFBA)
Debatedor: Guilherme Maia de Jesus (UFBA)
Equipe técnica: Maria Victoria Mathias Holzapfel (UNIFESP) e Wellington de Souza Silva (UNIFESP)

Data: 02/09/2021

Aula 6: Ministrada por Denise Tavares (UFF), Fábio Camarneiro (UFES) e Nina Fabico (UFF)
Tema: Cinemas e Levantes! (Veja no YouTube)
Em um continente marcado pelo soterramento dos levantes daquelas e daqueles que não aceitaram ou se intimidaram com as violências de estado e/ou das elites “poderosas”, o cinema e as artes têm construído um fértil diálogo constituindo, deste modo, uma cartografia vigorosa das insurgências. Debater essa travessia, considerando alguns filmes-marcos que constelam estratégias de representação, imaginários e memória é a proposta desse Encontro que também pretende, em especial, problematizar a persistência de invisibilidades e seu oposto, o que, a nosso ver, parece sugerir, ainda, uma significativa dificuldade de equilibrarmos/reconhecermos protagonismos.

Mediador: Miguel Alfonso Bouhaben (ESPOL)
Debatedor: Fernando Rodrigues Frias (USP)
Equipe técnica: Vivian Belloto (UNIFESP) e Luís Fernando Beloto (UNIFESP)

Data: 16/09/202

Aula 7: Ministrada por Ivan Pinto (Universidade do Chile), Miguel Alfonso Bouhaben (ESPOL-EQUADOR) y Sergio Zapata (UMSA-BOLÍVIA)
Tema: Práctica de resistencia audiovisual en octubre de 2019. Chile, Bolivia y Ecuador (Veja no YouTube)
Exponer, valorar y dialogar sobre el papel del cine documental militante y el videoactivismo durante las revueltas acaecidas en octubre de 2019 en el Estallido Social de Chile, la Primavera Boliviana y el Paro Nacional del Ecuador. Mediadora: Denise Tavares (UFF)
Debatedor: Luís Fernando Beloto (UNIFESP)
Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Wellington de Souza Silva (UNIFESP)

Data: 07/10/2021

Aula 8: Ministrada por Esther Hamburger (USP), Karla Holanda (UFF), Katia Maciel (USP) e Roberta Barros (UFF) (Artistas-pesquisadoras convidadas)
Tema: Mulheres no cinema e nas artes (Veja no YouTube)
O cinema e as artes têm uma histórica aproximação, desde os primórdios do cinema, passando por momentos-chave na primeira metade do século XX, ao momento da vídeoarte no Brasil (anos 1970). A presença das mulheres nessa intercessão, costumeiramente menos rentável, sempre foi significativa, embora recheada de tradicionais percalços. Para ampliar a discussão, convidamos as artistas/pesquisadoras Roberta Barros, que trará maior visão ao campo das artes, desde as obras de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral à Anna Maria Maiolino, e Katia Maciel, que discutirá, sobretudo, suas obras de videoinstalação. Mediadora: Vivian Berto de Castro (UNIFESP)
Debatedora: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP)
Equipe técnica: Maria Victoria Mathias Holzapfel (UNIFESP) e Vivian Belloto (UNIFESP)

Data: 21/10/2021

Aula 9: Ministrada por Silvana Flores (UBA), Izabel de Fátima Cruz Melo (UNEB), Francisco Javier Ramírez Miranda (UNAM) y Pablo Piedras (UBA)
Tema: Pasado y presente de las cinematografías regionales: Argentina, Brasil y México (Veja no YouTube)
La historiografía cinematográfica se ha caracterizado por su carácter centralista, abocándose en gran medida a la producción surgida de las grandes ciudades capitales de nuestros países. El propósito de esta reunión es trazar un panorama de los cines gestados por fuera de los grandes centros urbanos, conociendo las realidades y las tradiciones cinematográficas en clave regional.

