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Submissão Anais 2025

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Comunicamos a prorrogação do prazo de submissão de artigos para os Anais do XI COCAAL até o dia 5 de março de 2026.

Todos os participantes e as participantes que apresentaram comunicações no evento, seja na modalidade Sessões Temáticas, Comunicações Livres ou Mesa Pré-Constituída, estão convidados a enviarem artigos baseados nas apresentações para publicação no formato de Anais, na modalidade digital, disseminando conhecimentos relacionados à temática do evento.

Somente serão publicados nos Anais os artigos que foram apresentados no XI COCAAL. Os artigos devem ser enviados até o dia 05 março de 2026 para o e-mail: coloquiococaal@gmail.com.

Todos os envios terão confirmação de recebimento e alertamos que qualquer outro endereço de e-mail utilizado não será considerado. Após o prazo final, não aceitaremos mais pedidos de inclusão de trabalho.


Comunicamos la prórroga del plazo de presentación de artículos para las Actas del XI COCAAL hasta el 5 de marzo de 2026.

Todos los participantes que hayan presentado comunicaciones en el evento, ya sea en la modalidad de Sesiones Temáticas, Comunicaciones Libres o Mesa Preconstituida, están invitados a enviar artículos basados en las presentaciones para su publicación en formato digital en las Actas, difundiendo conocimientos relacionados con la temática del evento.

Solo se publicarán en las Actas los artículos que se hayan presentado en el XI COCAAL. Los artículos deben enviarse antes del 5 de marzo de 2026 al correo electrónico: coloquiococaal@gmail.com.

Se confirmará la recepción de todos los envíos y advertimos que no se tendrá en cuenta ninguna otra dirección de correo electrónico utilizada. Después de la fecha límite, no se aceptarán más solicitudes de inclusión de trabajos.

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Cocaal 2026

Tema do Cocaal 2026

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A comissão organizadora do XII Colóquio de Cinema e Arte da América Latina (COCAAL), convida pesquisadoras e pesquisadores a participarem do evento que acontecerá entre os dias 9 e 12 de junho de 2026, na Universidade Federal de Sergipe.

O XII Colóquio de Cinema e Artes da América Latina propôs o tema Crise da Imaginação: outros mundos, outras imagens, outros futuros, com o qual buscamos provocar a reflexão sobre o lugar da imaginação enquanto uma ferramenta de luta na sociedade contemporânea, diante da precarização das formas de vida e trabalho do capitalismo tardio, o crescimento da extrema direita no cenário geopolítico mundial (junto com pautas conservadoras e a perseguição a grupos minoritários) e o favorecimento das políticas de austeridades fiscais neoliberais contra agendas humanistas da social democracia.

Diante desse cenário e dos impacto constantes que tem provocado no campo de produção cultural e intelectual, muito dos esforços criativos e de produção de conhecimento se voltam para resistir, desmentir fake news e apenas sobreviver a ataques morais. Mas é possível ainda em nossa produção de conhecimento imagear outros mundos, outras imagens, outros futuros? 

Considerando que a máxima de Mark Fisher cunhado nos anos 1990 de que “É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo” segue atual, o tema desta edição do COCAAL traz as possibilidades imaginativas da arte, do cinema e da cultura para a discussão da nossa presente realidade.

Nos aliamos assim as possibilidades das ficções especulativas, do afrofuturismo, das cosmogonias indígenas, da ficção visionária, entre tantos outros termos que convocam a potência da “Imaginação como uma arma dentro da sociedade de controle”, como nos lembra Kara Keeling. Junto com Walidah Imarisha, desejamos realinhar as possibilidades da imaginação com as estratégias concretas de transformação social, afinal: “(…) toda articulação política é ficção científica. Quando falamos sobre um mundo sem prisões; um mundo sem violência policial; um mundo onde todo mundo tem comida, roupas, abrigo, educação de qualidade; um mundo livre da supremacia branca, patriarcado, capitalismo, heterossexismo; estamos falando sobre um mundo que não existe atualmente. E sonhá-lo coletivamente significa que podemos começar a trabalhar para fazê-lo existir”.

Junto com a imagem dos paraquedas coloridos de Ailton Krenak – que ajudam a amortecer nossa queda diante da iminência de um fim de mundo que desejamos adiar -, com essa temática pretendemos abordar reflexões sobre como o cinema e a arte se articulam nas possibilidades concretas e fabulativas de imaginar outras possibilidades de existência.

Comissão Organizadora 2026


Tema del Cocaal 2026

La comisión organizadora del XII Coloquio de Cine y Arte de América Latina (COCAAL) invita a investigadores e investigadoras a participar en el evento que se celebrará del 9 al 12 de junio de 2026 en la Universidad Federal de Sergipe.

El XII Coloquio de Cine y Artes de América Latina propone el tema Crisis de la imaginación: otros mundos, otras imágenes, otros futuros, con el que buscamos provocar la reflexión sobre el lugar de la imaginación como herramienta de lucha en la sociedad contemporánea, ante la precarización de las formas de vida y trabajo del capitalismo tardío, el crecimiento de la extrema derecha en el escenario geopolítico mundial (junto con las agendas conservadoras y la persecución de los grupos minoritarios) y el favorecimiento de las políticas de austeridad fiscal neoliberales frente a las agendas humanistas de la socialdemocracia.

Ante este escenario y el impacto constante que ha provocado en el campo de la producción cultural e intelectual, gran parte de los esfuerzos creativos y de producción de conocimiento se centran en resistir, desmentir las noticias falsas y simplemente sobrevivir a los ataques morales. Pero, ¿es posible aún en nuestra producción de conocimiento imaginar otros mundos, otras imágenes, otros futuros?

Considerando que la máxima acuñada por Mark Fisher en los años noventa de que «es más fácil imaginar el fin del mundo que el fin del capitalismo» sigue siendo actual, el tema de esta edición de COCAAL plantea las posibilidades imaginativas del arte, el cine y la cultura para debatir nuestra realidad actual.

Así, nos aliamos a las posibilidades de la ficción especulativa, el afrofuturismo, las cosmogonías indígenas, la ficción visionaria, entre tantos otros términos que invocan el poder de «la imaginación como arma dentro de la sociedad de control», como nos recuerda Kara Keeling. Junto con Walidah Imarisha, deseamos realinear las posibilidades de la imaginación con las estrategias concretas de transformación social, después de todo: «(…) toda articulación política es ciencia ficción. Cuando hablamos de un mundo sin prisiones; un mundo sin violencia policial; un mundo donde todo el mundo tiene comida, ropa, refugio, educación de calidad; un mundo libre de la supremacía blanca, el patriarcado, el capitalismo, el heterosexismo; estamos hablando de un mundo que actualmente no existe. Y soñarlo colectivamente significa que podemos empezar a trabajar para hacerlo realidad».

Junto con la imagen de los coloridos paracaídas de Ailton Krenak, que ayudan a amortiguar nuestra caída ante la inminencia de un fin del mundo que deseamos posponer, con esta temática pretendemos abordar reflexiones sobre cómo el cine y el arte se articulan en las posibilidades concretas y fabulosas de imaginar otras posibilidades de existencia.

Comité Organizador 2026


Em breve, divulgaremos informações importantes às pessoas participantes.

Próximamente, daremos a conocer información importante a los participantes.

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2024

Saberes e existências

O X Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) ocorreu em 05 a 08 de novembro de 2024, na Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba. Nesta edição, o tema foi Saberes e Existências. A abordagem foi um convite a um olhar sensível e atento aos espaços e processos formativos do cinema e da arte na América Latina, bem como sua relevância para a latência e permanência de produções não hegemônicas. 

Saberes sugere um enfoque nos cineclubes, nos festivais, nas escolas livres, nas faculdades, nos projetos de capacitação, nas cinematecas, nos museus, nas vidas familiares e comunitárias, nos manifestos, nos movimentos, associações e organizações sociais, e até nos sets de filmagem a partir do caráter formativo desses lugares e dessas vivências, considerando seus desdobramentos na edificação de cenas culturais audiovisuais. Nos mais variados contextos, a formação, os encontros e trocas desempenham papel basilar no desenvolvimento e na manutenção das culturas cinematográficas e artísticas, mobilizadas pelas forças constitutivas nas dinâmicas sociais memoráveis e emergentes do audiovisual na América Latina.

Existências, por sua vez, são uma invocação crítica que aponta tanto para a invisibilidade de iniciativas realizadas fora dos eixos hegemônicos da lógica produtiva e artística – sejam eles geográficos, econômicos, temáticos, estéticos, culturais, sociais, formativos e de representatividades – quanto destaca dinâmicas de confluências e encontros que agem e pensam a partir de outros desejos, perspectivas, convicções e historicidades. São cinemas que emergem e se manifestam em locais e comunidades a partir delas mesmas, confrontando modos hegemônicos de pensar, de atuar e de sentir, lançando seus próprios olhares para diferentes experiências de e no mundo.

COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Agda Aquino
Matheus Andrade
Flávia Mayer
Inara Rosas
Ricardo Maia

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Guilherme Maia (Universidade Federal da Bahia – Brasil)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Ismail Xavier (Universidade de São Paulo – Brasil)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Marcel Vieira (Universidade Federal da Paraíba)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Nathan Cirino (Universidade Federal de Campina Grande – Brasil)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Theresa Cristina Medeiros (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições:
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Universidade do Estado da Paraíba (UEPB)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Convocatória 2024

X Colóquio de Cinema e Arte na América Latina

Saberes e Existências

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A comissão organizadora do X Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL) convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem trabalhos para a nova edição do evento. O COCAAL 2024 acontecerá de 05 a 08 de novembro de 2024, na Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba.