Mediadora: Ana Laura Lusnich (UBA)
Debatedor: Fabián Rodrigo Magioli Núñez (UFF)
Equipe técnica: Vivian Belloto (UNIFESP), Vivian Berto de Castro (UNIFESP)

Data: 04/11/2021

Aula 10: Ministrada por Francieli Rebelatto (UNILA), Maurício de Bragança (UFF) e Antonio Tunico Amancio (UFF)
Tema: Cinema de Fronteiras I (Veja no YouTube)
As fronteiras entre os países são espaços marcados por um grande fluxo de pessoas e mercadorias, além de uma intensa troca cultural. Os movimentos diaspóricos reconfiguram constantemente estes espaços, através de dinâmicas marcadas pelo trânsito e contenção. O cinema sempre reservou uma atenção especial para as narrativas em torno das fronteiras, indicando que estes marcos limítrofes, além de sua inscrição geopolítica possuem também uma dimensão simbólica capaz de construir imaginários coletivos em torno desses territórios. Esta aula pretende problematizar o conceito de fronteira a partir de diversas abordagens deste espaço pelo cinema. Mediadora: Priscila Miraz de Freitas Grecco (UFRB)
Debatedora: Marina Soler Jorge (UNIFESP)
Equipe técnica: Vivian Berto de Castro (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 18/11/2021

Aula 11: Ministrada por Fabián Rodrigo Magioli Núñez (UFF) e Maria Aimaretti (UBA)
Tema: Arquivos Audiovisuais Latino-Americanos: memória e difusão na crise contemporânea da história (Veja no YouTube)
A crise da modernidade instalou uma crise do pensamento histórico e, por conseguinte, dos arquivos. O conceito de patrimônio advém com a modernidade, fruto das revoluções liberais, e não, por acaso, tal ideia é posta em prática por arquivos gerais e bibliotecas nacionais, que possuem um papel chave na construção das identidades nacionais ao longo do século XIX. O conceito de patrimônio remete a uma “retórica da perda”, a um discurso próprio de sociedades que possuem uma autoconsciência histórica, sociedades que se pensam dentro da História, conscientes do caráter efêmero de tudo o que a constituem, devido ao acelerado grau de desenvolvimento tecnológico e da dinâmica do capital. Ao longo do século XX, a ideia de Estado-nação e de identidades nacionais foram postas em xeque em conjunto com uma concepção de história linear constitutiva da modernidade, que postulava uma ideia de progresso em direção ao futuro, a partir de parâmetros civilizatórios herdados do passado. A contemporaneidade implodiu o pensamento histórico, acarretando uma perplexidade generalizada, devido à ausência de futuro, provocando uma veia saudosista, aos nos transformar em “seduzidos pela memória”. Hoje em dia, o conceito de patrimônio se multiplicou, pois tudo pode adquirir este status, e talvez nunca se falou tanto em memória como atualmente, ao convertê-la em um campo de disputa. Os arquivos audiovisuais, em geral, se constituíram ao longo do século XX como algo distinto, devido ao discurso cinefílico e à singularidade dos documentos audiovisuais, o que acarretou uma nova concepção patrimonialista e arquivística para dar conta destas obras. Diante à crise contemporânea de história, qual é a resposta dos arquivos audiovisuais? Os arquivos audiovisuais latino-americanos estão preparados para os desafios da contemporaneidade, com os dilemas digitais e as disputas no campo da memória?

Mediadora: Silvana Noelia Flores (UBA)
Debatedora: Vivian Berto de Castro (UNIFESP)
Equipe Técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 02/12/2021

Aula 12: Ministrada por Danna Alexandra Levin Rojo (UAM), Mauricio de Bragança (UFF), Fernando Gachuz Fuente (UAM) e Violeta Rodriguez Garcia (UAM)
Tema: Cine de Fronteras II (Veja no YouTube)
Las fronteras entre países son espacios marcados por un gran flujo de personas y mercancías, además de un intenso intercambio cultural. Los movimientos diaspóricos reconfiguran constantemente estos espacios, a través de dinámicas marcadas por el desplazamiento y la contención. El cine siempre ha reservado especial atención a las narrativas alrededor de las fronteras, indicando que estos límites fronterizos, además de su inscripción geopolítica, también tienen una dimensión simbólica capaz de construir un imaginario colectivo en torno a estos territorios. Esta clase pretende problematizar el concepto de frontera desde diferentes enfoques de este espacio a través del cine. Mediadora: Nina Fabico (UFF)
Debatedores: Francieli Rebelato (UNILA) e Noé Martínez (México)
Equipe técnica: Eduardo Meciano Rezende (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 16/12/2021

Aula 13: Ministrada por Ana Paula Nunes de Abreu (UFRB) e Rosa Miranda (UFF)
Tema: Cinema e Educação (Veja no YouTube)
A aula tem como objetivo refletir sobre a inter-relação cinema, audiovisual e educação no Brasil, sobre o que pensam a América Latina e sobre a Descolonização do Olhar. Mediador: Alexandre Guerreiro (UFRJ)
Debatedora: Eliany Salvatierra Machado (UFF)
Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 20/01/2022

Aula 14: Ministrada por Álvaro Vazquez Mantecón (UAM) Afrânio Mendes Catani (USP) y Ignacio del Valle (UNILA), Mariana Villaça (UNIFESP) e Adrien Charlois
Tema: Cine e Historia (Veja no YouTube) En esta clase se revisará la manera en que los medios como el cine y la televisión se han ocupado de las representaciones del pasado en América Latina. Se destacará su papel decisivo en la formación de identidades nacionales y memoria cultural. Como diría Marc Ferro, las películas y series televisivas sobre el pasado constituyen una suerte de museo del imaginario contemporáneo. En ellas se muestra, pero también se omite. El análisis de las narrativas pondrá atención en la manera que estos productos generan una perspectiva sobre la historia determinada por el momento en que se realizan. Otra de las premisas es observar la intermedialidad y la remedialidad que conforman los discursos mediáticos sobre el pasado como producto de circulación de ideas, imágenes y conceptos a través de diversos soportes como el cine, la pintura y la fotografía. También se estudiará cómo se producen esos procesos entre diferentes países de América Latina. Mediadora: Carolina Amaral Debatedor: Israel Rodríguez Equipe Técnica: Luís Fernando Beloto (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 27/01/2022

Aula 15: Ministrada por Luna Maran (Jeqo) y Diana Garay Viñas y otras miembras de Apertura.

Tema: Prácticas cinematográficas con enfoque feminista en México: dos perspectivas (Veja no YouTube)
Un diálogo entre dos proyectos mexicanos de prácticas cinematográficas con enfoque feminista : “Apertura”, un colectivo de mujeres cinefotógrafas en el cine y “JEQO”, un espacio de aprendizaje autogestivo de cine comunitario feminista del Abya Yala. ¿Cómo están cambiando las maneras de producir y distribuir cine desde proyectos con un enfoque femenino/feminista? ¿Cuál es la necesidad de este tipo de iniciativas? ¿De qué maneras contribuyen a la industria cinematográfica actual? ¿Cómo se desplaza el rol clásico del autor en propuestas colectivas de acción y producción? ¿Se ha sacudido el panorama cinematográfico en México a raíz de la intensificación de las epistemologías feministas y de sus movimientos?

Mediadora: Esthel Vogrig Nardini (UAM)
Debatedora: Lizbeth Espinosa Pacheco (UDLAP)
Equipe Técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Vivian Berto de Castro (UNIFESP)

Data: 03/02/2022

Aula 16: Ministrada por Andrea C. Scansani (UFSC) Marina Soler (UNIFEP) e Yanet Aguilera (UNIFESP).

Tema: Uma ilha rodeada de terras: o ostracismo paraguaio na história do cinema latino-americano (Veja no YouTube)

Como seria a história do cinema latino-americano se pudéssemos escrevê-la a partir das obras que nunca puderam ser feitas? Daqueles roteiros, ou mesmo argumentos que, por terem nascido à sombra das violentas ditaduras, não floresceram, foram esterilizados à força, castrados? E se dentro desta nova e utópica historiografia pudéssemos resgatar aqueles poucos filmes que, quando nascidos, foram logo sufocados e esquartejados em inúmeras latas para nunca mais serem abertas? Jean-Claude Bernardet, ao comentar Você também pode dar um presunto legal (1970-2006) de Sergio Muniz, diz: “Você demonstra uma coragem e uma liberdade na feitura do filme que me fazem pensar que se teus filmes tivessem circulado mais e se você tivesse feito mais filmes, a história do documentário brasileiro poderia ser diferente”. Se a afirmação é trágica para pensarmos o que não foi possível ser visto na vasta filmografia brasileira, imaginemos essa mesma verdade em países em que uma única obra, ao entrar no esquecimento compulsório, pode significar o apagamento de uma ou mais gerações. Assim sendo, a aula aqui proposta tem como objetivo voltar-se para a pequena “ilha rodeada de terras” (nas palavras de seu poeta Roa Bastos) num esforço de preencher algumas lacunas da história do cinema paraguaio, particularmente a produção do Grupo Cine Arte Experimental idealizado por Carlos Saguier e de seu filme, restaurado em meados dos anos 2010, El pueblo (1969). Mediadora: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) Debatedora: Vivian Belloto (UNIFESP) Equipe técnica: Luís Fernando Beloto (UNIFESP) Eduardo Meciano (UNIFESP)