Nesta edição, o tema é Saberes e Existências. A abordagem é um convite a um olhar sensível e atento aos espaços e processos formativos do cinema e da arte na América Latina, bem como sua relevância para a latência e permanência de produções não hegemônicas. Saberes sugere um enfoque nos cineclubes, nos festivais, nas escolas livres, nas faculdades, nos projetos de capacitação, nas cinematecas, nos museus, nas vidas familiares e comunitárias, nos manifestos, nos movimentos, associações e organizações sociais, e até nos sets de filmagem a partir do caráter formativo desses lugares e dessas vivências, considerando seus desdobramentos na edificação de cenas culturais audiovisuais. Nos mais variados contextos, a formação, os encontros e trocas desempenham papel basilar no desenvolvimento e na manutenção das culturas cinematográficas e artísticas, mobilizadas pelas forças constitutivas nas dinâmicas sociais memoráveis e emergentes do audiovisual na América Latina. Existências, por sua vez, são uma invocação crítica que aponta tanto para a invisibilidade de iniciativas realizadas fora dos eixos hegemônicos da lógica produtiva e artística – sejam eles geográficos, econômicos, temáticos, estéticos, culturais, sociais, formativos e de representatividades – quanto destaca dinâmicas de confluências e encontros que agem e pensam a partir de outros desejos, perspectivas, convicções e historicidades. São cinemas que emergem e se manifestam em locais e comunidades a partir delas mesmas, confrontando modos hegemônicos de pensar, de atuar e de sentir, lançando seus próprios olhares para diferentes experiências de e no mundo.

A isso, acrescenta-se o calor paraibano, em suas expressões e pulsões. Realizado na Universidade Federal da Paraíba, esta edição comemorativa e histórica dos 10 anos do COCAAL busca revisitar ideias, conceitos, modelos, políticas e sistemas de produção e circulação da arte e de cinemas fora do eixo. Destacamos, no entanto, que embora seja um mote para essa edição, o tema não é um imperativo para proposição de comunicações e mesas.

SUBMISSÕES

As submissões dos trabalhos podem ser em duas modalidades: mesas pré-constituídas e comunicações livres. Serão aceitos trabalhos em português e espanhol até o dia 07 de junho de 2024. As propostas não precisam, necessariamente, se alinharem à temática desta edição do evento.

1 – Mesas pré-constituídas

As mesas pré-constituídas devem propor a articulação e o debate de pesquisas e discussões acerca de temas emergentes na América Latina, na área do audiovisual e das artes em perspectiva expandida.

Cada proposta de mesa pré-constituída deve ser composta por 03 trabalhos (cada trabalho poderá ter até 3 autores), sendo que pelo menos uma pessoa deve ter o doutorado concluído. Demais participantes podem ser discentes de doutorado, pessoas com mestrado concluído ou em curso, com notório saber e/ou produção artística. Uma pessoa deve atuar também na moderação da mesa.

A proposta deve ser enviada pela página do X COCAAL (https://www.even3.com.br/xcocaal/) conforme modelo disponível na opção “Modalidade>>Mesa pré-constituída”. Para baixar o modelo, clique na opção “Mesa pré-constituída”. O documento deve ser preenchido pela pessoa responsável pela coordenação da Mesa e conter todos os 03 trabalhos que a compõem. O arquivo deve ser enviado em formato PDF e nomeado da seguinte forma:

COCAAL 2024_mesa_SOBRENOME_Nome

As mesas aprovadas deverão respeitar o tempo máximo de 90 minutos de duração, destinando 20 minutos de exposição para cada participante e 30 minutos para perguntas e discussões. Em caso de aprovação, todas as pessoas participantes das mesas deverão realizar a inscrição individualmente, segundo cronograma e condições a serem anunciadas na ocasião da divulgação dos trabalhos aprovados. 

2 – Comunicações livres

Podem submeter propostas de comunicação pessoas com graduação em curso (integrantes de atividades de ensino, pesquisa ou extensão, em coautoria com a orientadora ou orientador), mestrado em curso, mestrado concluído, doutorado em curso, doutorado concluído, pessoas com notório saber e/ou produção artística. Só é permitida uma inscrição por pessoa, mesmo em caso de coautoria.

Cada proposta de Comunicação Livre poderá ter a autoria de no máximo 03 pessoas, que devem realizar a submissão individualmente.

A proposta deve ser enviada pela página do X COCAAL (https://www.even3.com.br/xcocaal/) conforme modelo disponível na opção “Modalidade>>Comunicação Livre”. Para baixar o modelo, clique na opção “Comunicação livre”. O arquivo deve ser enviado em formato PDF e nomeado da seguinte forma:

COCAAL 2024_livre_SOBRENOME_Nome 

As comunicações aceitas deverão respeitar o tempo máximo de 20 minutos para exposição, nas datas e horários estabelecidos e previamente anunciados. 

Não serão aceitas propostas de mesas e comunicações entregues fora do prazo e que não estejam dentro das normas solicitadas pela chamada.

DATAS IMPORTANTES

Inscrições de mesas pré-constituídas e comunicações livres – 29 de abril a 07 de junho
Divulgação das propostas aprovadas – Até 28 de junho
Pagamento da taxa de inscrição* – 1º lote (promocional – até 05 de julho)/ 2º lote – de 05 de julho até 05 de agosto
Divulgação do cronograma de apresentações – Até 06 de setembro
Inscrição de ouvintes – de 28 de junho a 04 de novembro.
Realização do evento – de 05 a 08 de novembro

VALORES DAS TAXAS DE INSCRIÇÃO

Docente/Pesquisador com vínculo profissional e
com apresentação de trabalho
R$ 150,00
Pesquisador, mestre ou doutor,
sem vínculo profissional com apresentação de trabalho
R$ 80,00
Estudante de pós-graduação com apresentação de trabalhoR$ 80,00
Docente/Pesquisador sem apresentação de trabalho e Estudante de graduação com apresentação de trabalhoR$ 55,00
Estudante de pós-graduação e graduação
sem apresentação de trabalhos
R$ 30,00
Estudante de pós-graduação e graduação
sem apresentação de trabalhos (UFPB, UEPB, UFRN, UFPE, UFCG)
R$ 15,00
Estudante da rede pública do
ensino médio, fundamental e técnico
R$ 15,00
Professor do Ensino Fundamental e Médio de Escolas PúblicasR$ 15,00
*A forma de pagamento da taxa de inscrição, para participantes do Brasil e do exterior, será informada na ocasião da divulgação dos trabalhos aprovados. No caso das mesas, todas as pessoas que participam devem pagar a taxa, assim como no caso de comunicações livres em coautoria.

Informações sobre a inscrição de ouvintes e sobre o envio de resumos expandidos e artigos para os Anais do evento serão divulgadas nas próximas circulares.

Para dúvidas ou mais informações: coloquiococaal@gmail.com | Instagram: @coloquiococaal


X Coloquio de Cine y Arte en América Latina

Saberes y e Existencias

1ª Circular

El comité organizador del X Coloquio de Cine y Arte en América Latina (COCAAL) invita a investigadoras e investigadores a presentar sus trabajos para la nueva edición del evento. Esta edición se realizará del 05 al 08 de novembro de 2024, en la Universidad Federal de Paraíba, en João Pessoa, Paraíba.

En esta edición, el tema es Saberes y Existencias. El enfoque es una invitación a una mirada sensible y atenta a los espacios y procesos formativos del cine y el arte en América Latina, así como su relevancia para la latencia y permanencia de producciones no hegemónicas. Saberes sugiere centrarse en cineclubes, festivales, escuelas gratuitas, colegios, proyectos de formación, cinetecas, museos, vida familiar y comunitaria, manifiestos, movimientos, asociaciones y organizaciones sociales, e incluso en rodajes basados ​​en el carácter formativo de las películas. estos lugares y experiencias, considerando sus consecuencias en la construcción de escenas culturales audiovisuales. En los más variados contextos, la formación, el encuentro y el intercambio juegan un papel fundamental en el desarrollo y mantenimiento de las culturas cinematográficas y artísticas, movilizadas por las fuerzas constitutivas de las memorables y emergentes dinámicas sociales del audiovisual en América Latina. Las Existencias, a su vez, son una invocación crítica que apunta tanto a la invisibilidad de iniciativas llevadas a cabo fuera de los ejes hegemónicos de la lógica productiva y artística –sean geográficas, económicas, temáticas, estéticas, culturales, sociales, formativas y representativas– como a resaltar dinámicas de confluencias y encuentros que actúan y piensan desde otros deseos, perspectivas, convicciones e historicidades. Se trata de cines que emergen y se manifiestan en lugares y comunidades, confrontando formas hegemónicas de pensar, actuar y sentir, proyectando sus propias perspectivas sobre diferentes experiencias de y en el mundo.

A esto se suma el calor de Paraíba, en sus expresiones y pulsiones. Realizada en la Universidad Federal de Paraíba, esta edición conmemorativa e histórica del décimo aniversario de la COCAAL busca revisitar ideas, conceptos, modelos, políticas y sistemas de producción y circulación de arte y cine fuera del eje. Destacamos, sin embargo, que si bien es un tema para esta edición, el tema no es imprescindible para proponer comunicaciones y mesas.