Data: 17/02/2022

Aula 17: Ministrada por Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP), Luís Fernando Beloto (UNIFESP) e Vivian Berto de Castro (UNIFESP)
Tema: Cinema e Videoarte, fronteiras borradas (Veja no YouTube)
A década de 1970 no Brasil foi marcada por uma intensa atividade tanto do cinema experimental como da videoarte. Esta efervescência não se revela apenas na realização de importantíssimas obras da cinematografia nacional, mas também é acompanhada por uma demanda de exibição dos festivais e mostras que brotavam em vários estados brasileiros. Este período também marca a chegada dos equipamentos de gravação portáteis, o Portapack, que ganham espaço e passam a ser utilizados além do filme Super 8mm pelas e pelos artistas e cineastas. Neste sentido se busca pensar as possíveis relações, intercâmbios entre as de obras de videoarte e o cinema experimental, visto que muitos artistas visuais tornaram-se presença marcante nos festivais de cinema de Super 8mm e experimental durante a década de 1970. Pretende-se, assim, dobrar, forçar, estender e problematizar as fronteiras de cada meio (cinema, Super8, vídeo…), tendo em conta como essas obras se misturavam nos festivais e mostras, como os cineastas e artistas dialogavam e como era a recepção do público nesses espaços em que as obras eram exibidas.
Mediadora: Ilma Carla Zarotti Guideroli (UNIFESP)
Debatedora: Marina Marcomini (UNIFESP)
Equipe Técnica: Vivian Belloto (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 03/03/2022

Aula 18: Ministrada por Maria Thereza Alves (artista convidada)
Tema: Conversa com a artista Maria Thereza Alves (Veja no YouTube) Mediadora: Fernanda Schenferd (UNICAMP)
Debatedora: Vivian Berto de Castro (UNIFESP)
Equipe técnica: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)

Data: 17/03/2022

Aula 19: Ministrada por Patrícia Rodrigues da Silva (USP) e Yanet Aguilera (UNIFESP)
Tema: O Cinema e a arte indígena na América Latina (Veja no YouTube)
Debate sobre a questão indígena e sobre os processos curatoriais anticoloniais em tempo de pandemia. Mediador: Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP)
Debatedora: Eduardo Meciano Rezende (UNIFESP)
Equipe técnica: Vivi Belotto (UNIFESP) e Vivian Berto (UNIFESP)

Data: 07/04/2022

Aula 20: Fechamento do Curso: Paulo Arantes (USP) e Esther Hamburger (USP)
Tema: Debate sobre Bacurau (2019), de Kleber Mendonça (Veja no YouTube) Mediador: Fernando Rodrigues Frias (USP)
Debatedora: Yanet Aguilera (UNIFESP)
Equipe Técnica: Vivian Berto de Castro (UNIFESP) e Khadyg Leite Fares Cavalheiro (UNIFESP)

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2014

Memória e Resistência

As Pós-Graduações de História da Arte, Ciências Sociais e História da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, o Memorial da América Latina e o grupo de estudos Cinema da América Latina e Vanguardas Artísticas foram responsáveis pela organização do II COCAAL com apresentação do tema Memória e Resistência. O Colóquio foi realizado de 13 a 17 de agosto de 2014 no Memorial da América Latina (São Paulo).