PRESENTACIÓN DE TRABAJOS

El envío de trabajos puede ser de dos formas: mesas preconstituidas y comunicaciones libres. Se aceptarán trabajos en portugués y español hasta el 7 de junio de 2024. Las propuestas no necesariamente deben alinearse con la temática de esta edición del evento.

1 – Mesas preconstituidas

Las mesas pre constituidas deberán proponer la articulación y el debate de investigaciones y discusiones sobre temas emergentes en América Latina, en el ámbito del audiovisual y las artes desde una perspectiva amplia.

Cada propuesta de mesa preconstituida debe constar de 03 trabajos (cada trabajo puede tener hasta 3 autores), y al menos una persona debe haber realizado un doctorado. Otros participantes podrán ser estudiantes de doctorado, personas con maestría terminada o en curso, con notables conocimientos y/o producción artística. Una persona también debe actuar como moderador de la mesa.

La propuesta debe ser enviada a través de la página X COCAAL (https://www.even3.com.br/xcocaal/) según el modelo disponible en la opción “Modalidade>>Mesa pré-constituida”. Para descargar el modelo haga clic en la opción “Mesa pré-constituida”. El documento debe ser cumplimentado por el responsable de coordinar la Mesa y contener los 3 trabajos que lo componen. El archivo debe enviarse en formato PDF y denominarse de la siguiente manera:

COCAAL 2024_mesa_APELLIDO_Nombre

Las mesas aprobadas deberán respetar la duración máxima de 90 minutos, que incluyan 20 minutos de exposición para cada participante y 30 minutos para preguntas y debates. En caso de aprobación, todas las personas que participen en las mesas deberán inscribirse individualmente, de acuerdo con el cronograma y las condiciones que se anunciarán cuando se divulguen los trabajos aprobados.

2 – Comunicaciones libres

Personas con título en curso (parte de actividades de docencia, investigación o extensión, en coautoría con el orientador o asesor), maestría en curso, maestría en curso, doctorado en curso, doctorado en curso, personas con notables conocimientos y/o producción artística. Sólo se permite una entrada por persona, incluso en el caso de coautoría.

Cada propuesta de Comunicación Libre podrá ser autoría de un máximo de 3 personas, quienes deberán presentar la propuesta de forma individual.

La propuesta debe ser enviada a través de la página X COCAAL (https://www.even3.com.br/xcocaal/) según el modelo disponible en la opción “Modalidad>>Comunicação Livre”. Para descargar el modelo, haga clic en la opción “Comunicación Livre”. El archivo debe enviarse en formato PDF y denominarse de la siguiente manera:.

COCAAL 2024_livre_APELLIDO_Nombre

Las comunicaciones aceptadas deberán respetar el tiempo máximo de exposición de 20 minutos, en las fechas y horarios establecidos y previamente anunciados.

No se aceptarán propuestas de mesas y comunicaciones entregadas fuera de plazo y que no cumplan con los estándares solicitados por la convocatoria.

FECHAS IMPORTANTES

Inscripción de mesas preconstituidas y comunicaciones libres – del 29 de abril al 7 de junio
Divulgación de propuestas aprobadas – Hasta el 28 de junio
Pago de inscripción* – 1er lote (promocional – hasta el 5 de julio)/2do lote – del 5 de julio al 5 de agosto
Divulgación del cronograma de presentaciones – Hasta el 06 de septiembre
Registro de oyentes – del 28 de junio al 4 de noviembre
Evento – del 05 a 08 de noviembre

VALORES DE INSCRIPCIÓN

Docente/Investigador con vínculo profesional
y presentación de trabajo
R$ 135,00
Investigador, magíster o doctor, sin vínculo profesional
con presentación de trabajo
R$ 70,00
Estudiante de postgrado con presentación de trabajoR$ 70,00
Docente/Investigador sin presentación de trabajoR$ 55,00
Estudiante de postgrado y pregrado
sin presentación de trabajos
R$ 30,00
Estudiante de postgrado y pregrado sin presentación
de trabajos (UFPB, UEPB, UFRN, UFPE, UFCG)
R$ 15,00
Estudiante de la red pública de educación
secundaria, básica y técnica
R$ 15,00
Docentes de educación básica y secundaria
de escuelas públicas
R$ 15,00
*La forma de pago de la cuota de inscripción, para participantes de Brasil y del exterior, será informada cuando se anuncien los trabajos aprobados. En el caso de las mesas, todas las personas que participen deberán realizar el pago de inscripción, así como en el caso de las comunicaciones libres en coautoría.

La información sobre el registro de oyentes y sobre el envío de resúmenes expandidos y artículos para las memorias del evento será divulgada en las próximas circulares.


COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Matheus José Pessoa de Andrade
Flávia Mayer
Arthur Fernandes Andrade Lins
Inara Rosas
Ricardo Maia

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Agda Patrícia Pontes de Aquino (Universidade Estadual da Paraíba)
Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA)
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Guilherme Maia (Universidade Federal da Bahia – Brasil)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Ismail Xavier (Universidade de São Paulo – Brasil)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Marcel Vieira (Universidade Federal da Paraíba)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Nathan Cirino (Universidade Federal de Campina Grande – Brasil)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Theresa Cristina Medeiros (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições | Instituciones:
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Universidade do Estado da Paraíba (UEPB)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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2025

Imagens da contraconquista

O XI Colóquio de Cinema e Arte da América Latina (COCAAL) ocorreu durante os dias 4 e 7 de novembro de 2025, na Faculdade de Comunicação e Artes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

O XI Colóquio de Cinema e Artes da América Latina, com o tema Imagens da Contraconquista foi um convite a explorar as diversas manifestações da arte e do cinema latino-americanos, sob a perspectiva decolonial através da qual os processos estéticos são considerados essenciais no entendimento e na ressignificação da história dos diferentes povos e culturas da América Latina. Tal como o historiador da arte suiço, Heinrich Wölfflin, sustentou ser o barroco europeu, a arte da Contrarreforma, ao poeta e escritor cubano, José Lezama Lima, coube apontar o barroco latino-americano como a arte da “Contraconquista”. Uma rebelião expressiva ocorrida no âmbito da arte colonial, identificada nas obras dos artistas mestiços, o indígena peruano José Kondori e o negro brasileiro Antônio Francisco de Lisboa, como reações autênticas da arte latino-americana contra o colonialismo europeu.

Inspirados por essa contraconquista desencadeada ao longo dos últimos cinco séculos, foi proposto identificar como as imagens do cinema e da arte latino-americanas desafiam narrativas hegemônicas e reconfiguram identidades, ao operarem na desconstrução dos valores e dos cânones secularmente promovidos pela arte europeia e o humanismo ocidental. A contraconquista emerge, neste sentido, como um movimento apropriativo e emancipatório, onde as imagens se tornam as ferramentas de resistência e reinvenção do pensamento e da arte latino-americanas, em busca de novos horizontes estéticos e filosóficos capazes de reverterem os processos coercitivos e predatórios que historicamente embasaram e continuam a justificar a conquista espiritual, política e econômica dos territórios e das culturas latino-americanas.

Neste contexto, o evento foi um convite a pesquisadores e pesquisadoras do Brasil e de toda América Latina a refletirem sobre as maneiras como o cinema e a arte latino-americanas subvertem as categorias do pensamento eurocêntrico, seja projetando suas culturas originais e suas vozes marginalizadas, seja combatendo os processos antrópicos e as desigualdades sociais herdadas do período colonial e das novas formas assumidas pelo colonialismo. Dessa forma, o colóquio propôs um espaço para a troca de ideias e experiências, onde a arte e o cinema são entendidos não só como formas de expressão, mas como veículos de transformação social e cultural. A partir da discussão de obras e processos criativos buscaremos, portanto, responder: o que significa a “contraconquista” no atual cenário do cinema e das artes na América Latina?

COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Marco Túlio Ulhôa (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Bruna Penna Mibielli (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Clara Albinati Cortez (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Pedro Vaz Perez (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Elisa Cristina Rezende Quintero (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Marcio de Vasconcellos Serelle (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Ércio do Carmo Sena Cardoso (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
José Márcio de Moura Barros (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Adolfo Cifuentes (Universidade Federal de Minas Gerais)
Claudia Renault (Universidade do Estado de Minas Gerais)

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires)
Ana Longoni (Universidad de Buenos Aires)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense)
Fabián Nuñez (Universidade Federal Fluminense)
Guilherme Maia de Jesus (Universidade Federal da Bahia)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru)
Javiera Manzi (Universidad de Arte y Ciencias Sociales – Chile)
Javier Ramirez (Universidad Nacional Autónoma de México)
Maria Angélica Melendi (Universidade Federal de Minas Gerais)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Mariano Mestman (Universidad de Buenos Aires)
Mauricio de Bragança (Universidade Federal Fluminense)
Matheus Araújo Silva (Universidade de São Paulo)
Matheus José Pessoa de Andrade (Universidade Federal da Paraíba)
Mónica Villarroel (Universidad Mayor e Universidad de Santiago)
Sylvia Suárez (Pontifícia Universidad Javeriana – Colômbia)
Susana Barriga Rodriguéz (Escuela Internacional de Cine y TV – Cuba)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (Universidade de São Paulo)
Yanet Aguilera Viruéz Franklin de Matos (Universidade Federal de São Paulo)