Com 9 (nove) eixos temáticos o evento tinha a finalidade de fazer da interdisciplinaridade um fundamento do colóquio, rompendo fronteiras para pensar o fio condutor que norteia os estudos nessas diversas áreas. Como atesta a apresentação do evento:

Para além do panorama histórico, a ideia é se pautar pela orientação da lei do “bom vizinho” do método warburgiano. Ou seja, a solução da questão levantada pelo estudioso estaria na pesquisa ao lado. Nossos vizinhos, apesar de próximos em vários sentidos, quase não são visíveis; não temos o hábito de estabelecer uma interlocução com eles. De modo que a possível memória que possa resultar do encontro não tenha um viés acumulativo, museológico, mas o de um atlas polifônico. Nessa disposição geográfica, temporal e audiovisual, a heterogeneidade de imagens e de vozes seria uma tentativa de evitar o traçado da temporalidade contínua.

Os estudos cronológicos relegaram, em geral, as pesquisas do cinema e das artes na América Latina a um pequeno domínio que, apesar de sua especificidade, apenas confirma o traçado conceitual dos estudos que resultaram de uma produção mundial mais numerosa e mais visível. Trata-se de pensar uma história como memória, no sentido de uma costura dos fios dispersos para esboçar uma colagem. Nessa montagem, as dissociações das lembranças se pautam pela ideia de resistência, com o objetivo de assumir o mudo clamor das expectativas mutiladas do passado – não para explicar o que passou, mas para resgatar a sua atualidade.

Os eixos que formaram a programação do II COCAAL foram:

1. Cinema e Antropologia

2. Cinema e Artes Visuais

3. Cinema, Estética e Política

4. Cinema e História

5. Cinema e Literatura

6. Cinema e Psicanálise

7. Cinema e Relações Institucionais

8. Cinema e Som

9. Cinema e Teatro

Cartaz do COCAAL 2014.

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2013

Imagem e exílio no cinema da América Latina

Entre os dias 31 de julho e 02 de agosto de 2013, houve a primeira edição do COCAAL sob o nome de Colóquio Imagem e Exílio no cinema da América Latina. Sob organização do Departamento de História da Arte da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH), da UNIFESP, o evento trazia a proposta e o desafio de abordar o tema do exílio em seus diferentes significados: a relação entre cinema e populações indígena; as configurações da dor: violência memória e esquecimento; a relação entre exílio e história; o exílio, a herança barroca; e cinema e exílio.

O exílio é um tema e uma vivência  comuns à maioria dos países da América Latina. Iniciativas de recuperação da memória destas passagens históricas são sempre necessárias. Colocar essa temática por meio de uma mostra e um colóquio não alcança apenas à urgência de recuperação do contexto histórico e social, mas à própria história do cinema da América Latina. O conceito de colóquio contempla duas características fundamentais para uma reflexão estética e política sobre o cinema na América Latina que considere a questão do exílio. Primeiro, a ideia de uma conversa, pois retira a pretensão de uma preleção feita a partir de uma fala competente, especializada, que sempre se institui designando os outros como incompetentes ou inexperientes, o que nos leva diretamente para o discurso político colonial ou neocolonial, que se consolidou historicamente e que exilou vários saberes e experiências dos espaços cognitivos. Evidentemente, não se trata de negar os saberes e experiências adquiridos, mas de questionar o pressuposto da “fala competente” como fundamento de uma prática intelectual. Segundo, o colóquio tem como horizonte uma prática cinematográfica muito significativa: aquela da “roda de conversa”, que nos remete à experiência de encantamento dos espectadores quando saiam do cinema e que se traduzia na necessidade de falar sobre o que tinham acabado de ver.

A questão política é fundamental; trata-se de um percurso que vai da abordagem política à política na abordagem. E o tema exílio permite pensar a política em seu sentido mais amplo possível, pois permite refletir um cinema na América Latina sem assumir nenhuma noção que remeta aos movimentos nacionalistas ou a uma tradição como ponto de partida – por exemplo, aquela que supõe ser possível uma identidade latino-americana, a partir da qual se deve falar. O exílio é uma espécie de constelação de significados, cujo traçado é sempre móvel, de acordo com as linhas imaginárias que já estão esboçadas e com outras que ainda se delinearão – trata do exílio motivado por razões políticas ou econômicas e até do sentimento de se sentir estrangeiro ou estranho diante de uma realidade adversa. As diversas mesas que conformam este colóquio têm como fundo reflexivo uma discussão dos aspectos sociais e históricos, políticos e filosóficos da memória e do esquecimento em sociedades que passaram por experiências autoritárias em sua história recente.

Cartaz da primeira edição do COCAAL realizada em 2013