REALIZAÇÃO | REALIZACIÓN

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Faculdade de Comunicação e Artes
Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social (FCA / PUC Minas)
Curso de Cinema e Audiovisual (FCA / PUC Minas)
Centro de Experimentação em Imagem e Som (CEIS / PUC Minas)
Grupo de Estudos de Cinema e Audiovisual Latino-Americanos (GECALA)

APOIO | APOYO

Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais
Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais
ESTE: Estudo em Artes
Grupo de Estudo e Pesquisa de História da América Latina (GEHAL / PUC Minas)
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal da Bahia

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2023

Latinidades Afro-ameríndias

Depois de três anos sem uma edição presencial, 2023 foi a primeira vez que o Colóquio de Cinema e Arte na América Latina (COCAAL), evento internacional, acadêmico e cultural foi realizado em uma cidade do Nordeste: Salvador, na Bahia. Sediado na Faculdade de Comunicação (Facom), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o evento foi realizado ao longo de duas semanas, primeiramente de 12 a 18 de setembro de 2023 com um conjunto de atividades formativas na programação do Pré-Cocaal e depois, de 19 e 22 de setembro de 2023, com a programação oficial sob tema “Latinidades Afro-ameríndias”. O IX COCAAL partiu da necessidade de se repensar a América Latina e ir além da visão colonial que a unificou sob as categorias genéricas de “africana” e “ameríndia”. Ao invés disso, propôs explorar as “latinidades afro-ameríndias” reconhecendo as diversas experiências de pessoas que foram colonizadas e como elas se manifestam no cinema e nas artes.  Uma abordagem pluralista que buscou reinventar a vida em comum na América Latina.

O que está em jogo quando se designa a América Latina, seja para reivindicá-la ou  recusá-la? A América Latina é uma fantasia ou um fantasma: não existe como presença plena ou projeto acabado, como identidade dada e território unificado; e é mais de uma, nos múltiplos tempos em que se desdobra, sem conjunção possível, como identidade fugidia ou terra dispersa, alheia a toda territorialização, isto é, a toda tentativa de apropriação e de instauração de um domínio unitário. América, em geral, e  América Latina, em particular, se inscreveram na imaginação política global – naquilo que Walter Mignolo (2003) denomina “sistema mundial colonial/moderno” – como um campo de disputa. Dessa forma, a assinatura colonial inscrita na noção de América Latina deve ser reconhecida por qualquer reivindicação do termo e de suas derivações.

Ao mesmo tempo, sem apagar a assinatura colonial que a inaugura, a história da América Latina deve ser lida a contrapelo, para que seja possível saber as realidades que a constituem, as disputas que a atravessam, os horizontes e as vertigens que a jogam para fora de si mesma. É preciso reconhecer, ao lado dos fantasmas coloniais cuja aparição permanece visível desde o nome, a sucessão múltipla de fantasmas cuja desaparição deve ser confrontada, mesmo que faltem nomes próprios suficientes para essa confrontação (e que esses nomes também procedam de uma genealogia colonial): os fantasmas de todas as pessoas que, sob o regime colonial de distribuição da violência, foram forçadas a desaparecer, no processo histórico de construção da experiência latino-americana.

Reivindicar as latinidades afro-ameríndias, como faz esta nona edição do Colóquio de Cinema e Arte na América Latina, implica reconhecer a violência da nomeação colonial das gentes colonizadas e a assinatura colonial que aspira a unificar, assim, a noção de América Latina (como uma herança comum). Ao mesmo tempo, ao apontar para as latinidades afro-ameríndias, trata-se de repensar a América Latina a partir da relação e do diálogo entre culturas e perspectivas coletivas, por meio da abertura e da escuta às vozes e aos traços da multiplicidade de experiências das gentes que o projeto colonial pretendeu reunir de forma generalizada, sob signos de africanidade e amerindianidade, cujas designações genéricas uma série de movimentos posteriores buscaram e buscam transformar em alavancas estratégicas de intervenção social e política.

Diante disso, impossível não salientarmos que iniciamos o ano de 2023 com a posse histórica de Sônia Guajajara, à frente do Ministério dos Povos Indígenas, do professor, jurista e filósofo Silvio Almeida, no Ministério de Direitos Humanos  com a recriação do Ministério da Igualdade Racial, a cargo de Anielle Franco, três instâncias fundamentais para implementação de políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência colonial atualizada constantemente por sistemas de policiamento e governo, e efetivamente de governo como policiamento, que persistem como norma em todo o continente. “Nunca mais o Brasil sem nós”, disse em seu discurso de posse Sônia Guajajara. “Não recuaremos, não retrocederemos, não vamos abaixar a cabeça mais, não sairemos daqui”, afirmou Anielle Franco. “Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós”, disse Silvio Almeida ao assumir a pasta. Falas que estão imbuídas de toda uma longa trajetória de movimentos e organização política de gentes negras e indígenas que têm buscado, desde o início, contestar as denominações coloniais a partir da reivindicação estratégica de seus termos, o que está presente ainda em outra fala de Guajajara: “Esse ministério é novo, mas na verdade esse ministério é ancestral”.

Nesse sentido, além de pensar a América Latina no plural, por meio da noção de latinidades, se trata de reivindicar, por meio do adjetivo afro-ameríndias, a possibilidade de multiplicação de perspectivas para reinventar a vida em comum no continente, nos campos do cinema e da arte. As latinidades afro-ameríndias são uma abertura para as formas alternativas de vida em comum que Lélia Gonzalez designou por meio da noção de “Améfrica Ladina”, para as práticas de contra-colonização do que Antonio Bispo dos Santos chamou de “povos afro-pindorâmicos” e para as memórias e projeções que tanto Ailton Krenak quanto Davi Kopenawa, entre outros, têm encontrado no tempo do sonho, resistindo à colonização, às suas heranças e às suas formas de tentar impor o fim do mundo. Latinidades afro-ameríndias, portanto, são também ladinidades améfrico-pindorâmicas, e quantos outros nomes será preciso desarticular e rearticular, desmontar e remontar, para começar a reconhecer e a inventar a multiplicidade de suas figuras mundanas e fantasmas extra-mundanos. 

Em articulação com as ideias aqui expostas, incentivamos o envio de propostas de mesas e comunicações que transitem nos seguintes eixos temáticos:

Histórias, memórias, fabulações e arquivos
Perspectivas teóricas e metodológicas
Estudos de recepção
Cinema, arte e educação
Corpos, gêneros e sexualidades
Poéticas sonoras e musicais
Linguagem: reconfigurações, experimentações, transgressões
Militâncias e ativismos
Representações, contra-representações e representatividade
Afetos, emoções, sentimentos
Bordas, margens, periferias
Coletivo, comunal, comunitário
Meio-ambiente e ecologias decoloniais
Audiovisualidades insurgentes
Artes e hibridismos

COMITÊ ORGANIZADOR | COMITÉ ORGANIZADOR

Dr. Guilherme Maia – UFBA – Presidente
Dra. Ana Paula Nunes – UFRB
Dr. Glauber Lacerda – UESB
Dr. Marcelo Ribeiro – UFBA
Dra. Morgana Gama – UFBA
Dra. Priscila Miraz – UFRB
Dra. Regina Gomes – UFBA
Dra. Rosângela Fachel – UFPel

COMITÊ CIENTÍFICO | COMITÉ CIENTÍFICO

Álvaro Vázquez Mantecón (Universidad Autónoma Metropolitana – México)
Ana Laura Lusnich (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Ana M. López (Tulane University – EUA) in memoriam
Ângela Freire Prysthon (Universidade Federal de Pernambuco – Brasil)
Antonio Carlos Amancio da Silva (Universidade Federal Fluminense – Brasil)
Bertold Salas Murillo (Universidad de Costa Rica)
Clara Krieger (Universidad de Buenos Aires – Argentina)
Claritza Peña Zerpa (Universidad Católica Andrés Bello – Venezuela)
Eduardo Victorio Morettin (Universidade de São Paulo – Brasil)
Geovanny Narváez (Universidad de Cuenca – Equador)
Isaac León Frías (Universidad Católica del Peru – Peru)
Izabel de Fátima Cruz Melo (Universidade do Estado da Bahia – Brasil)
Jerónimo Rivera (Universidad La Sabana – Colômbia)
Mónica Villarroel M. (Universidad Católica de Chile e Universidad de Santiago de Chile – Chile)
Laura Bezerra (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil)
Mariana Amieva (Universidad de la República – Uruguai)
Nilda Jacks (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil)
Ronald Antonio Ramírez (Universidad de La Habana – Cuba)
Yanet Aguilera (Universidade Federal de São Paulo – Brasil)
Yobenj Aucardo Chicangana Bayona (Universidad Nacional de Colombia – Colômbia)

APOIO | APOYO

Instituições | Instituciones:
Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Bacharelado em Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA
Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal de Pelotas

Grupos de pesquisa | Grupos de Investigación:
Laboratório de Análise Fílmica
Grupo (an)arqueologias do sensível
[Re]image: Grupo de Pesquisa em Artes Visuais
Quadro a Quadro: projetando ideias, refletindo imagens
Audiovisual Latino-Americano no Século XXI – OfCine – IFRS

Redes de Pesquisa | Redes de Investigación:
Red Iberoamericana de Investigación en Narrativas Audiovisuales – Red INAV